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Monte Sinai

 
4 - Criação ou Evolução

 

 

 

1. NEANDERTAL, o chamado homem da caverna, foi descoberto na Caverna de EIberfeld, próximo de Düsseldorf, Alemanha, em 1856, e foi descrito por Marcellin Boule., O quadro do homem de Neandertal que nos veio em resultado da descrição de Boule, é o de um homem curvado, hirsuto, um pouco mais baixo que um aborígine australiano. Efetivamente, Boule pintou um Neandertal encurvado ao lado de um aborígine australiano ereto, perfeitamente normal, e disse que "numerosos traços simiescos que ele reteve, são outros tantos vestígios ... de um estado antepassado." Escreveu ele que "a extensão total dos joelhos não pode ter sido normal" e que os pés eram chatos, com os dedos volvidos para dentro".' Boule e outros antropólogos que estudaram Neandertal convenceram-se de que o esqueleto era de um ser sub-humano, homem parecido com macaco, sendo o elo entre um ancestral simiesco e o homem moderno, constituindo uma prova de que o homem evoluíra de formas inferiores.

 

A Postura de Neandertal

2. O periódico The Quarterly Review of Biology publicou em 1957 um "Simpósio Comemorativo do Centenário da Descoberta do Homem de Neandertal", que incluía os estudos de William L. Straus, do Departamento de Anatomia da Universidade John Hopkins, e A. J. E. Cave, do Colégio Médico do Hospital de S. Bartolomeu, de Londres. Notaram que esse "esqueleto constituiu o espécime-tipo para a determinação da postura Neandertal; pois é o único esqueleto Neandertal que possui quantidade significativa de vértebras, e as vértebras têm de, necessariamente, prover um fator decisivo em qualquer tentativa de reconstrução da postura do corpo. "4 Portanto, esqueleto, unicamente, tem sido usado para classificar todos os membros do grupo como encurvados, simiescos ou macacóides, de joelhos curvos, pés chatos e dedos dos pés semelhantes aos dos pombos.

Os estudos de Straus e Cave mostraram também que esse único esqueleto se achava muito deformado por um grave caso de artrite, e que antes que a artrite deformasse o esqueleto, o homem se mostrava ereto, muito varonil e sem a postura simiesca que Boule lhe atribuíra. Segundo Straus e Cave, "não há, pois, nenhuma razão válida para afirmar que a postura do homem de Neandertal, do quarto período glacial, diferia significativamente daquela do homem da atualidade. . . Bem pode ser que o artrítico 'velho' de La Chapelle-aux-Saints, o protótipo da postura do homem de Neandertal, realmente andasse ereto, com certa cifose patológica; mas, em caso afirmativo, tem ele seu correspondente no homem moderno, semelhantemente atacado de osteo-artrite da coluna. Ele não pode, em vista de seu estado patológico, ser usado para nos prover um quadro fidedigno de um neandertaliano sadio e normal. Não obstante, pudesse ele reencarnar-se e ser posto num metrô de Nova Iorque - contanto que se tivesse banhado, barbeado e vestido segundo a indumentária moderna - é de duvidar que atraísse mais atenção do que qualquer de seus concidadãos.",

 

A Inteligência do Homem de Neandertal

3. O homem de Neandertal era algo diferente, no aspecto, do europeu ou americano de hoje. O que importa saber é se era menos inteligente do que os humanos modernos. É evidente que é difícil saber a inteligência de um esqueleto. Boule e outros concluíram que o lóbulo frontal do homem era maior do que o dos primatas maiores, como o macaco, e que esse aumento de tamanho assinalava o homem como superior, e o homem moderno como superior ao de Neandertal. Entretanto, tem, sido demonstrado, por vários cientistas, depois de Boule, que essa teoria é incorreta.

Como acentua Ralph Halloway, da Universidade de Colúmbia, a evidência demonstra que "o tamanho relativo do lóbulo frontal do homem e do macaco são iguais. Também, mesmo que fosse possível mostrar um definido aumento no aspecto da anatomia cerebral do homem, continuaria a dúvida quanto a poder relacionar-se essa informação com o comportamento. "

Halloway observa também que o número de neurônios do interior do crânio não se relaciona diretamente com o tamanho do crânio. Diz ele que "a interpretação usual, baseada na capacidade craniana, entende que o cérebro humano é simplesmente a multiplicação quádrupla do cérebro do macaco, que por sua vez é simplesmente o quádruplo aumento do cérebro do chipanzé. Tal ponto de vista é incorreto, visto como o relacionamento entre as 'partes'. . . são específicas às espécies particulares estudadas. . . .

