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Monte Sinai

 
35 - A Iminente Nova Ordem Mundial, Divina!

 

 

 

1. QUE frêmito de júbilo fez vibrar o coração de incontáveis milhares de judeus sem lar, em 1948, quando Israel foi declarado um Estado soberano! Que nova esperança e ânimo trouxe este acontecimento aos que ainda vagueiam em campos de concentração e aos milhares de filhos e filhas de Abraão deslocados e dispersos pelo mundo. Nesse dia memorável as ruas de Tel-Aviv e outras localidades de Israel foram palcos de cenas de júbilo lembrando os dias de antanho quando o sonido estridente de trombetas anunciava a chegada do ano do Jubileu e todos os escravos judeus foram libertados e os pobres voltaram às suas posses que haviam perdido em condições adversas. Quando a moderna Medinath Israel abriu de par em par suas portas aos judeus de todas as nações, o mundo livre participou do regozijo desse jubileu do século XX que deu as boas-vindas aos dispersos que voltavam ao lar do seu longo galuth (cativeiro).

A palavra mais doce em todas as línguas, é lar. É a expressão de um dos mais arraigados anseios do coração humano. As mais acalentadas recordações de toda vida de muitas pessoas estão ligadas ao lar. Nunca um poeta escreveu palavras mais verídicas do que aquele que disse: "Embora seja humilde, não há lugar como o lar."

2. É significativo que a primeira coisa que Deus proveu a Adão e Eva, depois de sua criação, foi um lar - um lar no mais delicioso ambiente. Quando este mundo emergiu das mãos do seu Criador, era uma beleza. Os seres inteligentes de outros mundos "cantavam juntos e... gritaram de alegria" diante do espetáculo da exuberância de beleza que este mundo apresentava quando de sua criação. Jó 38:7 (H). Quando o Artífice-Mestre examinou a obra de Suas mãos, Ele a viu como tob me'od (muito boa) - frase expressiva da máxima perfeição e excelência.

A Terra, em sua transcendente beleza primitiva, devia ser o eterno lar de nossos primeiros pais. Os enfados do cotidiano da vida presente não fizeram parte de suas primeiras experiências. Deus os fez zeladores de um lindo jardim - o Jardim de Éden - que deviam "lavrar e guardar". Gênesis 2:15 (J). Em volta do seu lar, havia "todas as árvores agradáveis à vista e boa para comida". Versículo 9 (J). Fragrantes flores de todos os matizes e em exuberante profusão saudavam-lhes a vista por toda parte. O pecado, com seu cortejo de desgraça, miséria, doença, dor e morte - não se enquadrava no plano de Deus para este mundo. Nenhuma nuvem de dor ou tristeza perturbava a felicidade de nossos primeiros pais. A comunhão com seu Criador era constante e cheia de alegria, e por toda parte reinava suprema a harmonia.

3. A história mosaica da criação é hoje abundantemente reivindicada pela pá dos arqueólogos. Relatos da criação foram encontrados entre povos antigos, como os caldeus, os egípcios, assírios, fenícios, persas, hindus, chineses, godos e gregos. Legendas sobre a criação foram também descobertas entre os peruanos, mexicanos e outros povos primitivos do Novo Mundo.

O que tem que haver essas descobertas arqueológicas com a história da criação contada em Gênesis, é adequadamente resumido por George Stanley Faber que afirma: "é impossível que todos (esses registros antigos) concorram em relatar os mesmos fatos, a menos que esses tenham realmente ocorrido em algum período remoto, quando toda a humanidade formava, por assim dizer, uma só família.... Mas quando achamos que quase todas as cosmogonias pagãs são muito semelhantes entre si, ... somos constrangidos a admitir que a concorrência geral de crenças nunca poderia ter-se originado de mero acidente." - Horae Mosaicae (Horas com Moisés), Vol. 1, págs. 18, 19.

4. Mais alto do que pode atingir o mais sublime pensamento humano, foi o plano do Criador para a humanidade. Era Seu propósito que o mundo fosse habitado por homens e mulheres que pudessem descobrir constantemente novas fontes de felicidade e obtivessem conceito mais claro do Seu amor infalível. Tivessem Adão e Eva mantido sua fidelidade a Deus, e permanecido obedientes às Suas ordens, e a paz e harmonia que existiam ao tempo da criação, se haveriam de perpetuar.

