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Monte Sinai

 
32 - Estará Eminente o Maior Acontecimento da História?

 

 

 

1. NO Dia da Expiação, quando é recitado o Musaph ("Culto Adicional"), uma prece muito singular e comovente é pronunciada pelos adoradores. Depois de lamentar que "Nosso justo Ungido (Mashiach, 'Messias') partiu dentre nós", suplicam ao Deus de Abraão que "O suscite (ao Messias) de Seir, para nos reunir pela segunda vez no Monte Líbano, pela mão de Yinnon." - Prayer Book for the Day of Atonement (Livro de Oração para o Dia da Expiação), traduzido para o inglês pelo Dr. A. Th. Phillips, revisto e aumentado, pág. 239 (Hebrew Publishing Co., New York, 1933).

Essa oração será, com toda certeza, atendida um dia, pois está de acordo com a profecia da Bíblia. Uma das destacadas e muito repetidas predições das Escrituras é que o Messias voltará a este mundo pela segunda vez e em poder e grande glória, para "reunir" a Ele o povo fiel a Deus de todos os séculos.

- "Eis que o Senhor Deus virá com poder" diz o profeta Isaías, "e Seu braço dominará: eis que o Seu galardão está com Ele, e diante dEle a Sua recompensa." Isaías 40:10 (H). O Messias, falando do Seu retorno, diz:

- "Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em Mim. Na casa de Meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, Eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. E quando Eu for, e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para Mim mesmo, para que onde Eu estou, estejais vós também." S. João 14:1-3.

2. Os profetas judeus, de comum acordo, apontam para os nossos dias como o dia do destino, o mais decisivo e crítico período na história deste mundo. Nós testemunhamos hoje o maior colapso moral desde os dias que precipitaram a queda do Império Romano. Os `Asereth ha-Debarim' - os Dez Mandamentos - o padrão divino para se distinguir entre o bem e o mal, deixam de ser respeitados por milhões de pessoas como vestígios sem utilidade de um passado obsoleto, e a filosofia da selva - um credo sem Deus - baseado no princípio do direito da força - lhe está tomando o lugar.

O fruto deletério desta doutrina - manifesto na ganância, ódio, violência e cruel agressão - pode-se ver por toda parte. Uma fatal ansiedade, pressagiando a tempestade vindoura, apoderou-se de todos os elementos terrestres. Para onde quer que olhemos, vemos a desintegração dos baluartes da civilização. E ainda, como remate de tudo, o horrendo espectro de uma guerra nuclear, qual a proverbial espada de Dâmocles, pende ameaçadoramente sobre todos nós. Chegamos a um ponto onde, a não ser que Deus intervenha, a humanidade se destruirá a si mesma, por armas assombrosas de sua própria invenção. A segunda vinda do Messias como Rei dos reis é, portanto, a panacéia do Céu para um mundo cambaleante na própria beira da destruição.

3. (a) O retorno do Messias será literal e pessoal: Seus discípulos que O viram ascender para o céu depois da Sua ressurreição, ouviram dos celestes mensageiros a afirmação:

- "Esse Yeshua  que dentre vós foi assunto ao céu, vira assim, do mesmo modo como O vistes subir.'' Atos 1:11 (Gr.)

(b) Sua volta será visível a todos. Diz o profeta: ''Eis que vem com as nuvens e todo olho O verá, até quantos O transpassaram. E todas as tribos da terra se lamentarão sobre Ele." Apocalipse 1:7.

(c) Sua volta será um acontecimento mundial, universal: "Porque assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até no ocidente, assim há de ser a vinda do Filho do homem.'' S. Mateus 24:27.

(d) Ele virá com tríplice poder e glória: "... o Filho do homem, quando vier na Sua glória e na do Pai e dos santos anjos.'' S. Lucas 9:26. O esplendor majestoso dessa transcendente glória tríplice da segunda vinda do Messias, nenhuma pena pode descrever adequadamente.

4. Um dia, estando o Messias assentado com Seus discípulos no Monte das Oliveiras sobranceiro a Jerusalém, fez a seguinte impressionante predição acerca do Templo:

- "Em verdade vos digo que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derrubada." S. Mateus 24:2.

