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Monte Sinai

 
29 - O Mediador de Israel quem é?

 

 

 

1. NESTES TEMPOS tumultuosos quando todos os governos e nações confronta-se com decisões momentosas, uma visão retrospectiva da sagrada história de Israel será muito proveitosa. As Escrituras Sagradas nos informam que as experiências de Israel no passado "lhes sobrevieram para exemplo e foram escritas para advertência nossa, de nós outros, sobre quem os fins dos séculos têm chegado". I Coríntios 10:11. Se fizermos uma cuidadosa revisão da história passada de Israel, poderemos fazer um melhor levantamento não só da nossa presente situação, mas também do curso provável do nosso futuro, o que nos ajudaria realmente em nossa luta de chegar ao ansiado porto de descanso, paz e segurança. Esta idéia está lindamente expressa pelo profeta hebreu que disse:

- "Assim diz o SENHOR dos exércitos: Colocai-vos nos caminhos e vede, e perguntai pelas antigas veredas onde está o bom caminho e andai nele, e achareis descanso para as vossas almas." Jeremias 6:16 (J).

2. Abundantes informações e muitas lições de vital importância e utilidade podem ser extraídas, pelo Israel moderno, e pela humanidade em geral, do estudo dos serviços cerimoniais do antigo santuário judaico. Esses rituais incorporavam verdades de profundo significado espiritual. Era o plano e desígnio de Deus que essas verdades fossem ensinadas às nações circunvizinhas que não conheceram Deus e ignoravam o plano de salvação. Para este fim, Deus escolheu Israel para ser o Seu povo especial. Eles deveriam ser os mestres espirituais e guias aos povos pagãos ao seu redor. Sua missão era a de explicar o significado dos serviços do Santuário e de ensinar as grandes verdades da redenção que esses serviços simbolizavam.

 

A Importância dos Serviços do Santuário

3. Ao confiar essa exaltada missão a Israel, Deus havia declarado: "Vós Me sereis reino de sacerdotes e nação santa." Êxodo 19:6 (J). A tarefa dos sacerdotes judeus era servir de intermediários ou mediadores, entre Deus e o povo. Seu dever era ensinar o povo a respeito do plano de Deus de salvar os pecadores da punição do pecado. O Senhor disse:

- "Porque os lábios do sacerdote devem guardar o conhecimento, e da sua boca devem os homens buscar a instrução, porque ele é mensageiro do SENHOR dos Exércitos.'' Malaquias 2:7 (J).

Por que era necessário esse trabalho de mediação? você pergunta. Pelo mesmo motivo que precisamos de advogados, procuradores e despachantes em nossa civilização da atualidade. Nós todos concordamos em que seja importante haver pessoas perfeitamente versadas na lei, para os atos de mediação entre o acusado - o que transgrediu a lei - e o juiz, em cuja presença o infrator da lei é convocado. A humanidade transgredira a santa lei de Deus, o que causou a separação e uma barreira intransponível entre o homem e o seu Criador. Lemos:

- "Eis que a mão do Senhor não está encolhida para que não possa salvar, nem surdo o Seu ouvido para não poder ouvir. Mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e vossos pecados encobrem o Seu rosto de vós, para que vos não ouça." Isaias 59:1, 2 (J).

4. Por esta passagem se vê que o pecador não se pode aproximar diretamente ao seu Criador. E por isso está desesperadamente precisando um intercessor, um elo de ligação compassivo entre ele e Deus. O sacerdócio de Israel e os serviços rituais que realizava, foram designados para dirigir a mente do atento ao verdadeiro sistema mediatório que Deus instituíra para reconciliar o homem consigo. Em outras palavras, o ministério dos sacerdotes judeus no santuário terreno serviu de modelo, uma representação simbólica da verdadeira e real obra mediatória que se processa no Santuário celestial em benefício dos pecadores arrependidos. Era uma ilustração prática designada a ensinar a importantíssima verdade, que, pela mediação de um intercessor, o homem poderá novamente ter a graça da comunhão com o Céu que havia perdido por causa do pecado.