"Consideremos, por exemplo, o córtex cerebral, aquela porção do cérebro que tem sido e ainda é grande alvo de especulação no que concerne ao comportamento. A suposição geral, usualmente implícita ao comparar o comportamento do macaco com o do homem, é de que o córtex humano tem quatro vezes o tamanho do chimpanzé, tendo assim pelo menos quatro vezes o número de neurônios. Estudos da microestrutura do córtex mostram que a densidade celular é a distância entre os neurônios, diminuem conforme aumente o tamanho do cérebro. (Shariff, 1953; Tower, 1954). Isto é, aumenta a distância entre os neurônios adjacentes.... [Portanto] um aumento quádruplo em volume não significa aumento quadruplicado do número de neurônios. Contagens comparativas das células dos primatas (Shariff, 1953) sugerem que o aumento do número de células no córtex do homem é de cerca de um e um quarto o do chimpanzé, ao invés de quatro. Em números absolutos isto alcança a cerca de 1,4 bilhões de neurônios. . . . É interessante notar que na cirurgia do cérebro, mais do que este número pode ser removido, sem converter o paciente em uma nova espécie. Há também prova de que até um terço dos neurônios corticais do homem se perdem no processo do envelhecimento, perfazendo aproximadamente 2 bilhões de neurônios (Brody, 1955)."

 

Halloway também se refere a homens que sofrem de microcefalia, enfermidade na qual o indivíduo tem crânio com capacidade craniana de 400-600 cc, menor do que o de muitos gorilas. No entanto essas pessoas falam e se comportam como humanos. Observou ele que "essas pessoas possuem a especificidade humana de comportamento, conquanto possuam menos neurônios no córtex do que um chimpanzé sadio."'

4. Mas foi o homem de Neandertal menos inteligente do que nós? Disse M. F. Ashley Montagu, presidente do Departamento de Antropologia da Universidade de Rutgers: "A capacidade craniana do homem paleolítico de Neandertal era, na média, de 1.550 cc. Que situação extraordinária! O chamado homem 'primitivo' de Neandertal ... tinha um cérebro maior do que a média dos homens brancos de hoje. É estranho que esse fato elementar tenha sido passado por alto! Devemos, então, concluir que o homem de Neandertal fosse cultural e intelectualmente superior ao homem branco moderno? O negro tem, na média, uma capacidade craniana de 1.350 cc, 50 cc menos que o branco, ao passo que o branco moderno tem uma capacidade craniana inferior em cerca de 150 cc à desses homens de Neandertal. Devemos, então concluir que o homem branco moderno seja três vezes intelectualmente inferior ao homem de Neandertal, ou pelo menos tanto quanto o negro seja em relação ao branco? Não o cremos."

Um momento de reflexão mostrará que, simplesmente pelo motivo de ter a mulher crânio menor que e homem, não indica ser a mulher menos inteligente que o homem.

 

Cultura do Neandertal

5. Que diremos da cultura do Neandertal? Era inferior? A cultura do Neandertal é conhecida como Mousteriana. F. Lordes observa: "Reconstruções que se fizeram revelam-no como apenas um pouco superior aos macacos grandes, e seus instrumentos (mousterianos) são descritos como' 'rústicos' por pessoas que, nem para salvar a vida, seriam capazes de fazê-los. A verdade é realmente bem diversa.""

A cultura do Neandertal era primitiva, se é que a norma a ser usada seja a cultura européia ou americana recente. Será, porém, justo julgar Neandertal usando essa norma e então inferir que a cultura mousteriana ante-date todas as outras culturas ou seja inferior a qualquer outra?

O antropólogo Carleton S. Coon comenta: "Machados tão rústicos como quaisquer outros conhecidos, do começo da média idade Pleistocênica, eram usados até muito recentemente (e talvez ainda sejam), na Ilha de Morington e no Golfo de Carpenteria, assim como o eram duas gerações atrás, na Ilha Melvile." É importante compreender que as chamadas culturas "primitivas" podem coexistir, e coexistem, com culturas civilizadas, e que isso evidentemente já se verificava desde que existem registros históricos. Se os restos culturais de uma tribo "primitiva" que hoje vive na Nova Guiné fossem descobertos num distante futuro, por estudantes que ignorassem a situação, esses restos poderiam ser interpretados como muito mais antigos do que latas de folha de flandres, maçanetas redondas de portas ou abridores elétricos de latas encontrados em Nova Iorque. Mas essa interpretação seria falsa.

R. H. Hall, escrevendo em 1963 em Current Antropology, sobre "O uso de ferramentas para indicar a adaptabilidade de comportamento", observou que "é muito fácil adaptar a evidência observacional inadequada a qualquer modelo evolucionista que se prefira." Prossegue ele, falando "dos riscos de adaptar algum esquema evolucionista a essa evidência". 14

6. O Neandertal foi ajustado a um gabarito rotulado como inferior graças a suposições feitas a partir de sua anatomia. Essas suposições, porém, como vimos, não tinham base. Supôs-se ser sua cultura inferior e sub-humana por ter sido erroneamente classificado como biologicamente inferior. Mas quando se verificou que faltavam as provas biológicas de sua inferioridade, ainda se usou sua cultura para. provar sua inferioridade.