Seus discípulos que, como todos os seus compatriotas, eram devotos e patrióticos israelitas, criam ardentemente que o Templo subsistiria para sempre. Foram lançados em grande perplexidade por essa solene e espantosa declaração de seu amado Mestre. Parecia-lhes fantástico e incrível que um edifício tão sólido e magnífico, com a qual se gastara, por mais de 40 anos, tanta riqueza, trabalho e arquitetônica habilidade, fosse destruído, a menos que - assim raciocinavam - estivesse iminente o fim do mundo. Lemos:

- "No Monte das Oliveiras achava-Se Jesus assentado quando se aproximaram dEle os discípulos, em particular, e Lhe pediram: Dize-nos quando sucederão estas coisas, e que sinal haverá da Tua vinda e da consumação do século?'' S. Mateus 24:3.

Em amor a Seus discípulos, o Messias misericordiosamente velou o futuro, combinando a iminente destruição de Jerusalém, em 70 A.D. com o acontecimento muito mais distante do fim do mundo. Assim fazendo, Ele delineou-lhes os acontecimentos mais salientes que haviam de transcender até ao fim do tempo.

5. A primeira profecia do Messias dizia respeito aos numerosos impostores que haviam de surgir.

- "Vede que ninguém vos engane'', disse Ele. "Porque virão muitos em Meu nome dizendo: Eu sou o Messias, e enganarão a muitos." S. Mateus 24:4, 5.

Esta predição cumpriu-se literalmente durante os séculos que se seguiram. Josefo, o historiador judeu, afirma que já nos tempos de Nero, "o país regurgitava de... impostores que enganavam a multidão". - The Jewish Antiquities (Antiguidades Judaicas), Livro 20, cap. 8, seção 5. Segundo a The New Schaff-Herzog Encyclopedia of Religious Knowledge, vol. 7, págs. 32819; Abba Hillel Silver, A History of Messianic Speculation in Israel, surgiram muitos falsos messias, desde o tempo de Simão bar Kochba em 131 A.D., aos dias do Rabbi Mordecai, em 1682.

6. O Messias predisse também a longa era de tirania religiosa - a perseguição sem precedentes, por parte do papado, na Idade Média. Citamos:

- "Porque haverá então grande aflição, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem tampouco há de haver. E se aqueles dias não fossem abreviados, nenhuma carne se salvaria; mas por causa dos escolhidos serão abreviados aqueles dias." S. Mateus 24:21, 22.

Esta predição teve pleno e completo cumprimento. A História registra o fato, nu e cru, que por mais de doze séculos - de 538 a 1798 A.D. - a hierarquia romana dominou corpo e consciência dos homens, ostentando um fanatismo e intolerância sem paralelo nos anais da história. A sangrenta inquisição do papado foi responsável pelo martírio de mais de 50 milhões de judeus e cristãos cujo único ''crime'' era querer adorar a Deus conforme os ditames de sua consciência.

Note-se que, de acordo com essa predição, os "dias" dessa tirânica organização haviam de ser "abreviados". Isto foi levado a efeito pela Reforma Protestante, sob a liderança de homens tementes a Deus, como Wycliff, Luther, Calvin, Knox, Wesley e outros. A Reforma provou ser um poderoso estímulo ao progresso e a realizações, e abriu caminho para a liberdade civil e religiosa, que é o alicerce da nossa moderna era esclarecida. Em 1775, Maria Teresa, da Áustria, baniu do país a ordem dos jesuítas e concedeu tolerância religiosa. Em 1776, os Estados Unidos declararam sua independência e logo em seguida adotaram a sua Constituição garantindo liberdade religiosa a todos os seus cidadãos. Assim irrompeu no mundo uma nova era de liberdade. A Idade Média, qual horrível pesadelo, cedeu lugar ao radiante e glorioso alvorecer da liberdade. Os dias da grande tribulação foram de fato ''abreviados'', em exato cumprimento da predição do Messias.

7. As seguintes predições, na profecia do Salvador, são de especial interesse, visto como tratam de fenômenos astronômicos, sobre os quais o homem não tem controle. Esses sinais apontam para a exata geração que há de preceder a segunda vinda do Messias. Citamos:

- "Logo em seguida à tribulação daqueles dias, o Sol escurecerá, a Lua não dará a sua claridade, as estrelas cairão do firmamento e os poderes dos céus serão abalados.'' S. Mateus 24:29. ("Aqueles dias" refere-se à era da perseguição papal na Idade Média.)

Todos esses sinais sobrenaturais - o escurecimento do Sol e da Lua, e a queda das estrelas - foram testemunhadas na América do Norte e em outras áreas do mundo.

