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Monte Sinai

 
17 - Conceitos Bíblicos e talmúdicos sobre um Messias

 

 

 

1. O TEMA do Messias há muito tem sido acariciado na história de Israel. No Talmude é ensinador "Todos os profetas profetizavam somente da era Messiânica." - Shabbath 63a (vol. 1, p. 295, da edição Soncino de 1938).

Uma obra de referência vastamente usada declara que "a idéia de um Messias pessoal percorre todo o Antigo Testamento. É o resultado natural da esperança profética futura." - The Jewish Encyclopaedia, vol. 8, p. 506, col. 1, art. "Messias". A expressão "Antigo Testamento" refere-se às Sagradas Escrituras escritas por Moisés e outros profetas hebreus.

Outra obra semelhante declara: "A idéia de um Messias pessoal se tornara tão profundamente arraigada na consciência do povo que é tida como fato assegurado ao longo de toda literatura rabínica." - The Universal Jewish Encyclopaedia, vol. 7, p. 501, col. 1, art. "Messiah."

2. No Talmude, Midrash Rabbah e na maior parte dos livros de oração verificamos que a antiga esperança messiânica de Israel tem sido acariciada por nosso povo judeu durante os séculos até o tempo presente. Muitos, é verdade, têm-se desviado tanto de Deus e das Sagradas Escrituras que possuem apenas um pequeno conhecimento com respeito ao assunto. Portanto, é adequado que estudemos este tema nesta oportunidade.

3. Por todo o mundo, milhões de judeus conservam e freqüentemente recitam em seus Livros de Oração os "Treze Princípios da Fé," que foram formulados por Maimônides (Moisés ben Maimon), o grande líder judeu do século doze E. C.. 0 Artigo nº 12 desses princípios reza como segue:

"Creio com perfeita fé na vinda do Messias, e, embora ele demore, esperarei diariamente por Sua vinda." - Daily Prayers, edição revisada, p. 165 (Tradução para o Inglês por Dr. A. Th. Philips e publicada pela Hebrew Publ. Co., New York City: n. d.).

A grande ênfase dada a essa crença na vinda do Messias como um dos Treze Artigos de Fé é revelada nesta declaração: "Segundo Maimônides, o que rejeita qualquer desses artigos é um incrédulo e coloca-se fora da comunidade judaica." - The Jewish Encyclopaedia, vol. 2, p. 151, col. 2, art. "Articles of Faith".

4. Uma preciosa promessa para Israel muitos séculos atrás dada em (saías 59: 20 assim reza:

- "E virá um Redentor a Sião e aos que em Jacó se desviarem da transgressão, diz o Senhor."

5. Lemos no Talmude que "R. Johanan disse: Grande é o arrependimento, porque traz consigo a redenção, como é dito - E virá um Redentor a Sião e aos que em Jacó se desviarem da transgressão [(saías 59:20], i. e., por que virá um redentor a Sião? Por causa daqueles que se volvem da transgressão em Jacó." - Yoma 86b (p. 428 da ed. Soncino de 1938).

6. Amos, que profetizou pouco antes de (saías, fez essa predição divinamente inspirada com respeito ao futuro de Israel:

- "Naquele dia tornarei a levantar o tabernáculo de Davi, que está caído, e repararei as suas brechas, e tornarei a levantar as suas ruínas, e as reedificarei como nos dias antigos." Amós 9:11.

7. A declaração seguinte do Talmude revela que Amos 9:11 era considerada por nossos antigos mestres como uma profecia messiânica. Eis a resposta a uma pergunta pelo Rabino Isaac com respeito ao Messias, como dada pelo Rabino Nahman:

" 'Mesmo assim,' ele acrescenta, 'como está escrito, Naquele dia tornarei a levantar o tabernáculo de Davi hanofeleth [que está caído].' Ele respondeu, 'Assim declarou R. Johanan: Na geração em que o filho de Davi [i. e. o Messias] vier, os estudiosos serão poucos em número, e quanto ao restante, seus olhos sucumbirão em sofrimento e dor."' - Sanhedrin 96b, 97a (vol. 2, p. 654, da edição Soncino de 1935).