5. No tempo de Abraão o sacerdócio era investido ao filho primogênito. Este costume era observado entre os hebreus até pouco depois da libertação de Israel do cativeiro egípcio. Êxodo 13:1, 2, e Êxodo 22:29. Subseqüentemente, porém, o Senhor escolheu a tribo de Levi para o serviço do santuário, porque eles foram leais a Deus numa crise. Foi escrito a seu respeito:

- "Disse o Senhor a Moisés: Eis que tenho Eu tomado os levitas do meio dos filhos de Israel, em lugar de todo primogênito que abre a madre, entre os filhos de Israel: e os levitas serão Meus. Porque todo primogênito é Meu: desde o dia em que feri a todo primogênito na terra do Egito, consagrei para Mim todo primogênito em Israel, desde o homem até ao animal: serão Meus: Eu sou o SENHOR." Números 3:11-13 (H).

Não obstante, um preço de redenção chamado pidyom era ainda requerido das pessoas pelos seus primogênitos. Verso 49.

6. Enquanto toda a tribo de Levi era escolhida para o serviço do Santuário, a tarefa de mediação entre Deus e Seu povo era o encargo exclusivo de Arão e seus filhos (Números 18:1-6), e foi expressamente proibido a qualquer outro levita assumir as funções de sacerdote. Foi assim que, quando Coré, Datã e Abirã presunçosamente cobiçaram o sacerdócio, tentando queimar incenso, em desafio às expressas ordens de Deus, eles foram culpados de alta traição contra o Senhor. Seu pecado deliberado provocou os juízos de Deus em rápido revide, sobre si e suas famílias. A terra abriu sua boca e os engoliu, juntamente com tudo que lhes pertencia. Números 16:8-33.

 

A Vestimenta dos Sacerdotes

7. O serviço do sacerdócio era de grande solenidade. A própria vestimenta dos sacerdotes acentuava o caráter sagrado do seu serviço. Instruções específicas e minuciosas foram dadas por Deus a respeito da vestimenta sacerdotal. "Farás vestes sagradas para Arão, teu irmão, para glória e ornamento." Êxodo 28:2 (J). E. G. White, a bem-conhecida autora, dá-nos uma linda descrição da vestimenta dos sacerdotes na base das indicações nas Escrituras:

"A veste do sacerdote comum era de uma única peça tecida de linho alvo. Estendia-se quase até aos pés, e prendia-se à cintura por um cinto branco de linho, bordado de azul, púrpura e vermelho. Um turbante de linho, ou mitra, completava seu traje exterior. A Moisés, perante a sarça ardente, foi ordenado que tirasse as sandálias, porque a terra em que estava era santa. Semelhantemente os sacerdotes não deveriam entrar no Santuário com sapatos nos pés. Partículas de pó que a eles se apegavam, profanariam o lugar santo. Deviam deixar os sapatos no pátio, antes de entrarem no Santuário, e também lavar tanto as mãos como os pés, antes de ministrarem no Tabernáculo, ou no altar dos holocaustos. Desta maneira ensinava-se constantemente a lição de que toda contaminação devia ser removida daqueles que se aproximavam da presença de Deus.

"As vestes do sumo sacerdote eram de custoso material e de bela confecção, em conformidade com sua elevada posição. Em acréscimo ao traje de linho do sacerdote comum, usava uma vestimenta azul, também tecida em uma única peça. Ao longo das fímbrias era ornamentada com campainhas de ouro, e romãs de azul, púrpura e escarlate. Por sobre isto estava o éfode, uma vestidura mais curta, de ouro, azul, púrpura, escarlate e branco. Era preso por um cinto das mesmas cores, belamente trabalhado. O éfode não tinha mangas e, em suas ombreiras bordadas de ouro, achavam-se colocadas duas pedras de ônix, que traziam os nomes das doze tribos de Israel....