Este raciocínio vicioso incorre em petição de princípio. A cultura do Neandertal não foi provada como precursora de culturas mais avançadas, nem foi provada como inferior. O antropólogo Ashley Montagu estudou as distorções e falácias da imagem corrente do Neandertal: "O homem primitivo, isto é, o homem pré-histórico, .é muitas vezes olhado como um monstro de sobrancelhas hirsutas, cérebro pequeno, pescoço de+touro, joelhos arqueados, e o péssimo hábito de arrastar suas mulheres em volta de si, pelos cabelos. Triste dizer, todas essas idéias foram impingidas a um público inocente, pelos principais cientistas de seus dias. Sobrancelhas hirsutas sem dúvida havia, mas devia-se ter explicado que atrás dessas sobrancelhas palpitava um cérebro de considerável poder e, como no caso do homem de Neandertal, de maior tamanho do que o nosso próprio! O monstro, o pescoço de touro, os joelhos arqueados, e o arrastar de mulheres pelos cabelos são todos invenção imaginária dos que desejavam ver essas coisas da maneira que julgavam deverem ser"."

"Os belos artefatos culturais Mousterianos associados com o homem de Neandertal ... indicam a existência de espíritos de uma alta ordem de desenvolvimento". 16 E mais:

"Sabemos que o homem de Neandertal dificilmente era tão desenvolvido culturalmente como o branco ou o negro modernos. Mas que ele possuísse as mesmas capacidades para desenvolvimento cultural e intelectual que o moderno branco ou o negro, parece altamente provável. O homem de Neandertal não era nem inferior nem superior ao homem moderno por causa de seu cérebro grande; ele era culturalmente inferior ao homem moderno pela simples razão de que eram estritamente limitadas as suas oportunidades de desenvolvimento cultural"."

 

Classificação do Neandertal

7. O homem de Neandertal foi a princípio classificado como uma espécie separada de homem, e mesmo de categoria separada. Um século atrás os antropólogos se empenhavam em classificar todos os grupos de homens em raças distintas, e ao mesmo tempo arregimentando essas "raças" em fileira descendente. Os cientistas que a isso se entregavam, naturalmente tendiam a classificar como superior o grupo ao qual pertenciam. Assim os cientistas alemães classificaram a raça alemã como superior, enquanto os antropólogos franceses consideravam os alemães positivamente inferiores a eles. Ficou, porém, por ser respondida a questão do que era ou não era uma raça.

Ao mesmo tempo em que essa teoria de raças se desenvolvia e captava a imaginação das classes educadas da Europa, ia-se também desenvolvendo a teoria da evolução. Certa autoridade observou que "o evolucionismo, a nova religião militante dos cientistas e livres pensadores, parecia adaptar-se maravilhosamente à noção de raças superiores e inferiores. A palavra 'raça' circulava em todos os lábios, pois não se manifestava a luta pela sobrevivência no conflito das nações"?

8. A teoria da evolução tornou-se a principal teoria alternativa da religião estabelecida oficialmente. Era uma época em que havia fortes sentimentos contra a Igreja, entre os círculos educados da Europa. O poder e a autoridade eclesiásticos foram usados para sufocar o pensamento independente e as pesquisas científicas em vastos campos do pensamento. Muitos religiosos afirmavam, por exemplo, que o Sol girava em torno da Terra, que esta era o centro do Universo, e que as espécies nunca mudavam, mas eram fixas desde a Criação. Estes e outros pontos de vista eram produto do pensamento grego e do escolasticismo medieval. Quando os cientistas, afinal, puderam lançar de bordo essa autoridade eclesiástica, eles exageraram. Qualquer idéia que a liderança da Igreja tinha prestigiado nos domínios da ciência era agora olhada com desdém. Convém notar que a Bíblia não apoiava muitos pontos de vista eclesiásticos quanto à Ciência, mas os cientistas se mostravam tão hostis a tudo que os eclesiásticos defendiam, que rejeitaram também os registros bíblicos como forjados pelo poder tirânico dos sacerdotes. A evolução oferecia o que se afigurava uma alternativa plausível e científica ao relatório do Gênesis sobre a Criação, eliminando a necessidade de um Criador.

9. A teoria da evolução vinculou-se às teorias raciais, e a Ciência tornou-se a protetora de um mito supersticioso que afirmava que algumas raças eram superiores e outras inferiores. Os franceses ou os alemães eram ambos tidos como uma raça. Mas nem os franceses nem os alemães são raças separadas. Ambos são um ajuntamento de muitos povos diferentes, de aparência diversa. Assim, há indivíduos de baixa estatura, de olhos, pele e cabelo escuros, tanto na Alemanha como na França. E ambos esses países têm indivíduos altos, louros, de olhos azuis.

10. Então, que é uma raça? Antropólogos físicos e geneticistas que eram peritos na questão, reuniram-se em 1952, sob os auspícios da UNESCO, e publicaram esta definição:

"Os cientistas em geral concordam em que todos os homens que vivem hoje pertencem a uma só espécie, Homo sapiens, e derivam de um tronco comum. ...