8. A declaração pelo Rabino Johanan de que haveria poucos verdadeiros estudiosos ao tempo da vinda do Messias é bastante significativa. Verdadeiramente pudesse dizer hoje que o número de estudiosos que crêem e ensinam entre nós as profecias e promessas bíblicas de que o Messias - como filho do rei Davi e herdeiro de seu trono - virá em pessoa é bem pequeno. Contudo, essa doutrina é constante na maior parte de nossos Livros de Oração atuais como um legado doutrinário de nossos pais de eras passadas. Eis aqui um bom exemplo disso:

"Oh Deus e Deus de nossos pais! Que nossa lembrança possa erguer-se e vir e ser aceita perante Ti, com a lembrança de nossos pais, do Messias, o filho de Davi Teu servo, de Jerusalém, Tua santa cidade, e de todo o Teu povo, a casa de Israel, trazendo libertação e bem estar, graça, bondade e misericórdia, vida e paz neste Dia da Expiação." - Prayer Book for the Day of Atonement, pp. 29, 30, 127, 179 (Tradução inglesa, revista e ampliada, por Dr. A. Th. Philips, e publicada pela Hebrew Publishing Co., New York City: 1931). Ver também Daily Prayers, revista, pp. 201, 227, 255, 293-a, 343, 425, 567, 599-601, 651, 675 (tradução inglesa por Dr. A. Th. Philips e publicada pela Hebrew Publishing Co., New York City: n. d.); e Day of Atonement, seção 1, pp. 23, 24; seção 2, pp. 46, 80 (tradução inglesa por Dr. H. Adler e publicada pela Hebrew Book Co., New York City: n. d).

Sim, o Messias é profeticamente referido como o Filho de Davi.

9. Então, surge naturalmente a pergunta: Quando o Messias viria para libertar o povo fiel de Deus? As Sagradas Escrituras em Daniel 12:1-4 declaram:

- "Naquele tempo se levantará Miguel, o grande príncipe, que se levanta a favor dos filhos do Teu povo; e haverá um tempo de tribulação, qual nunca houve, desde que existiu nação até aquele tempo; mas naquele tempo livrar-se-á o Teu povo, todo aquele que for achado escrito no livro. E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno. Os que forem sábios, pois, resplandecerão como o fulgor do firmamento; e os que converterem a muitos para a justiça, como as estrelas sempre e eternamente. Tu, porém, Daniel, cerra as palavras e sela o livro, até o fim do tempo; muitos correrão de uma parte para outra, e a ciência se multiplicará."

10. Em seu comentário sobre Daniel 12, Dr. J. J. Slotki declara: "Este capítulo é geralmente tido pelas autoridades judaicas como referindo-se ao futuro remoto que anunciará o advento da era messiânica." - Daniel, Esdras, Neemias, pp. 100, 101 (Soncino Press, London: 1966).

Comentando a expressão "até o fim do tempo", Dr. Slotki declara que ela significa, "até a era Messiânica." - Id., p. 102.

0 "tempo do fim" refere-se ao período imediatamente anterior ao aparecimento do Messias. Como um sinal de que podemos saber quando o tempo do fim chegou, o profeta recebeu a indicação de que "muitos correrão de uma parte para outra, e a ciência se multiplicará."