8. 0 primeiro sinal, o escurecimento do Sol, ocorreu no ano 1780, e é conhecido na História como "0 Dia Escuro" - o único dia dessa espécie, de que se tenha registro. No Noah Webster's Dictionary, edição de 1869, aparece o seguinte:

"O Dia Escuro, 19 de maio de 1780 - assim chamado por causa da notável escuridão naquele dia, estendendo-se sobre toda a Nova Inglaterra. Em alguns lugares, ao ar livre, não se enxergava para ler impressão comum por várias horas seguidas. Os passarinhos soltavam seus gorjeios vespertinos, desapareciam e se calaram, as galinhas subiam ao poleiro; o gado procurava os estábulos; e nas casas acenderam-se as velas. 0 escurecimento começou pelas dez horas da manhã e continuou até ao meio da noite seguinte, porém com diferente intensidade e duração em diferentes lugares. Alguns dias antes, o vento tinha sido variável, mas principalmente do sudeste e do nordeste. A causa real desse notável fenômeno é desconhecida."

Samuel Stearns, em sua carta publicada no "The Independent Chronicle" de Boston, Mass., 22 de junho de 1780, escreveu:

"Que essas trevas não foram causadas por um eclipse, é manifesto; ... pois a Lua esteve a mais de 150 graus do Sol durante o dia todo...

"A causa primária deve ser atribuída Àquele que percorre pela periferia celeste - que estende os céus como uma cortina - que faz das nuvens o Seu carro, que anda sobre as asas do vento; foi Ele, a cuja voz os ventos procelosos obedecem - que ordenou que essas exalações se reunissem e juntas, se condensassem, para que, com elas, pudesse Ele obscurecer tanto o dia como a noite; e essas trevas seriam, talvez, não somente um sinal de Sua indignação diante das clamorosas iniqüidades e abominações do povo, mas um agouro de alguma futura destruição."

9. 0 escurecimento da Lua, na noite seguinte, foi tão sobrenatural como o escurecimento do Sol. Embora a Lua estivesse cheia, foi invisível pela maior parte da noite. Outra testemunha ocular, Samuel Tenney, escrevendo em dezembro, recorda:

"A escuridão da noite seguinte foi provavelmente tão profunda como a que existia quando o Todo-poderoso Criador disse: "Haja luz!" faltava-lhe apenas ser papável para ser tão extraordinária como aquela que cobriu a terra do Egito nos dias de Moisés.... Se todos os corpos luminosos do Universo tivessem sido envolvidos em sombras impenetráveis, ou apagados da existência, as trevas não podiam ser mais completas. Uma folha de papel branco, segurada pertinho dos olhos, era tão invisível como o mais negro veludo. Considerando a pequena quantidade de luz que era transmitida pelas nuvens durante o dia, não é de admirar que, à noite, uma quantidade suficiente de raios não pudesse penetrar a mesma camada, impelida pelos ventos para apresentar o aspecto mais obscuro mesmo dos corpos celestes que são os melhores refletores." - Collections of the Massachusetts Historical Society, vol. 1, ano 1792, págs. 97 e 98 (Belknap and Hall, Boston, Mass., 1792).

0 terceiro sinal - o da queda das estrelas, a mais espetacular jamais vista - ocorreu na noite de 13 de novembro de 1833. "A maior exibição (de chuveiros meteóricos), da qual se tem uma acurada descrição, ocorreu na noite de 12 de novembro de 1833. Um observador escreve: '0 fenômeno foi grandioso e tremendo; todo o céu parecia como se fosse iluminado por foguetes que só desapareciam ao raiar o sol. Os meteoros que apareciam a cada instante, eram tão numerosos como as estrelas, e voavam em todas as direções."' - Wm. L. Kenyon, Astronomy, pág. 401 (Ginn and Co., Boston, Mass., 1948.)

 

Outro Relato

Denison Olmstead, professor de matemática e ciências naturais, no Yale College, escreveu: "A manhã de 13 de novembro de 1833 tornou-se memorável por uma exibição do fenômeno das estrelas cadentes, a qual foi provavelmente mais extensa e magnificente do que qualquer outra até então registrada....

''Provavelmente nenhum fenômeno celeste ocorreu neste país desde a sua primeira colonização que fosse visto com tanto assombro e deleite por uma classe de espectadores, ou com tanto espanto e medo por outra classe. Por algum tempo depois da ocorrência, o 'fenômeno meteórico' foi o tópico principal das conversas em todos os grupos de pessoas...