"Todas as coisas ligadas ao vestuário e conduta dos sacerdotes deviam ser de molde a impressionar aquele que as via, dando-lhe uma intuição da santidade de Deus, santidade do Seu culto, e pureza exigida daqueles que iam à Sua presença." - E. G. White, Patriarcas e Profetas, págs. 362, 363.

 

Os Serviços do Santuário

8. Para a inauguração dos serviços do santuário, realizou-se uma santa e elaborada cerimônia. O santuário, assim como os sacerdotes, foram ungidos com óleo santo, e o sangue de um sacrifício foi aspergido sobre Arão e seus filhos, padronizando os méritos do sangue derramado do Messias, sem o que não seriam qualificados a preencherem aceitávelmente seu sagrado encargo de sacerdotes.

O santuário e seus serviços se acham descritos minuciosamente na lição anterior de n° 28, sob o título "Quartel-General do Universo" nesta série. O ciclo anual dos serviços consistia de duas divisões. Todos os dias do ano, com exceção do Yom Kippur, os sacerdotes oficiavam somente no pátio e no primeiro compartimento do santuário, o qual era chamado lugar santo (qodesh). Toda vez que um pecador penitente trazia um animal sacrificial à porta do pátio do tabernáculo, ele era obrigado a colocar a mão sobre a cabeça do animal e confessar seu pecado, transferindo assim, figurativamente, a culpa do seu pecado de si mesmo para a vítima inocente. Aí o penitente matava o animal e o seu sangue era levado, pelo sacerdote, para o primeiro compartimento do santuário, onde este aspergia parte do sangue diante do véu que separava o primeiro compartimento do segundo. Por meio desse sangue derramado aspergido diante do véu, os pecados confessados do penitente eram postos no registro no santuário, pelo sacerdote, como seu mediador. Esses pecados contaminavam o santuário, e somente no Dia da Expiação, o Yom Kippur, eram removidos os pecados acumulados do povo, quando o santuário era purificado dessa contaminação. Esse trabalho de purificação foi feito pelo Kohen ha-Gadol - o Sumo Sacerdote.

Já aprendemos que esse ciclo anual de serviços no santuário terrestre servia de "imagem e sombra das coisas celestiais". Hebreus 8:5.

 

O Messias é Mediador

9. No grande conflito entre o bem e o mal, nenhuma mera ajuda humana nos valerá. Unicamente o poder divino pode dar-nos a vitória sobre o poder das trevas. Essa ajuda sobre-humana está ao nosso alcance se somente queremos aceitá-la na pessoa do Messias. Na Lição N° 19 que tem por título "Quem é o Messias judeu?" há bastante evidência escriturística para provar que Jesus é realmente o Messias e o nosso divino Mediador. No entanto, a fim de poder Ele tornar-Se o nosso compassivo. e fiel Sumo Sacerdote e Mediador, foi necessário que viesse a este mundo revestido de humanidade, pois somente um Mediador divino-humano podia unir o homem a Deus e levar a efeito uma reconciliação entre ambos. "E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos." Atos 4:12.

10. Essa encarnação do Filho de Deus foi predita pelo profeta Isaías que prenunciou que o Messias nasceria milagrosamente - de uma virgem - e que o Seu nome seria Emanuel que, traduzido, significa "Deus conosco". Isaías 7:14. Esta profecia foi cumprida quando Jesus nasceu da pura e devota donzela judia, uma virgem chamada Maria (ou Miriam). Mateus 1.18-23. Por que foi necessária essa encarnação, achasse explicado na seguinte passagem bíblica:

- ''Por isso mesmo convinha que, em todas as coisas, Se tornasse semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote nas coisas referentes a Deus, e para fazer propiciação pelos pecados do povo. Pois naquilo que Ele mesmo sofreu, tendo sido tentado, é poderoso para socorrer os que são tentados." Hebreus 2:17, 18.

Os sofrimentos do Messias e Sua morte para resgatar os pecados do mundo, foram preditos em Isaías, capítulo 53. Essa profecia foi literalmente cumprida quando o Senhor "fez cair sobre Ele'' - sobre Jesus - o Messias - ''a iniqüidade de nós todos". Ele morreu sobre o madeiro no Calvário como um voluntário Corban (oferta substituinte) pelos pecados do mundo.