11. Quando Abraão Lincoln nasceu, os homens não tinham outros meios de viajar, cultivar, comunicar-se ou transportar diferentes dos de Abraão, o pai do povo hebreu. Mas que extraordinárias mudanças tiveram lugar desde o nascimento de Lincoln! Hoje não só vemos como o conhecimento aumentou a uma impressionante extensão, como muitos estão correndo - ou mesmo, voando - de um lugar para outro a velocidade de viagem jamais imaginadas no tempo de Lincoln. Naquele tempo, uma viagem dos Estados Unidos para a Terra Santa levava cerca de três meses por navio. Hoje pode-se voar para Israel por uma avião da El AI Airlines em cerca de 10 horas. E viagens de ida e volta são atualmente feitas por homens à lua - quase 250 mil milhas distante - a velocidades de milhares de milhas por hora. E enquanto estão na lua os que permanecem em casa podem tranqüilamente acompanhá-los em suas atividades sobre a superfície lunar, ouvir a conversa deles entre si e o centro espacial na Terra.

12. Note-se também que a profecia de Daniel declara que haverá "um tempo de tribulação, qual nunca houve, desde que existiu nação até aquele tempo."

Não estaríamos já ingressando nesse tempo, com perspectivas de angústias ainda maiores pela frente? Os homens estão se tornando mais temerosos e desesperados do que nunca ao contemplarem as terríveis possibilidades do futuro. Mais e mais pessoas estão se tornando mentalmente enfermas e criminosas e a impiedade cresce por toda parte. Guerras é revoluções estão constantemente nos noticiários. Angústia de toda espécie prevalece como nos dias de Noé quando a terra "estava corrompida diante de Deus, e cheia de violência." Gênesis 6:11. As poderosas bombas e outras terríveis armas destruidoras de nossa era atômica certamente podem ajudar a tornar o "tempo do fim" em que vivemos em "um tempo de tribulação, qual nunca houve, desde que existiu nação" sobre nosso planeta. Tudo isso torna a esperança messiânica mais significativa, pois nos assegura que "naquele tempo livrar-se-á o Teu povo [o povo de Daniel, os fiéis e verdadeiros entre os povos de Deus]. Sim, livramento até para todos os justos mortos que "dormem no pó da terra", pois eles ressuscitarão para a vida eterna.

13. Note esta significativa profecia encontrada em Oséias 3:4, 5:

- "Pois os filhos de Israel ficarão por muitos dias sem rei, sem príncipe, sem sacrifício, sem coluna, e sem éfode ou terafins. Depois tornarão os filhos de Israel, e buscarão ao Senhor, seu Deus, e a Davi, seu rei; e com temor chegarão nos últimos dias ao Senhor, e à sua bondade."

14. Comentando essa profecia em Oséias 3:4, 5, Dr. A. Cohen identifica o Davi mencionado no verso 5: "O protótipo do perfeito rei (cf. Eze. 34:23). O Targum identifica-o com 'o Rei Messias."' - The Twelve Prophets, p. 13 (Soncino Press, London: 1969).

 

O Targum sobre Oséias 3:4, 5 declara: "Os filhos de Israel permanecerão muitos dias sem um rei da casa de Davi, e sem alguém que exerça domínio sobre Israel, ou que ofereça sacrifícios de apreciação em Jerusalém e sem éfode ou anunciação. Posteriormente os filhos de Israel retornarão e buscarão o serviço do Senhor seu Deus, e serão obedientes ao Messias, o filho de Davi seu rei: e ele lhes ensinará o culto ao Senhor, e aumentará o bem que lhes deve advir ao fim dos dias."

15. No Midrash Rabbah, sobre Gênesis, capítulo 48, seç. 6 (vol. 1, p. 408) é dito: "Assim, no futuro messiânico Israel temerá, ou seja, E com temor chegarão nos últimos dias ao Senhor, e à Sua bondade (Osé. 3:5)."