"Pode o leitor imaginar uma constante sucessão de bolas de fogo, semelhantes a foguetes, irradiando em todas as direções de um ponto no céu, alguns graus ao sudeste do zênite, e seguindo a abóbada celeste para o horizonte.... As bolas, ao se precipitarem abóbada abaixo, geralmente deixavam atrás uma viva esteira de luz, e explodiam antes de desaparecer, ou súbito se acabavam em fumaça. Não se registrou nenhum ruído que fosse observado, embora aplicássemos atentamente o ouvido." - "Observações sobre os Meteoros de 13 de novembro de 1833", em The American Journal of Science and Arts, vol. 25, 1834, págs. 363-394.

Este singular fenômeno celeste não se restringiu aos Estados Unidos, mas "estendeu-se principalmente sobre os limites compreendidos entre as longitudes 61 ° no Atlântico, e 100° no centro de México, e da latitude dos Grandes Lagos da América do Norte para as Índias Ocidentais." - The Book of Days, vol. 2, pág. 576 (W. & R. Chambers, London: 1888).

As predições do Messias cumpriram-se em todas as especificações e minúcias. Somos assim chegados ao derradeiro e mais penoso período da história humana - a época que há de testemunhar a segunda vinda do Messias, em Sua glória.

10. O Messias declarara ainda que, justamente antes de Sua volta, em poder e glória, na Terra prevaleceriam as seguintes condições:

"Haverá... sobre a Terra, angústia entre as nações em perplexidade; por causa do bramido do mar e das ondas, haverá homens que desmaiarão de terror e pela expectativa das coisas que sobrevirão ao mundo." S. Lucas 21:25, 26.

Um quadro mais realista da presente geração seria difícil de se conceber. "Na Terra, angústia entre as nações'' preconiza as muitas crises internacionais da atualidade. Nunca dantes experimentou o mundo tamanha angústia das nações em perplexidade, como a que estamos testemunhando hoje. Em nenhum lugar, nos anais da história, encontramos uma geração que fosse comparável com a nossa, devido à sua insegurança, instabilidade e confusão geral, que são apenas os precursores de maiores e mais violentas tempestades por vir. Voltando Seu olhar aos nossos dias, o Messias viu "homens desfalecidos de terror e por cuidar das coisas que sobrevirão ao mundo." A humanidade, realmente, acha-se acossada pelo temor; homens que pensam, em toda parte, de todas as camadas sociais, estão temerosos diante dos fatos que o futuro lhes reserva.

11. 0 Messias predisse vários sinais recorrentes, que iriam caracterizar os últimos

dias e que se tornarão mais freqüentes e mais devastadores, à medida que nos aproximarmos do fim dos tempos:

- "E certamente ouvireis falar de guerras e rumores de guerras... Porquanto se levantará nação contra nação, reino contra reino, e haverá fomes, e pestilencias, e terremotos em vários lugares." S. Mateus 24:6, 7.

Essa profecia declara que haveria "guerras e rumores de guerras". Ouvimos, porventura, alguém dizer que guerras houve desde tempos imemoriais, e que portanto seria incoerente alegar que essa predição tenha algo a ver com a nossa geração? Algumas poucas estatísticas bastarão para a resposta:

Em 1938 publicaram-se os resultados de estudos feitos pelo Dr. Pitirim A. Sorokin, eminente sociólogo da Universidade de Harvard. Seu estudo analítico de 902 guerras e 1.615 revoluções que ocorreram durante os 2.500 anos de 600 A.C. até 1925, demonstrou que o índice de guerras no século vinte havia então alcançado "um total oito vezes maior do que o de todos os séculos precedentes".

Se isto se verificou após a Primeira Guerra Mundial (1914-18), na qual morreram em combate 8.528.831 homens em uniforme, por certo a Segunda Guerra Mundial (19391945), na qual pereceram em ação 14.942.962 homens uniformizados, torna a perspectiva mais sombria. Estes números não abrangem os muitos milhões de civis que morreram vítimas dos dois conflitos globais. Tudo isto parecerá relativamente pouco, quando se considera a potencialidade de uma Terceira Guerra Mundial, com suas armas nucleares, a qual agora nos ameaça.