11. Sua ressurreição foi prenunciada por Davi, o doce cantor de Israel, que no Salmo 16:10 (H) escreveu que Deus não permitirá que o Seu Santo visse a corrupção. Jesus, o Santo, ergueu-Se da sepultura antes que a corrupção tivesse começado, ressurgindo ao terceiro dia como vitorioso sobre a morte e a sepultura- Mateus 28:1-6.

12. A ascensão do Messias ao Céu foi também predita por Davi no Salmo 24:7-10 (H). Sua obra mediatória no santuário celestial é descrita conforme segue:

- "Disse o Senhor ao meu Senhor (Adonai): Assenta-Te à Minha direita, até que Eu ponha os Teus inimigos debaixo dos Teus pés.... O Senhor jurou e não Se arrependerá: Tu és sacerdote para sempre segundo a ordem de Melquisedeque." Salmo 110:1, 4 (J).

Nesta passagem estão representados dois seres divinos - o Senhor (Tetragrama) e o Senhor (Adonai). O Senhor que é Deus, o Pai, está Se dirigindo a Adonai, Seu Filho. O Pai convida o Filho a assentar-Se à Sua destra, o que é sinal de grande honra, distinção e autoridade. Na mesma passagem, Ele designa o Filho à ordem sacerdotal de Melquisedeque, que significava um sacerdócio eterno, um "sacerdote para sempre".

 

O Sacerdócio de Melquisedeque Superior ao Levítico

13. A respeito de Melquisedeque, lemos:

- "Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho; ele era sacerdote do Deus Altíssimo; ele o abençoou, e disse, bendito seja Abraão pelo Deus Altíssimo, que possui o céu e a terra, e bendito seja o Deus Altíssimo que entregou os teus adversários nas tuas mãos. E de tudo Abraão lhe deu o dizimo." Gênesis 14:18-20 (H).

O leitor notará que esse Melquisedeque era maior do que nosso pai Abraão, pois ele abençoou Abraão e recebeu dele o dízimo. Ele não somente era rei de Salém, como era também Kohen le- EI'Elyon, sacerdote do Deus Altíssimo. Sendo tanto rei como sacerdote, Melquisedeque representava uma ordem sacerdotal muito superior à levítica, desde que na teocracia judaica ninguém podia ser sacerdote e rei ao mesmo tempo.

14. Esse Melquisedeque, que era rei e sacerdote do Deus Altíssimo, era o tipo de pessoa de Jesus, nosso precioso Messias, a quem, diz a Escritura, foi feito por Deus mesmo "sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque". Salmo 110:1, 4, Hebreus 6:20. Portanto, nosso bendito Messias é honrado pelo Pai como rei e também sacerdote. Nas seguintes passagens, o profeta Zacarias ensina esta mesma verdade ao exaltar o Messias:

- "Assim diz o Senhor dos Exércitos: Eis aqui o homem cujo nome é Renovo, Ele brotará do Seu lugar e edificará o templo do Senhor. Ele mesmo edificará o templo do Senhor; e Ele será revestido de glória, e assentar-Se-á no Seu trono e reinará; e será sacerdote no Seu trono e reinará perfeita união entre ambos os ofícios.'' Zacarias 6:12, 13 (H). O templo aqui referido é o templo ou santuário celestial, pois não deve ser edificado por mãos humanas, mas pelo Renovo, ou Rebento. O profeta Jeremias, falando desse Ramo, escreve:

- "Eis que vêm dias, diz o Senhor, quando Eu levantarei a Davi um Renovo justo, e Ele reinará como Rei e prosperará e executará justiça e juízo na Terra. Nos Seus dias, Judá será salvo e Israel habitará em segurança; e será este o Seu nome pelo qual Ele será chamado: SENHOR, JUSTIÇA NOSSA." Jeremias 23:5, 6 (J).