16. Dr. Joseph Klausner declara: "Não só o nome 'filho de Davi' se tornou um título destacado para o Rei-Messias, como o próprio nome 'Davi' por si só também." E ele cita Oséias 3:5 e certas declarações talmúdicas para defender esse emprego. Ver sua obra The Messianic Ideal in Israel, p. 21 (Macmillan Co., New York City: 1955). Nas páginas 46-48 do mesmo ele mostra com aguda lógica que as palavras "Davi seu rei" nessa profecia não pode literalmente significar que o Rei Davi dos tempos antigos reassumirá a vida para governar novamente sobre Israel, mas Oséias refere-se a um Messias individual e pessoal que, como um "poderoso redentor" reinará sobre seu povo.

17. Dr. A. Cohen, em seu Everyman's Talmud, p. 347 (E. P. Dutton and Co., New York City: 1949) mostra com muita precisão que o Davi referido em Oséias 3:4, 5 é o Rei Messias, filho de Davi e herdeiro de seu trono.

18. Essa profecia divinamente inspirada de Oséias 3:4, 5 cumpriu-se com impressionante exatidão. E certamente verdade que por "muitos dias" - durante os passados 19 séculos desde a destruição de Jerusalém e do Templo pelos exércitos romanos em 70 E. C. - os filhos de Israel têm estado sem rei, príncipe, sacrifícios, imagem, éfode e terafim. Embora privados de tantos preciosos privilégios e liberdades que seus pais desfrutavam em sua própria terra tanto tempo atrás, nunca perdemos a esperança, porque sabemos que o Deus de Israel ainda vive e ama aqueles que lhe são retos.

19. Observe que a mesma predição estipula que "depois tornarão os filhos de Israel, e buscarão ao Senhor, seu Deus, e a Davi, seu rei; e com temor chegarão nos últimos dias ao Senhor, e à Sua bondade." Sim, deverá ocorrer um retorno de nossos filhos e filhas ao Deus de nossos pais "nos últimos dias". Desde que o rei Davi morreu, há aproximadamente 30 séculos, "Davi, seu rei" a quem eles deverão buscar, pode não ser outro senão o nosso Messias, o Filho de Davi. Essa tem sido a nossa ansiada esperança até a presente época, conforme foi tão bem expressa acima, no Artigo 12 dos Treze Princípios de Fé.

20. No Livro de Orações há o Yigdal, que é recitado como um resumo dos Treze Princípios de Fé. Ele diz: "No tempo do fim Ele [Deus] enviará o nosso Messias, para salvar a todos os que esperam pelo seu livramento final." - Daily Prayer Book, p. 14 (Tradução inglesa por Philip Birnbaum e publicada pela Hebrew Publishing Co., New York City: 1949). Veja também: Prayer Book for The Day of Atonement, pp. 62-a, 82 (Tradução inglesa pelo Dr. A. Th. Philips e publicada pela Hebrew Publishing Co., New York City: 1931); Daily Prayers, edição revisada, pp. 17, 321 (Tradução inglesa pelo Dr. A. Th. Philips e publicada pela Hebrew Publishing Co., New York City: n.d.); Day of Atonement, seção 1, p. 76; seção 2, p. 2 (Tradução inglesa pelo Dr. H. Adler e publicada pela Star Hebrew Book Co., New York City: n.d.)

21. Em Deuteronômio 4:27, 30-32, o Senhor deu a Israel, por meio de Moisés, uma surpreendente advertência com respeito às conseqüências de seu fracasso em atender às instruções que Ele deu nas Santas Escrituras: "O Senhor vos espalhará entre os povos e sereis deixados uns poucos em número entre as nações, aonde o Senhor vos conduzirá ... Quando estiveres em angústia e todas estas coisas te sobrevierem, nos últimos dias, voltareis para o Senhor teu Deus e Lhe atendereis à Sua voz; pois o Senhor teu Deus é um Deus misericordioso... Agora, pois, pergunta desde uma extremidade do céu até a outra, se sucedeu jamais coisa tamanha como esta, ou se se ouviu coisa semelhante?" Assim, o Senhor disse que Ele espalharia Israel entre as nações por causa de sua desobediência, e acrescentou que "no fim dos dias" - literalmente no texto hebreu "nos últimos dias'' - os judeus seriam uns poucos em número (um grupo minoritário) nas terras de sua dispersão.