Tudo isto mais do que confirma as conclusões a que chegaram esses cientistas, de ser esta a época mais violentamente guerreira em toda a história. Com efeito, o dedo da profecia aponta para esta geração como sendo aquela que há de testemunhar a final e mais destruidora de todas as guerras, "a peleja do grande dia do Deus Todo Poderoso", comumente referida como a "Batalha do Armagedom". Apocalipse 16:14, 16. Aquela batalha culminará na volta do Messias, quando os gemidos de um mundo em pranto darão lugar ao brado triunfante dos remidos de Deus.

12. O Messias predisse também que haveria "terremotos em diversos lugares". Haverá pessoas tentadas a dizer que sempre tivemos terremotos e que, portanto, este aspecto da profecia não se aplica especialmente aos nossos dias. Um instante de reflexão, porém, há de provar que essa objeção não tem fundamento. O primeiro terremoto do qual temos conhecimento, e de pequenas proporções, ocorrera nos dias de Moisés. Em Números 16:30-33 (J) lemos que o Senhor fez algo incomum, quando "a terra se fendeu, abriu a sua boca e os tragou" - os rebeldes Core, Datã e Abirão, juntamente com suas tendas, objetos de uso, e os membros das famílias que se lhes puseram ao lado. Consta do relato que "o chão que estava sob seus pés, rachou''.

De acordo com estatísticas compiladas pela Associação Britânica pelo Progresso da Ciência, ocorreram no primeiro século da Era Cristã 15 terremotos que causaram a destruição de vidas e propriedades, ao passo que, no século 13, o número de terremotos era 115. Esse número foi crescendo no século 19; 2.119 terremotos destrutivos abalaram nosso mundo, ora em um lugar, ora em outro.

O século vinte ultrapassou em muito o século dezenove, em terror de terremotos. À medida que a população do mundo vai aumentando a uma proporção constantemente crescente, e os terremotos se tornam mais freqüentes e violentos, a perda de vidas e propriedades avoluma-se a totais sem precedentes. O tributo exigido pela violência sísmica pode ser somado ao das inundações, furacões, ciclones, erupções vulcânicas e maremotos. O Messias predisse que, antes de chegar o fim, haveria "sobre a Terra, angústia entre as nações em perplexidade por causa do bramido do mar e das ondas; haverá homens que desmaiarão de terror e pela expectativa das coisas que sobrevirão ao mundo". S. Lucas 21:25, 26.

O profeta Isaías, antevendo esta geração, declarou que: "a Terra envelhecerá como um vestido". Isaías 51:6 (J). Essas convulsões da natureza hão de tornar-se mais e mais freqüentes ao nos aproximarmos do fim, e são presságios da breve volta do Messias, quando todas as montanhas e ilhas serão removidas de seus lugares, e todas as cidades "derrubadas diante do Senhor". Jeremias 4:26 (J), e Apocalipse 6:14-17

13. - "Assim como foi nos dias de Noé, será também a vinda do Filho do Homem", declarou ainda o Messias. "Porquanto, assim como nos dias anteriores ao dilúvio, comiam e bebiam, casavam e se davam em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam, senão quando veio o dilúvio e os levou a todos; assim será também a vinda do Filho do homem.'' S. Mateus 24:37-39.

Que acurada previsão profética das condições sociais de hoje! Essas passagens não desaprovam legítimos casamentos, ou o uso saudável de alimento e bebida, mas condenam a intemperança, a dissipação, a impureza, a degenerescência moral tão características deste século. A impiedade, a corrupção e a violência anchiam o mundo antediluviano. O desrespeito à lei, as perturbações da ordem pública e as ondas de crime que assolavam aquela época, têm seu paralelo hoje. O inspirado apóstolo hebreu dá-nos a seguinte descrição das condições dos últimos tempos:

o "Sabei, porém, isto: nos últimos dias sobrevirão tempos difíceis; pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, antes amigos dos prazeres que amigos de Deus." II Timóteo 3:1-4.