"O conceito de raça é unanimemente considerado pelos antropólogos como expediente de classificação, provendo uma estrutura zoológica dentro da qual os vários grupos da humanidade possam ser dispostos e por cujo meio possam ser facilitados os estudos dos processos evolutivos. No seu sentido antropológico, a palavra 'raça' deve ser reservada aos grupos da humanidade possuidores de diferenças físicas de outros grupos, bem desenvolvidos e primariamente herdáveis." Também:

"Os grupos nacionais, religiosos, geográficos, lingüísticos e culturais não coincidem necessariamente com os grupos raciais; e os traços culturais desses grupos não demonstram nenhuma conexão com os traços raciais. Os americanos não são uma raça, nem o são os franceses, nem os alemães; nem, ipso facto, o é qualquer outro grupo nacional. Os muçulmanos e os judeus não são raças, como o não são os católicos romanos e os protestantes; nem podem ser descritos como raça os que vivem na Islândia ou Inglaterra ou índia, ou que falam inglês ou qualquer outra língua, ou que são culturalmente turcos ou chineses. O emprego do termo 'raça' ao referir-se a esses grupos pode ser crasso erro, mas é habitualmente perpetrado."

Observou-se mais que a maioria dos antropólogos classificaram o homem segundo apenas três grupos principais, e que esses três grupos "se entrecruzam".

11. Foi Neandertal uma raça separada? A resposta é inconclusivas; é equívoca a mostra. O antropólogo A. Abbie observou que o Neandertal "não possui caracteres físicos individuais (a julgar pelos restos do esqueleto) que não se pudessem adaptar a quaisquer outros grupos humanos, antigos ou modernos ".22 E Carleton S. Coon, outro notável antropólogo notou que os povos adaptados ao frio, tais como os esquimós da Groenlândia, possuem muitos aspectos faciais iguais aos do Neandertal, e "que as peculiaridades da face do Neandertal eram adaptativas, e não simplesmente sobrevivências arcaicas".

O antropólogo C. Loring Brace atacou todo o conceito de que Neandertal exiba um tipo uniforme, a definição básica de uma raça. Observa ele que "onde se encontraram restos de mais de um indivíduo há inegáveis indícios de que a escala de variações foi pelo menos tão grande como a observável em populações primatas modernas. " O antropólogo Coon escreveu: "Chamar de Neandertal todos os crânios com sobrancelhas salientes e fronte inclinada, não faz mais sentido do que classificar como pertencente à mesma raça todos os de sangue tipo B".25

 

Importância do Neandertal

12. O Neandertal é importante porque é por muitos considerado o antepassado da humanidade moderna. Julga-se que os fósseis provem ter o homem evoluído de um antepassado simiesco. Como observa Wilfred E. Le Gros Clark, "a evidência em favor da evolução baseada no estudo das criaturas que vivem hoje, só pode ser evidência indireta. A evidência direta, por outro lado, tem de depender da demonstração real do registro dos fósseis, de uma sucessão de estágios transitórios, representando a transformação em tempo geológico, de um ancestral para um tipo descendente. . . . Em outras palavras, a evidência realmente decisiva em favor da evolução tem de ser provida pelo paleontologista cuja ocupação seja estudar a evidência do relatório dos fósseis" .26

Tem de vir dos fósseis a prova da descendência simiesca do homem. Que dizem, porém, nossas autoridades? O antropólogo L. Pradel, escrevendo em 1966, diz: "A evolução local do Homem de Neandertal para o Homem Paleolítico Superior na França e no Oriente Próximo não é impossível mas não é provada, e temos de continuar as pesquisas" .27

J. C. Vogel, comentando Pradel, escreveu: "Pradel perece em favor da idéia de que o antigo [Honro Sapiens] realmente evoluiu do último [Neandertal], mas é igualmente justificado concluir que eles sejam contemporâneos ou mesmo invertidos no tempo", etc. 28

 

Se não há prova de que o Neandertal existiu antes do Homo sapiens, então ele não pode ter sido provado como antepassado. Há, de fato, boa evidência de que o homem de Neandertal viveu ao mesmo tempo que o homem Cro-Magnon (o Homo sapiens "normal" que nos proporcionou as lindas figuras de caverna) baseadas nos restos de vários esqueletos de Neandertal encontrados em local que é hoje Israel, na encosta ocidental do Monte Carmelo, em 1931 e 1932. A evidência indica mesmo que Cro-Magnon e Neandertal se entrecasaram".

O Neandertal é o mais estudado e mais autenticado dos homens fósseis. Não há prova de ter sido ele o antepassado do homem moderno, que ele tivesse feições simiescas, ou que seja um elo com antepassados simiescos.

O Neandertal é importante porque supre certa quantidade de informações acerca de um grupo de homens pré-históricos. Mas se ele não pode ser usado como evidência de que o homem evoluiu de antepassados simiescos, para muitos sua importância será mínima.