Este texto nos informa que o regente que seria um Renovo (ou Rebento) do Rei Davi, e em cujos dias Judá e Israel estariam salvos e seguros, seria Ele mesmo chamado SENHOR JUSTIÇA NOSSA. Isto quer dizer que Ele deveria ser ao mesmo tempo humano e divino. O profeta Zacarias nos informa ainda no texto anterior que esse Renovo (ou Rebento) seria um Sacerdote - um Cohen - e que o conselho entre Ele e Deus seria de paz para a raça humana.

Todas essas profecias são literalmente cumpridas numa única pessoa, e essa pessoa é Jesus.

15. A ascensão do Filho de Deus é descrita em Atos 1:9-11. Após Sua ascensão, sucedeu Sua entronização e empossamento como nosso sumo sacerdote e mediador. Esse fato foi assinalado no dia de Pentecoste (Shabu'oth) 50 dias depois de Sua ressurreição. Ver Atos 2:30, 33; Filipenses 2:911; Hebreus 2:9.

"Ao transpor as portas celestiais, foi Jesus entronizado em meio à adoração dos anjos. Tão logo foi esta cerimônia concluída, o Espírito Santo desceu em ricas torrentes sobre os discípulos, e Cristo (o Messias) foi de fato glorificado com aquela glória que tinha com o Pai desde toda a eternidade. O derramamento pentecostal foi uma comunicação do Céu de que a posse do Redentor havia sido realizada. De acordo com Sua promessa, Jesus enviara do Céu o Espírito Santo aos Seus seguidores, em sinal de que Ele, como Sacerdote e Rei, recebera todo o poder no Céu e na Terra, e tornara-Se o Ungido sobre o Seu povo." - E. G. White, Atos dos Apóstolos, págs. 38, 39.

O cumprimento da profecia messiânica do Salmo 110:1-4 era nesse festival proclamado em Jerusalém pelos porta-vozes do Messias. Atos 2:30-36.

16. A suma e substância de tudo o que foi apresentado até aqui, é devidamente declarada pelo apóstolo judeu:

- "Possuímos tal sumo sacerdote que Se assentou à destra do trono da Majestade nos Céus, como ministro do santuário e do verdadeiro tabernáculo que o Senhor erigiu, não o homem.'' Hebreus 8:1, 2.

Que infalível fonte de conforto e esperança é saber que temos um Mediador divino-humano, um Irmão mais velho, diante do trono de Deus, Alguém que experimentou os desgostos, os sofrimentos e as mágoas que são o destino da humanidade.

Durante uma trégua no fronte ocidental na Segunda Guerra Mundial, o General C. H. Hodges foi chamado a Washington para assistir a uma importante conferência do Corpo dos Generais. Em sua ausência, o inimigo lançou um poderoso ataque de surpresa contra seu exército. Seus soldados em breve acharam-se cercados pelas forças inimigas e estavam à face de uma completa aniquilação.

Quando chegaram as notícias sobre a situação do seu exército, o general pediu permissão para deixar Washington e retornar incontinenti aos seus homens sitiados. Foi advertido que corria grande perigo se se expusesse ao inimigo, mas ele não se preocupou. Não cuidou de sua segurança pessoal, pois muito mais havia em jogo. Pensava nos bravos soldados no cerco de aço do inimigo. Comandando um avião veloz e desafiando mortífera barragem de fogo, ele se reintegrou a seus soldados heróicos, feridos e cansados da guerra. Animados com a presença do seu corajoso e amado comandante, os combatentes lutaram valentemente até conseguirem fazer uma brecha na formidável barreira de aço do inimigo. Foi assim que a histórica "Batalha de Bulge" foi vitoriosa.

17. Olhando dos altos Céus, o Capitão das hostes do Senhor, o Filho de Deus, viu-nos, Seus combalidos filhos, cercados por Satanás e sua ímpia corte. Ele poderia ter permanecido na atmosfera de paz do Seu lar celestial, mas não o fez. Seu coração de infinito amor ansiava por Seus filhos terrenos no meio de tão grande perigo. E assim veio lançar a Sua sorte conosco.