22. Um dos piores períodos de angústia para o povo judaico foi experimentado quando Adolf Hitler planejou o morticínio de seis milhões durante sua ditadura (1933-1945). Nunca antes tantos judeus haviam sido mortos num genocídio deliberadamente planejado. Seu número no mundo havia diminuído de 18 milhões para 12 milhões.

23. De que é isso um sinal? É sinal da próxima vinda do Messias. Estamos vivendo no tempo do fim da história deste mundo. A própria condição do mundo é um sinal de que o tempo chegou para Deus intervir e enviar o Messias a fim de nos livrar do poder do maligno. Isto é algo sobre que pensar, não é mesmo? Se tivermos sido infiéis antes de ler isto, podemos agora admitir a autenticidade da Palavra de Deus, a Bíblia? Quando coisas como esta são preditas na Palavra de Deus, temos evidências de que a vinda do Messias está próxima. O que quer que tenhamos de fazer para nos aprontar para a vinda do Messias, precisamos fazê-lo depressa.

24. Os santos homens que liam a Bíblia sabiam que o tempo de angústia viria sobre o mundo de modo como "nunca houve, desde que existiu nação." Eles sentiam que esses sofrimentos seriam tão terríveis ao ponto de orarem para que o Messias não aparecesse em seus dias. Isso se cumpriu em parte entre os judeus que foram tão infelizes por viverem sob o domínio de Hitler. Seis milhões enfrentaram uma morte inesperada simplesmente por serem judeus.

25. Nós, judeus de hoje, cremos realmente na vinda do Messias? Muitos não crêem. Este é também o pensamento de alguns de nossos líderes. Houve tempo em que as Sagradas Escrituras eram estudadas e nosso povo judeu cria na vinda do Messias. O Talmude, os Targums, os Midrashim e os Livros de Orações revelam esse fato. Mas em razão de ter-Se Ele demorado - ou seja, segundo os cálculos humanos - perderam a esperança.

26. Como o Messias virá e qual é o propósito de Sua vinda? Volvamo-nos à Bíblia: o "Pois, eis que o Senhor virá com fogo, e os Seus carros serão como o torvelinho, para retribuir a Sua ira com furor, e a Sua repreensão com chamas de fogo. Porque com fogo e com a Sua espada entrará o Senhor em juízo com toda carne; e os que forem mortos pelo Senhor serão muitos." Isaías 66:15, 16.

27. Isto significa, então, que quando o Messias vier, os ímpios serão destruídos. Ele virá, pois, para entrar em juízo "com toda carne," e os ímpios vivos perecerão. Isto é o que aguarda os iníquos. Mas que dizer das pessoas santas e justas? Ah! Serão redimidas e não experimentarão a morte. Note esta promessa com respeito ao povo de Deus:

o "Naquele tempo se levantará Miguel [o Messias], o grande príncipe, que se levanta a favor dos filhos do teu povo; e haverá um tempo de tribulação, qual nunca houve, desde que existiu nação até aquele tempo; mas naquele tempo livrar-se-á o teu povo, todo aquele que for achado escrito no livro. E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno." Daniel 12:1, 2.

28. Daí, ensina a Bíblia que os santos e justos que estão vivendo nesse tempo serão livrados; e os justos mortos serão ressuscitados. Em outra profecia lemos isto com respeito à ressurreição:

o "Assim diz o Senhor Deus: Eis que eu vos abrirei as vossas sepulturas, sim, das vossas sepulturas vos farei sair ó povo Meu, e vos trarei à terra de Israel. E quando eu vos abrir as sepulturas, e delas vos fizer sair, ó povo Meu, sabereis que Eu sou o Senhor." Ezequiel 37:12, 13.

Isto mostra que podemos saber que Ele é o Senhor, quando tiver trazido Seus filhos de suas sepulturas.