 

Outros Homens Fósseis

13. Cro-Magnon é o nome dado ao homem europeu, de tempos pré-históricos recentes. É considerado o ancestral do homem europeu moderno. Mas sua origem é desconhecida, e não se provou sua ligação com o suposto antepassado símio. Ashley Montagu observa que "o Homem Cro-Magnon é o homem moderno em todos os sentidos da palavra, mas de onde veio ou de como se originou não temos a menor idéia".

Vimos que a conclusão acerca do Neandertal, quanto ao seu relacionamento com a origem do homem, é inconclusiva, para dizer o mínimo. São pouco conhecidos os dados sobre os outros fósseis humanos, não estando ainda conclusivamente firmado o seu significado. Muita atenção tem sido ultimamente enfocada na obra do antropólogo britânico L. S. N. Leakey e esposa, no Olduvai Gorge, na Tanzânia. Nesse sítio se encontrou um crânio que tinha características que, se tivesse sido explorado o caso, verificariam assemelhar-se tanto a um gorila como a um homem. Nos mesmos depósitos nos quais se encontrou esse crânio, acharam-se também "rústicos instrumentos de pedra"."

Leaky deu ao crânio o nome de Zinjanthropus, afirmando entusiasticamente ser ele "o homem mais antigo do mundo", baseando sua qualidade de homem nos dentes molares, e nos "instrumentos, os implementos Oldowan", associados ao achado.' Muitos antropólogos foram menos entusiastas acerca das conclusões de Leakey. George Gaylord Simpson, depois de estudar a mostra, classificou o crânio de Leakey como um macaco do sul, do gênero Australopithecus. Demais, como observou Richard Ritland, antigo diretor do Geoscience Research Institute: "Os cientistas agora tendem para a opinião de que Zinjanthropus não tenha nada que ver com os instrumentos, a não ser, talvez, que ele fosse a vítima do ataque humano por esses instrumentos".

Leakey posteriormente revisou suas próprias idéias, depois de encontrar outro fóssil a que chamou Homo habilis, e que ele agora pretendia ser o homem mais antigo. Zinjanthropus, argüia ele agora, era um "beco evolucionista sem saída", em vez de antepassado do homem. Richard Ritland, a quem já nos referimos acima, comentou essa reversão dizendo: "Se certas teorias podem assim ser precipitadamente erigidas com base em restos fragmentários, e então, dentro de poucos meses, ou anos, com a mesma pressa ser descartadas, talvez não devessem ser tomadas muito a sério. A causa da objetividade científica teria sido defendida mais eloqüentemente se não tivesse sido erigida tão apressadamente, em primeiro lugar. A maturidade científica leva a retardar o julgamento se os restos são inadequados, o que se dá na maioria das vezes, no estudo do homem fóssil".

14. Ritland prossegue, estudando a teoria de que o macaco do sul, Australopithecus, poderia representar o antepassado do homem moderno. "Seria o Australopithecus um elo que faltava entre o homem e os macacos? De novo, nosso ponto de vista individual influi na resposta. Se o principal abismo entre o homem e outros seres vivos é sua postura, ou o modo em que caminha, é possível que o Australopithecus proveja um dos muitos elos que faltam (sendo ainda bastante grande a distância, considerados conjuntamente todos os aspectos, naturalmente). Por outro lado, do ponto de vista cultural, mental e espiritual, não há prova de que seja qualquer coisa mais do que outro macaco, possivelmente mais adaptado ao campo aberto do que à vida em densa floresta - criatura cujo fóssil parece indicar ter sido outrora contemporâneo de um homem antigo".

O restante dos outros restos fósseis importantes pertence ao grupo Homo erectus. Todos esses fósseis representam apenas duas dúzias de espécimes, na maioria restos fragmentários. Muitos deles representam, não esqueletos completos, mas crânios que foram quebrados na ocasião da morte ou logo depois. Ritland afirma que o Honro erectus "representa possivelmente cruzamento de clãs ou unidades tribais, podendo representar membros típicos de uma população, ou concebivelmente representar a seleção de membros anormais e não aceitos de uma população" 37 Com exceção de um crânio, conhecido como "homem rodésiano", todos os crânios do Homo erectus foram quebrados, em local diferente de onde foi encontrado o crânio. Ritland interpreta este fato como tendo sido esses crânios, talvez, "vítimas de caçadores de cabeça, ou canibais. Podem ter sido imbecis considerados como possessos do demônio".

15. Harold Coffin, professor de paleontologia, fez sobre o Homo erectus observações que não devem ser tomadas levianamente, pois refletem o modo de pensar de muitos cientistas cautelosos. Escreve ele: "Que se poderá dizer desses restos? Serão elos numa série evolucionista? Muitos elos mais serão necessários para que uma corrente evolucionista seja inteiriça. Os poucos elos existentes, não indicam evolução mais do que indicam degeneração. Representarão, esses restos, seres humanos primitivos e degenerados, que se afastaram dos centros da civilização, decaindo gradualmente para uma cultura social e econômica rude e degradada - cultura que permitia mesmo o canibalismo? Os crânios esmagados desses achados na África, Java e China todos indicam essa possibilidade".

