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Monte Sinai

 

EM BUSCA DO MESSIAS Compre este Livro antes que a CPB mande recolher!

 

Confira o que diz o autor do livro Em Busca do Messias sobre a Trindade:

 

"Depois de examinar cuidadosamente os ensinos de Moisés e dos profetas referentes ao Messias, não tive dificuldades em aceitar os seguintes fatos:

1. O Messias seria descendente de Abraão, o pai do povo hebreu.

2. Ele procederia da tribo de Judá.

3. Seria descendente do rei Davi.

4. Nasceria em Belém, a cidade de Davi.

5. Ele surgiria como um servo sofredor de Deus, no final do período profético de Daniel 9:24-27.

Entretanto, havia uma questão intrincada que para mim era difícil de aceitar. Jesus declarava-Se divino. Mas como poderia essa afirmação harmonizar-se com Deuteronômio 6:4, tradicionalmente interpretado pelos judeus como significando que há somente um Ser divino?

 

Durante nossas discussões, soube que Jack cria que Jesus de Nazaré era o Messias. Ele dizia que Jesus veio em cumprimento às profecias bíblicas concernentes ao Messias. Jack estava convicto de que não havia diferença de crenças básicas entre os adventistas do sétimo dia e os ensinamentos mais fundamentais dos judeus.

As convicções de Jack me perturbaram. Poderia ser que aquela mensagem que Jesus ensinara era realmente o cumprimento das promessas feitas por Moisés aos nossos antepassados? No início, esse pensamento causava-me repulsa. Eu estava preocupado, pois isso significava que aceitar a Jesus como o prometido Messias dos profetas era confessar que o judaísmo bíblico e o cristianismo primitivo eram, em realidade, uma só fé.

"Ouve, Israel, o Senhor, Nosso Deus, é o Único Senhor"

Preocupado e perturbado, resolvi buscar por mim mesmo a verdade sobre o Deus a quem eu professava servir. Essa busca tomou-se penosa à minha paz mental. Jack me disse que as Escrituras se explicam por si mesmas. Assim, comecei a comparar passagem com passagem, orando durante todo o tempo para que o Deus de meus pais me concedesse compreensão.

Eu conhecia bem a principal doutrina de meu povo: "Ouve, Israel, o Senhor [YHWH], nosso Deus, é o único [echad] Senhor." Deut. 6:4. Com freqüência, repetíamos esse verso das Escrituras para enfatizar que críamos num único Ser divino.

Fiquei impressionado quando Jack explicou como o adjetivo hebraico echad foi usado nas Escrituras. Ele me assegurou que os cristãos também entendem Shema como referindo-se à unidade da Divindade.

Descobri que echad foi inicialmente usado no relato da Criação: "Houve tarde e manhã, o primeiro [echad] dia." Gên. 1:5. Ali, percebi duas entidades de tempo que, quando juntas, são anunciadas como "um dia". Também li acerca do casamento: "Por isso deixa o homem pai e mãe, e se une à sua mulher, tomando-se os dois uma [echad] só carne." Gên. 2:24. Aí vemos homem e mulher declarados como uma unidade (echad), quando são realmente duas pessoas distintas e separadas que formam uma unidade. Em que sentido, então, podem ser chamados de uma unidade? Há uma unidade em natureza, propósito e cooperação, trabalhando juntos como casal para manter sua vida familiar. Mas não são unidade no sentido de fusão num só ser humano e em personalidade.

Enquanto pensava nesses textos, não pude deixar de observar que, em cada caso, a palavra hebraica echad era empregada para designar mais de uma coisa. As duas partes do dia - tarde e manhã - eram um dia. O homem e sua esposa eram chamados de uma carne, embora, em realidade, fossem duas pessoas. Poderia ser, ponderava eu, que echad por vezes designasse uma unidade composta, e não meramente uma unidade absoluta?

Descobri que existia uma palavra hebraica usada para salientar a individualidade. Deus disse a Abraão: "Toma teu filho, teu único [yachid] filho, Isaque, a quem amas." Gên. 22:2.

Aqui, pensava eu, certamente está uma unidade absoluta, pois há apenas um filho da promessa, Isaque. Moisés não escreveu: "Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único [yachid] Senhor" - isto e, uma só pessoa ou indivíduo. Realmente não. Ele escreveu: "O Senhor, nosso Deus, é único [echad]." Será que Moisés quis sugerir uma unidade de seres divinos ou pessoas? Eu estava perplexo.