Porém, infelizmente, tal não foi o caso; pois, quando desobedeceram a Deus, nossos primeiros pais perderam o gozo da doce e ininterrupta comunhão com Ele. Por causa de sua transgressão da lei de Deus, a natureza humana tornou-se corrompida e sujeita à enfermidade, dor e morte. Não fosse a bondade e misericórdia de Deus, a raça humana inteira há muito teria submergido em irremediável desespero e perecido.

É interessante observar que o relato de Moisés, da queda de Adão, é também comprovado por descobertas arqueológicas. Aquelas mesmas nações que possuem antigas tradições que dizem respeito à criação, possuem também antiqüíssimos relatos da queda de Adão. O professor A. H. Sayce, célebre arqueólogo, escreve sobre um relato babilônico da queda de Adão, o seguinte:

"Uma arcaica jóia babilônica apresenta uma árvore, em cada lado da qual encontram-se assentados um homem e uma mulher, com uma serpente atrás deles, eles estendendo as mãos para a fruta que pende da árvore. Algumas referências esparsas nos dicionários bilíngüe (acadiano e assírio) elucidam essa apresentação e nos informam que os acadianos conheciam uma 'serpente ímpia', a 'serpente da noite' e das 'trevas', o qual havia levado a efeito a queda do homem." - Fresh Light from the Ancient Monuments, pág. 25 (The Religious Tract Society, London 1893).

5. Quando Adão e Eva pecaram desobedecendo à expressa ordem de Deus, foram expulsos de seu lindo lar - o Jardim do Éden - e continuaram a viver na Terra, sobre a qual baixou então a maldição do pecado. Por sua transgressão, nossos primeiros pais perderam seu lar edênico, sua imunidade aos efeitos do mal, e o domínio que tinham exercido sobre a terra. Assim, o desígnio beneficente do Criador para com a raça humana fora por algum tempo frustrado. A transgressão de Adão abriu as comportas do pecado e iniqüidade sobre o mundo e manchou de "sangue, suor e lágrimas" sua história seis vezes milenar. Quão vasto alcance atingiram os resultados desse único ato de desobediência!

6. Mas malgrado a tragédia do pecado, o propósito original de Deus ao criar o homem realizar-se-á afinal. Para Ele não existe impossibilidade, nem fracasso ou derrota. Conquanto o pecado tenha por algum tempo interrompido e retardado o plano de Deus para este mundo, não poderá frustrar os Seus desígnios para sempre. Notemos as seguintes promessas animadoras:

- "Porque assim diz o Senhor que criara os céus, o próprio Deus que formou a Terra e a fez; Ele a estabeleceu, Ele não a criou a toa, Ele a formou para que fosse habitada." Isaias 45:18.

- "Mas os mansos herdarão a Terra, e se deleitarão na abundância de paz.... Os justos herdarão a Terra e habitarão nela para sempre." Salmo 37:11, 29 (H).

7. Entretanto, antes que este mundo seja restaurado ao seu estado edênico primitivo de perfeição e beleza, o pecado, com seu cortejo intérmino de mal, deve ser completamente erradicado. Esse processo de purificação será efetuado pelo fogo, pois lemos:

- "Porque eis que aquele dia vem ardendo como forno; todos os soberbos, e todos os que cometem perversidade, serão como o restolho; o dia que vem os abrasará, diz o Senhor dos Exércitos, de sorte que não lhes deixará nem raiz, nem ramo.... E pisareis os ímpios porque se farão cinzas debaixo das plantas de vossos pés naquele dia que prepararei, diz o Senhor dos Exércitos." Malaquias 4:1, 3.

As Escrituras Sagradas não ensinam que haverá um "inferno" a arder eternamente, ou "Ge-Hinnom", no qual, segundo alguns religionistas mal-informados, os ímpios se contorcerão em constante e consciente tormento por toda eternidade. Tal doutrina monstruosa está em completo desacordo com o caráter do Deus de Israel, e não tem base na Escritura Sagrada. Porém, a Palavra de Deus ensina que os ímpios que persistem em recusar-se a arrepender-se dos seus maus caminhos rejeitando Seu oferecimento de perdão e reconciliação, serão completamente destruídos e queimados, sendo como se nunca tivessem existido. Salmo 37:10, 20.