O subtítulo de um artigo de Robert B. Eckhardt no Scientific American em 1972, diz: "Entre o confuso acervo de antigos fósseis humanóides, existe porventura um cuja morfologia o assinale como o antepassado humanóide do homem? A ser considerado o fator da variabilidade genética, impõe-se a resposta negativa".

16. No Midrash Rabbah preserva-se uma antiga tradição rabínica que diz que "a face dos homens tornou-se semelhante a macaco, e eles se tornaram vulneráveis aos demônios". Disse R. Isaac: "Eles mesmos eram responsáveis por se tornarem vulneráveis (hullin) aos demônios, [pois argumentavam]: Que diferença há entre nos prostrarmos diante de uma imagem ou prostrarmo-nos ante o homem? "

A teoria de ter o homem evoluído de um antepassado símio é um mito moderno baseado num ouropel de suposições, dados inadequados e tentativas de conjecturas. A pretensão da teoria e suas conclusões não foram provadas. A teoria tem ainda de apresentar indícios suficientes para estabelecer o fato. Qual um castelo de cartas, os estudiosos construíram sobre as opiniões não provadas de seus mestres e predecessores; e erros uma vez estabelecidos sobreviveram mediante o hábito insalubre da ecolalia. O julgamento crítico e a avaliação foram muitas vezes suprimidos em favor da aquiescência com a injustificada autoridade de alguns estudiosos ou escolas de pensamento, a qual aconteceu ter sido favorecida naquele tempo. Como escreveu certa vez Moisés ben-Maimon (Maimônides): "Uma verdade, uma vez firmada por provas, não ganha força nem certeza pelo consenso de todos os estudiosos, nem as perde peio geral dissentimento".

17. Todos os argumentos da teoria não têm conseqüência. Nenhuma prova o relacionamento. Como disse Maimônides também: "É impossível conciliar as duas teorias: a da necessária existência por causalidade, e a da Criação pelo desejo e vontade de um Criador".

 

Evidência que Prova a Toráh

18. Há linhas de evidência que prestam apoio ao relatório mosaico da origem do homem. Uma dessas é a de que através do mundo, em todos os continentes, o homem antigo preservou a memória de um antigo dilúvio que mudou toda a superfície da Terra e do qual apenas poucas pessoas sobreviveram. Mais de 100 desses relatos do dilúvio foram coligidos por Sir James George Frazer, da Europa, África, Ásia, Austrália, índias Orientais, de todo o hemisfério ocidental, desde o Alasca até à ponta da América do Sul, e da Melanésia, Polinésia e Micronésia. Muitas dessas narrativas têm aspectos comuns aos da Bíblia, inclusive a construção de um grande barco que salvou alguns seres humanos, aportou numa montanha, e do qual foram despedidas aves para determinar se as condições eram satisfatórias para deixar o barco. Freqüentemente essas histórias incluíam a confusão das línguas e a dispersão dos povos."

O antropólogo Alfred L. Kroeber, escrevendo em 1948, falou nos relatos do dilúvio, embora com certa dose de parcialidade, se não positivo preconceito: "Mitos sobre o dilúvio são referidos provavelmente pela maioria das nações. Antigamente esta vasta distribuição era considerada como prova da realidade do Dilúvio Bíblico, ou como prova da descendência de toda a humanidade de uma única nação que o experimentara. É quase desnecessária a refutação"."

19. Pode, porém, essa evidência ser dispensada tão sumariamente? John Bright, que estudou com bastante profundidade o problema, fez o seguinte comentário acerca de ter ou não a história do dilúvio, do Gênesis, um significado puramente local "Esta última alternativa é difícil sustentar à luz da vasta difusão da tradição do Dilúvio. A menos que tenhamos que explicar a notável semelhança entre os relatos do Dilúvio, de terras afastadas umas das outras como a Índia e a América, com base em pura coincidência, tem que se admitir alguma divulgação da tradição, proveniente de um original comum, ou comuns originais".

20. Mas, devemos dar-nos por satisfeitos mesmo com essa explanação? Não será possível, como John C. Whitcomb e Henry M. Morris argumentaram recentemente, que essas lendas representem uma tradição comum, difundida porque todos os homens descenderam da família ou famílias que viveram no transcurso do episódio descrito? As diferenças nas tradições, portanto, são devidas à uma tendência humana comum de modificar o relato. Insistem em que "a antropologia não tem o direito de decidir qual o caminho certo nesta questão do verdadeiro sentido dessas lendas acerca do dilúvio. Tudo que ela pode fazer é descrevê-las e dar algumas cautelosas sugestões quanto ao modo por que podem ser explicadas, sendo essas sugestões inevitavelmente coloridas pelas pressuposições daquele que as faz".

É fato que "estudiosos conservadores. . . vêem essas tradições como provendo importante evidência circunstancial de um Dilúvio que foi, pelo menos antropologicamente, universal. . . . Por outras palavras, se de fato houve um Dilúvio que destruiu a humanidade, como ensina a Bíblia, então as tradições do Dilúvio universal seriam exatamente o que se esperaria encontrar".