Ele bem sabia aonde Seus passos O levariam, sabia que Ele seria o alvo dos ataques incessantes e determinados de Satanás. Estava ciente de que jazia diante dEle uma vereda ensangüentada e que terminaria em morte angustiante sobre a cruz. Mas não Se deixou deter por qualquer consideração de segurança pessoal. Ele contava com o que ia custar a redenção do homem, e Se dispusera a pagar o ingente preço com Seu próprio sangue. Assim, "Somente Seu grande e eterno amor induziu o Salvador a descer dos palácios de marfim, a este mundo de dor."

Embora a sorte que havia escolhido fosse a mais espinhosa jamais experimentada por qualquer ser humano, o Filho de Deus jamais, vacilou, nem hesitou de beber o cálice até a última gota amarga. Ele não recuou ante o supremo sacrifício. Fazendo isto, Ele quebrantou o poder do inimigo e triunfou sobre a morte e a sepultura. Tendo pago o preço da nossa eterna redenção, agora, como nosso compassivo e fiel Sumo Sacerdote, e Mediador, Ele comparece diante do Pai, pleiteando os infinitos méritos de Seu supremo sacrifício em nosso favor.

18. Em vista desse sacrifício que o Pai e o Filho Se dispuseram a fazer por sua redenção, poderá você a qualquer tempo sentir-se outra vez desolado e esquecido, sem amigos e solitário neste mundo? Julgar que Deus é indiferente a suas necessidades, que Ele o esqueceu? Ele indaga: "Acaso pode uma mulher esquecer-se do filho que ainda mama, de sorte que não se compadeça do filho do seu ventre? Mas ainda que esta viesse a se esquecer dele, Eu, todavia, não Me esquecerei de ti. Eis que nas palmas das Minhas mãos te gravei.'' (saías 4915,16 (J). Aquelas marcas dos cravos nas mãos de nosso Sumo Sacerdote que Ele recebeu quando estava pregado sobre a cruz, são a garantia mais eloqüente de que o Céu não considera qualquer sacrifício grande demais para pagar, a fim de comprar nossa eterna salvação.

"O Irmão mais velho da nossa família está junto do trono eterno. Ele olha a toda alma que se volta a Ele como o Salvador. Ele conhece por experiência as fraquezas humanas, nossas necessidades e... nossas tentações; pois foi tentado de todas as maneiras como nós, e todavia não pecava. Está velando sobre ti, filho tremente de Deus. Estás tentado? Ele te livrará. Estás fraco? Ele te fortalecerá. És ignorante? Ele te esclarecerá. Estás ferido? Ele te sarará. 'O Senhor sara os quebrantados de coração e liga-lhes as feridas.' 'Vinde a Mim', eis o Seu convite. Sejam quais forem suas ansiedades e provações, exponha o seu caso perante o Senhor. Seu espírito será amparado para resistir. O caminho lhe será aberto para você se desvencilhar de embaraços e dificuldades. Quanto mais fraco e desamparado você se sinta, tanto mais forte você ficará em Sua força. Quanto mais pesados os seus fardos, tanto mais bendito o descanso ao lançá-los sobre Aquele que está pronto a carregá-los." - E. G. White, O Desejado de Todas as Nações, págs. 243, 244.

19. Portanto, sejamos gratos a Deus porque temos "âncora da alma, segura e firme que entra para além do véu (do santuário celestial):

- ''Aonde Jesus, como precursor, entrou por nós, tendo-Se tornado sumo sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque." Hebreus 6:19, 20.

- "Por isso também pode salvar totalmente os que por Ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles." Hebreus 7:25.

Quem pode resistir ao amor do Pai e os ternos, celestiais apelos do Filho de Deus, para deixar de sentir a mais profunda gratidão de nosso coração e o melhor do nosso afeto? Você não quer que esse compassivo Sumo Sacerdote seja o seu Mediador e Redentor?

 

INSTITUTO DA HERANÇA JUDAICA

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