29. Com respeito aos justos que morreram antes da vinda do Messias, um comentário do Midrash diz o seguinte:

"Para que propósito virá o Messias real e o que fará? Ele virá para reunir os exilados de Israel." - Midrash Rabbah sobre Gênesis, capítulo 98, seç. 9 (edição Soncino, vol. 2, p. 957).

Assim, outra razão para a vinda do Messias é reunir todo o Israel de Deus. Que o Senhor possa ajudar cada um de nós espiritualmente a estar preparados para sermos contados entre o Israel de Deus quando o Messias vier.

30. Um rabino dos tempos talmúdicos declarou que Deus segura em Suas mãos certas chaves, uma das quais é "a chave do reviver dos mortos, pois está escrito, Quando Eu vos abrir as sepulturas, e delas vos fizer sair, ó povo Meu, sabereis que Eu sou o Senhor [Eze. 37:13]." - Ta'anith 2b (p. 3 da edição Soncino de 1938).

31. A crença na ressurreição dos mortos e uma crença há muito acariciada pela fé judaica. O Artigo nº 13 dos Treze Princípios de Fé reza:

"Creio com perfeita fé que haverá uma ressurreição dos mortos no tempo que queira o Criador, bendito seja o Seu nome, e exaltado seja a lembrança dEle para sempre e sempre." - Daily Prayers, p. 167 (Tradução inglesa por Dr. A. Th. Philips, e publicada pela Hebrew Publishing Co., New York City: n. d.).

O Livro de Oração está repleto de louvores a Deus pela segurança dada nas Sagradas Escrituras de que Ele levantará os mortos à vida. Uma tal declaração é: "Inscreve-nos no Livro da Vida, por Tua própria causa, ó Deus vivente"; e, "Tu despertaste os mortos, Tu és poderoso para salvar." - Id., 127. "Não há nenhum como Tu, ó nosso Redentor, para os dias do Messias; nem há ninguém como Tu, ó nosso Salvador, para a ressurreição dos mortos." - Id., p. 321.

32. É muito evidente que quando os Targums, o Talmude e os Midrashim foram escritos, havia professores judaicos que criam e ensinavam a doutrina bíblica do advento do Messias e a ressurreição dos mortos. Quão gratos deveríamos ser a Deus pelas preciosas revelações que Ele nos tem dado através dos profetas hebreus.

33. Lemos mais, com respeito aos planos do Senhor para os crentes fiéis em Sua palavra escrita:

- "Pois eis que Eu crio novos céus e nova terra; e não haverá lembrança das coisas passadas, nem mais se recordarão. Mas alegrai-vos e regozijai-vos perpetuamente no que Eu crio; porque crio para Jerusalém motivo de exultação e para o seu povo motivo de gozo. E exultarei em Jerusalém, e folgarei no Meu povo; e nunca mais se ouvirá nelavoz de choro nem voz de clamor. . . . O lobo e o cordeiro juntos se apascentarão, o leão comerá palha como o boi; e o pó será a comida da serpente. Não farão mal nem dano algum em todo o Meu santo monte, diz o Senhor." Isaías 65:17-19, 25.

- "Pois, como os novos céus e a nova terra, que hei de fazer, durarão diante de Mim, diz o Senhor, assim durará a vossa posteridade e o vosso nome. E acontecerá que desde uma lua nova até a outra, e desde um sábado até o outro, virá toda a carne a adorar perante Mim, diz o Senhor." Isaías 66:22, 23.

o "Porque desde a antigüidade não se ouviu, nem com ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu um Deus além de Ti, que opera a favor daquele que por Ele espera." Isa. 64:3.