21. A Toráh, nas Sagradas Escrituras acarinhadas pelo povo judeu, apresenta-nos esta narrativa da origem do homem: "E Deus criou o homem a Sua própria imagem, à imagem de Deus Ele o criou." Gênesis 1:27 (J). "Então formou o Senhor Deus ao homem do pó da terra, e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente." Gênesis 2:7. Temos dois pontos de vista a nossa escolha. Ou o homem foi criado por um sobrenatural milagre, ou evoluiu de antepassados simiescos. Nenhum desses pontos de vista pode ser provado ou negado conclusivamente. Ambos requerem o exercício de fé.

O rabino Maimônides escreveu o Gula Para os Perplexos, no tempo em que a comunidade intelectual judaica andava de amores com a filosofia grega (fins do século 12). Aristóteles afirmava que o Universo e nosso planeta sempre haviam existido. Maimônides rejeitou essa teoria, em favor do ensinamento escriturístico que diz que Deus criou a Terra em determinado período de tempo, e que não existira sempre. Escreveu:

"A Eternidade do Universo não foi provada; um mero argumento em favor de uma teoria não é suficiente razão para rejeitar o sentido literal de um texto bíblico, e explicá-lo figuradamente, quando a teoria oposta pode ser defendida por um argumento igualmente bom". O mesmo se poderia dizer acerca da teoria da evolução.

Maimônides diz também: "Como não há prova suficiente para nos convencer, ... tomamos literalmente o texto da Bíblia, e dizemos que ele nos ensina uma verdade que não podemos provar; e os milagres são prova da correção de nosso ponto de vista.

"Aceitando a Criação, vemos que são possíveis os milagres, que a Revelação é possível, e que se remove toda dificuldade nessa questão. . . . Pois, se a Criação houvesse sido demonstrada por prova, . . . de nada valeriam todos os argumentos dos filósofos contra nós. Se, por outro lado, Aristóteles tivesse prova para sua teoria, todo o ensino da Escritura seria rejeitado e seríamos forçados a buscar outras opiniões. Mostrei assim que tudo depende dessa questão. Notai-o". O mesmo se poderia dizer de Charles Darwin.

Tem havido empenhos em mostrar que a teoria de que o homem evoluiu deformas simples de vida, como ensinado por certa escola de pensamento científico, não é provada.

22. É exatamente tão científico aceitar o relato da Criação. Existe hoje uma organização denominada Sociedade de Pesquisa sobre a Criação, com cerca de 400 sócios, cientistas que têm títulos como M.A. (Master of Arts) ou Ph.D. (Philosophiae Doctor), graus em ciências, e mais de 1300 membros que não têm grau em ciências - os quais crêem que a narrativa da Criação apresentada nas Sagradas Escrituras é a mais satisfatória explanação de como se iniciou a vida.

Convém notar que os cientistas da Sociedade de Pesquisa sobre a Criação, aceitam como fato a micro-evolução, quando definida como o desenvolvimento de novas variedades dentro das espécies básicas originais. Discordam do ponto de vista de que todas as espécies se originaram de um ou vários organismos simples, e sustentam que o registro fóssil pode ser cientificamente interpretado como significando que todos os grupos principais de organismos vivos apareceram no planeta ao mesmo tempo." Crêem que a teoria da micro-evolução pode concorrer para explicar algumas das modificações que vemos, mas não a origem da vida propriamente dita, que crêem ter-se produzido mediante uma obra milagrosa do Criador, como o registra a Sagrada Escritura.

23. Que é o homem? As Sagradas Escrituras dizem que ele é de criação divina. De acordo com Maimônides, um dos propósitos da lei do Sábado é "confirmar a teoria verdadeira, a da Criação, que imediata e claramente leva à teoria da existência de Deus"." E com efeito, o mandamento do sábado, que é parte central do Decálogo, este documento doado pelo próprio Deus para nossa guia, lembra-nos a Criação:

"Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. . . . Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a Terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o Senhor o dia do sábado, e o santificou." Êxodo 20:8-11.

Como judeus, precisamos retornar ao nosso velho tesouro de revelação divina - à Toráh e aos outros Rolos Sagrados - e esquadrinhar por nós mesmos as Escrituras Sagradas. Não nos envergonhemos de ser chamados "filhos de Deus".

 

BIBLIOGRAFIA

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2. Ibid., Figs. 177 and 178, on pp. 253 and 255. 3. Ibid., p. 242.

4. William L. Straus, Jr., and A. J. E. Cave, "Symposium Commemorating the Hundredth Anniversary of the Discovery of Neanderthal Man. III. Pathology and the Posture of Neanderthal Man," in The Quarterly Review of Biology, vol. 32 (December, 1957), p. 348. 5. Ibid., pp. 358, 359.