Ler os escritos de meu próprio povo apenas aumentou minha preocupação e interesse em saber a verdade. Na obra do rabino Moisés ben Maimon, mais conhecido como Maimônides, encontrei:

"Creio com perfeita fé que o Criador, bendito seja Seu nome, é uma Unidade, e que não há nenhuma unidade semelhante à dEle, e que Ele só é nosso Deus, que era e que há de ser.

"Ouve, 6 Israel, YHWH, Elohenu, YHWH, é um. Esses três são um. Como podem três nomes serem um?... Os três modos, todavia, formam uma Unidade."3

Se echad sugere a unidade da Pessoa divina, como Jack cria, então, pensava eu comigo, as Escrituras devem fornecer alguma evidência da pluralidade da Divindade. Decidi ler a sagrada Torá mais cuidadosamente. Talvez pudesse encontrar a resposta.

Fiquei surpreso com a primeira declaração das Escrituras: "No princípio criou Deus [Elohim] os céus e a Terra." Gên. 1:1.0 termo hebraico Elohim, eu entendia, é a forma plural de Eloah. Moisés poderia ter escrito YHWH ou Eloah, ambos termos singulares, mas redigiu Elohim bara, Deus (plural) criou (singular) - nem singular nem duplo em sua forma, mas plural. Implicaria essa forma plural numa divindade consistente em uma só Pessoa divina na criação do mundo? O rei Salomão não pensava assim, pois descobri sua conhecida declaração: "Lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade" (Ecles. 12:1), que literalmente quer dizer: "Lembra-te dos teus Criadores [Bore aka] nos dias da tua mocidade."

Enquanto prosseguia pesquisando a Torá, notei que às vezes os pronomes pessoais usados com referência a Deus também estavam no plural, e assim foram usados no contexto para implicar mais de uma pessoa da Divindade. Eis algumas declarações bíblicas que encontrei:

"Também disse Deus: Façamos o homem à Nossa imagem, conforme a Nossa semelhança." Gên. 1:26. Após a queda do homem, Deus disse: "Eis que o homem se tomou como um de Nós, conhecedor do bem e do mal." Cap. 3:22. E novamente, na experiência da edificação da Torre de Babel, falou Deus: "Vinde, desçamos e confundamos sua linguagem." Cap. 11:7.

Pensei: Com quem Deus está falando nessas passagens? Pois dizer "façamos o homem à Nossa imagem", indica que Ele estava falando com alguém que devia ser Seu igual, isto é, com outro Ser divino. Foi difícil fugir da conclusão de que essas passagens das Escrituras implicam numa pluralidade de pessoas em um verdadeiro Deus, a despeito dos argumentos contrários sustentados.

Jack chamava a Jesus de o Filho de Deus, mas eu não sabia se minhas Escrituras realmente diziam ter Deus um Filho. Então li em Provérbios algo surpreendente: "Quem subiu ao Céu, e desceu? Quem encerrou os ventos em seus punhos? Quem amarrou as águas na sua roupa? Quem estabeleceu todas as extremidades da Terra? Qual é o Seu nome, e qual é o nome de Seu Filho? Se é que o sabes?" Cap. 30:4.

Uma torrente de luz inundou minha mente enquanto em oração continuava a ler a Palavra Sagrada. Meu coração transbordava de alegria e assombro. Agora eu podia compreender melhor por que o Criador dissera: "Façamos o homem à Nossa imagem, conforme à Nossa semelhança." Gên. 1:26.

Nossas discussões sobre vários tópicos de interesse espiritual continuavam durante as horas de almoço. Nessas ocasiões minha mente era conduzida a examinar a questão do pecado. Como ele entrou em nosso mundo e qual a solução divina para ele? Pude perceber que nossos primeiros pais não foram deixados sem uma prova de caráter, e que Deus havia concedido a ambos e à humanidade o poder da escolha. Seu fracasso em obedecer às Suas instruções levou-os à expulsão de seu edênico lar, e mergulhou a raça humana na corrupção do pecado e na morte.

Antes de repreender a Adão e Eva, Deus declarou ao adversário qual era a promessa à raça caída. Ele disse: "Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar," Gên. 3:15. -- Extraído do livro Em Busca do Messias, impresso pela Casa Publicadora Brasileira em 1998, págs. 10-16.

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