Que quadro notável e realista desta geração! Nosso século é de uma doida busca de prazeres, egoísmo, amor ao dinheiro - século jactancioso de suas realizações. O orgulho - nacional, social, político e religioso - prevalece por toda parte. Há uma fuga à autoridade e controle paternos. Filhos obedientes são realmente raros hoje em dia, e os laços de família vão desaparecendo rapidamente. O espírito de difamação e acusações falsas anda de rédeas soltas. Ódio irredutível entre pessoas, raças e nações; corrupção moral, vícios, crimes e violência, vistos por toda parte, proclamam em voz tonitroante que o fim de todas as coisas "está próximo, às portas". Citamos:

14. - "Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; todos os povos da Terra se lamentarão e verão o Filho do homem vindo sobre as nuvens do céu com poder e muita glória.'' S. Mateus 24:30. Falando da geração que há de ver todos esses sinais de Sua volta, Jesus continua:

- "Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que tudo isto aconteça.'' Verso 34. E para impressionar-nos com a absoluta certeza de Sua volta iminente, Ele afirma solenemente:

- "Passará o céu e a terra, porém as Minhas palavras não passarão." Verso 35. Para que ninguém fosse tentado a dizer: "Isto não acontecerá nos meus dias", o Messias continua:

"Aprendei, pois, a parábola da figueira: quando já os seus ramos se renovam e as folhas brotam, sabeis que está próximo o verão. Assim também vós: quando virdes todas estas coisas, sabei que está próximo, às portas." Versos 32, 33. Exatamente como o brotar das árvores e arbustos é um sinal da aproximação do verão, assim os sinais da segunda vinda do Messias devem ser para nós uma demonstração de que está próxima a Sua vinda - tão próxima como o bater de um visitante à nossa porta.

15. Havia duas classes de pessoas na geração que precedeu ao dilúvio: os salvos e os perdidos. Haverá também duas classes de pessoas por ocasião da segunda vinda do Messias, justamente antes do fim deste mundo. A grande maioria dos antediluvianos resistiu obstinadamente ao urgente chamado do Espírito Santo ao arrependimento. Ridicularizaram a idéia de um dilúvio universal impendente e rejeitaram as comoventes mensagens de Noé, mensagens de advertência e súplica. Em impudente desafio aos solenes apelos do Céu, continuaram com suas orgias de prazer a destruir a própria alma, até que "veio o dilúvio e os levou a todos". Verso 39. "Assim será também", advertiu o Messias, "a vinda do Filho do homem." Verso 37. É significativo o seguinte parágrafo:

"A crise aproxima-se furtiva e gradualmente de nós. O sol brilha no firmamento percorrendo seu regular trajeto, e os céus declaram ainda a glória de Deus.... Os homens empurram-se uns aos outros, contendem pelas mais altas posições. Os amantes do prazer tumultuam ainda nos teatros, nas corridas, nos antros de jogo. Predomina o excitamento, e todavia o tempo de graça está chegando perto do fim, e todo caso está para ter seu destino eterno decidido. Satanás vê que não tem mais muito tempo. Ele tem mobilizado todas as suas forças para que os homens possam ser enganados, seduzidos, ocupados e enlaçados, até chegar o fim do dia da graça, e a porta da misericórdia esteja para sempre fechada." - E. G. White: O Desejado de Todas as Nações, pág. 636.

16. Nesses dias derradeiros, como nos dias de Noé, haverá os que não só crerão nas profecias da Bíblia e sinais que prenunciarão a iminente volta do Messias, mas também abandonarão seus maus caminhos, aguardando e preparando-se para a volta do Rei dos reis. Pela graça e o poder de um Messias que em nós habita, pela constante vigilância, e pela oração e fé, eles resistirão à forte corrente do mal, e triunfarão sobre toda tentação do inimigo. Quando avistarem o Messias vindo em grande glória, exclamarão:

- "Eis que Este é o nosso Deus, em quem esperávamos, e Ele nos salvará; Este é o SENHOR a quem aguardávamos, exultaremos e nos alegraremos na Sua salvação." (saías 25:9 (H).

Caro leitor, a qual dos dois grupos acima referidos pertencereis vós? Deus vos facultou a escolha; cabe a vós decidir.

- "Acautelai-vos por vós mesmos, para que nunca vos suceda que os vossos corações fiquem sobrecarregados com as consequencias da orgia, da embriaguez e das preocupações deste mundo, e para que aquele dia não venha sobre vós repentinamente, como um laço." S. Lucas 21:34.

E para que não passemos por alto os múltiplos sinais de profecias cumpridas, a assinalarem a proximidade de Sua volta, o Messias adverte-nos fielmente:

- "Vigiai, pois, a todo tempo orando, para que possais escapar de todas estas coisas que têm de suceder, e estar em pé na presença do Filho do homem.'' S. Lucas 21:36.

- "Por isso ficai também vós apercebidos; porque, à hora em que não cuidais, o Filho do homem virá.'' S. Mateus 24:44.

 

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