34. Esta é uma parte do maravilhoso plano que o Senhor tem revelado com respeito ao mundo por vir. Este será o eterno lar daqueles que se entregam plenamente a Deus, que experimentaram aquilo por que o Rei Davi orou, "Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito reto." Salmo 51:10. Isso significa aqueles que pela graça divina obedecem aos Dez Mandamentos de Deus, que observam o sábado do sétimo dia, aqueles que procuram tanto física quanto espiritualmente estar prontos para a vinda do Messias. Leiamos esta pequena petição encontrada em um dos mais usados Livros de Oração e meditemos sobre ela:

"Seja Tua vontade, Senhor nosso Deus e Deus de nossos pais, que guardemos Tuas leis neste mundo, e assim sejamos dignos de viver para ver a felicidade e bênção dos dias messiânicos e da vida do mundo por vir e deles compartilhar." - Daily Prayer Book, pp. 133, 540 (Tradução inglesa por Philip Bimbaum e publicado pela Hebrew Publishing Co., New York City: 1947).

35. Amigos, podemos todos dizer "Amém" a essa declaração. Possa Deus ajudar cada um de nós a guardar Sua santa lei, a seguir Sua Santa Bíblia e a viver de tal modo que possamos estar prontos quando Ele vier.

Com esta declaração do Talmude, encerramos: "R. Hiyya b. Abba disse em nome de R. Johanan: Todos os profetas profetizaram [todas as boas coisas] somente com respeito à era messiânica; mas quanto ao mundo por vir, `o olho não viu, ó Senhor, além de Ti, o que Ele preparou para aquele que O aguarda."' - Sanhedrin 99a (vol. 2, p. 670).

 

Confiai Naquele Que Se Assenta Acima dos Querubins

A cada nação que tem surgido no cenário da ação tem sido permitido ocupar o seu lugar na Terra, para que seja comprovado o fato de que ela cumpriu ou não os propósitos do Santo e Vigia. A profecia traçou o surgimento e progresso dos grandes impérios mundiais: Babilônia, Medo-Pérsia, Grécia e Roma. Com cada uma delas, bem como com as nações de menos poder, a história tem-se repetido. Cada uma tem tido o seu período de prova; cada uma tem falhado, sua glória fenecido e passado seu poder.

Conquanto as nações tenham rejeitado os princípios de Deus, e nesta rejeição tenham obrado a própria ruína, um divino e soberano propósito tem manifestamente estado a operar através dos séculos. Foi isto que o profeta Ezequiel viu na maravilhosa representação que lhe foi dada durante o exílio na terra dos caldeus, quando ante os seus olhos atônitos foram apresentados os símbolos que revelavam um Poder dominante que trata com os negócios dos soberanos terrestres.

Sobre as barrancas do rio Quebar, Ezequiel contemplou um vento tempestuoso que parecia vir do norte, "uma grande nuvem, como um fogo a revolver-se; e um resplendor ao redor dela, e no meio uma coisa como cor de âmbar." Uma porção de rodas intercaladas umas nas outras eram movidas por quatro seres viventes. E por cima de tudo "havia uma semelhança de trono, como duma safira; e sobre a semelhança do trono havia como que a semelhança dum homem, no alto, sobre ele." "E apareceu nos querubins uma semelhança de mão de homem debaixo de suas asas." Ezequiel 1:4 e 26, 10.8. As rodas eram de um arranjo tão complicado, que à primeira vista pareciam uma confusão; não obstante elas se moviam em perfeita harmonia. Seres celestiais, sustentados e guiados pela mão sob as asas dos querubins, estavam impelindo essas rodas; acima deles, sobre o trono de safira, estava o Eterno, e ao redor do trono havia um arco-íris, símbolo da divina misericórdia.

Assim como as rodas com aparência tão complicada estavam sob a guia da mão por baixo das asas dos querubins, também o complicado jogo dos eventos humanos está sob divino controle. Em meio a lutas e tumultos das nações. Aquele que Se assenta sobre querubins ainda guia os negócios da Terra. - E. G. White, "Profetas e Reis", pp. 535, 536.

 

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