6. Marcellin Boule and R. Anthony, "L'encephale de I'Homme fossile de la Chapelle-aux-saints," in L'Anthropologie, vol. 22 (1911), cited from Ralph L. Holloway, Jr., "Cranial Capacity, Neural Reorganization, and Hominid Evolution: A Search for More Suitable Parameters," in American Anthropologist, vol. 68 (new series, February, 1966), p. 105.

7. Halloway, op. cit., p. 106.

8. Ibid., pp. 106, 107, citing G. A. Sharift, "Cell Counts in the Primate Cerebral Cortex," in Joumal of Comparative Neurology, vol. 98 (1953), p. 381; D. B. Tower, "Structural and Functional Organization of Mammalian Cerebral Cortex. The Correlation of Neurone Density With Brain Size," in Journal of Comparative Neurology, vol. 101 (1954), pp. 19-53; and H. Brody, "Organization of the Cerebral Cortex. III. A Study of Aging in the Human Cerebral Cortex," in Journal of Comparative Neurology, vol. 102 (1955), pp. 511-556.

9. Halloway, op. cit., p. 107.

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14. Ibid., p. 486.

15. Montagu, op. cit., pp. 383, 384. 16. Ibid., p. 112.

17. Ibid., p. 101.

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21. Ibid., p. 503.

22. A. Abbie, writing in the section "More on the fate of the 'Classic' Neanderthals," in Current Anthropology, vol. 7, n° 7, n° 2 (April, 1966), p. 204.

23. Coon, op. cit., pp. 532-534, esp. 534.

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30. F. Ashley Montagu, "The Origins of Modern Man," in Physical Anthropology and Archaeology: Selected Readings (New York City: Macmillan Co., 1964), p. 130.

31. L. S. B. Leakey, "Finding the World's Earliest Man," in National Geographic, vol. 118, n4 3 (September, 1960), pp. 420-435.

32. Ibid.

33. George G. Simpson, "The Meaning of Taxonomic Statements," in Classification and Human Evolution (New York City: Wenner-Gren Foundation for Anthropological Research, Inc., 1963), pp. 24, 25.

34. Richard M. Ritland, A Search for Meaning in Nature: A New took at Creation and Evolution (Mountain View, California: Pacific Press Publishing Association, 1970), p. 238.

35. Ibid., pp. 238, 239.

36. Ibid., p. 241.

37. Ibid., p. 260.

38. Ibid., p. 252.

39. Harold G. Coffin, Creation: Accident or Design? (Washington, D.C.: Review and Herald Publishing Association, 1969), p. 216.

40. Robert B. Eckhardt, "Population Genetics and Human Origins," in Sclentitic American, vol. 226, n4 1 (January, 1972), p. 94.

41. Midrash Rabbsh, on Genesis, chap. 23, sect. 6 (London: Soncino Press, 1939), vol. 1, pp. 196, 197.

42. Moses Maimônides, The Guide for the Perple-xed, second edition, revised, translated by M. Friedlander (New York City: Dover Publications, Inc., 1956), II: 15, p. 176.

43. Ibid., part 2, chap. 20, p. 190,.

44. Sir James George Frazer, Folk-Lore in the Old Testament: Studies in Comparative Religion, Legend and Law (London: Macmillan and Co., Ltd., 1919), vol. 1, pp. 104-361, 274, 382-387.

45. A. L. Kroeber, Anthropology: Rap, Language, Culture, Psychology, Prehistory, revised edition (New York City: Harcourt, Brace and Co., 1948), p. 545.

46. John Bright, "Has Archaeology Found Evidence of the Flood?" The Biblical Archaeologist, vol. 5, n9 4 (December, 1942), pp. 58, 59.

47. John C. Whitcomb, Jr., and Henry M. Morris, The Genesis Flood: The Biblical Record and Its Scien-tific Implications (Philadelphia, Pa.: Presbyterian and Reformed Publishing Company, 1964), p. 51.

48. Ibid., p. 52.

49. Maimônides, op. cit., part 2, chap. 25, pp. 199, 200.

50. "Creation Research Society. History," in Creation Research Society Quarterly, vol. 9, nº 2 (September, 1972), p. 94.

51. Coffin, op. cit.; Ritland, op. cit.; Whitcomb and Morris, op. cit.; Frank L. Marsh, Evolution, Creation and Science (Washington, D.C.: Review and Herald Publishing Company); Frank W. Cousins, Fossil Man, a Reappraisal of the Evidence With a Note on Tertiary Man, revised edition (Hants, England: Evolution Protest Movement, 1971); Scisnt Mc Studies In Special Creation (Baker Book House, Grand Rapids, Michigan The Presbyterian and Reformed Publishing Company, 1971); Harold W. Clark, Genesis and Science (Nashvil-le, Tennessee: Southern Publishing Association, 1967).

52. "Creation Research Society. Statement of Belief," in Creation Research Society Quarterly, vol. 9, nº 2 (September, 1972), p. 146.

53. Maimônides, op. cit., Part 2, chap. 31, p. 219.

 

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