8. Após a destruição do pecado e dos pecadores, o reino de Deus - a "restauração de tudo, da qual Deus tem falado pela boca de todos os Seus santos profetas, desde o princípio'' (Atos dos Apóstolos 3:21), - será estabelecido na Terra. Será "o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo". S. Mateus 25:34. Esta restauração se tornou possível pelo Messias que veio "buscar e salvar o que se havia perdido". Ver Lucas 19:10. Pagando a penalidade da transgressão do homem, Yeshua, o Messias, arrancou este mundo da usurpação de Satanás, que o reclamava como seu, O supremo sacrifício de Messias reconquistou para. o homem seu perdido domínio sobre este inundo - o domínio que Adão perdeu em conseqüência de sua desobediência.

Através de toda a trágica história do pecado, Deus prometeu, por intermédio de Seus santos profetas, reintegrar o Seu povo na posse eterna da Terra. O fiel Abraão, que em vida "residiu na terra da promessa, como em país estranho, habitando em tendas", teve a promessa de que ele e a sua posteridade possuiriam toda a terra que via, olhando em todas as direções. Gênesis 13:14, 15. Em Romanos 4:13, consta que esse território prometido abrangia o mundo inteiro. Os fiéis de todos os tempos e de todas as nações, que mediante a fé no Messias, se tornaram parte do verdadeiro Israel de Deus, são incluídos nessa promessa. Ver Gálatas 3:'29, Hebreus 11.13, 16.

9. É significativo que a Bíblia abre e fecha com a descrição de um mundo novamente criado e sem pecado. O primeiro capitulo relata a criação original, ao passo que o último capítulo pinta o quadro do mundo restaurado à perfeição edênica. Essa restauração foi prometida pelo Senhor através de Seu profeta:

- "Eis que Eu crio novos céus e nova Terra, e não haverá lembrança do anterior, nem mais se recordará." Isaías 65:17 (H). O profeta judeu João declara:

- "Vi um novo céu e uma nova Terra. Porque já o primeiro céu e a primeira Terra passaram, e o mar já não existe.... Eis que faço novas todas as coisas." (Ver Apocalipse 21:1, 5) Reparemos que Deus não diz que fará todas coisas novas, mas que fará "novas todas as coisas". Isto quer dizer que, quando todos os vestígios do pecado tiverem sido eliminados, pelos fogos purificadores dos últimos dias, Deus não criará um novo mundo, mas renovará e restaurará completamente este mundo atual, para sua glória e beleza primitivas.

Através dos séculos, grandes homens de letras têm escrito sobre o lar eterno do homem - a Terra feita nova. John Milton, o grande poeta, escreveu:

"Incendiar-se-á o mundo, e de suas cinzas surgirão Novo céu e nova Terra em que habitarão os justos. E após todas suas longas tribulações, verão dias áureos."

10. A mais vívida imaginação não pode, nem remotamente, descrever a transcendente glória da Terra feita nova. Diz o profeta: "Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano, o que Deus tem preparado para aqueles que O amam.'' I Coríntios 2:9; Isaías 64:3. A nova Terra será um mundo real com pessoas reais. Livre de todo embaraço do pecado, será indescritivelmente belo. "Então os olhos dos cegos serão abertos, e os ouvidos dos surdos serão desobstruídos. Então os coxos saltarão como cervos, e a língua dos mudos cantará." Isaías 35:5, 6 (J).

Na nova Terra, os remidos de Deus fruirão o vigor da juventude eterna. Tendo de novo acesso à árvore da vida (Apocalipse 22:14), serão livres para sempre das fraquezas físicas e das enfermidades da velhice. "Morador nenhum dirá: Enfermo estou." Isaías 33:24 (J). Investidos da imortalidade, corpo glorioso "conforme o Seu [de Cristo]". (Filipenses 3:21), os remidos gozarão uma vida eterna, comparável à vida de Deus. E os iônios de sua rejubilante existência serão sem conta como os grãos de areia em todas as praias.

Será que lá havemos de reconhecer os nossos queridos, nossos amigos? A Bíblia nos assegura de que será preservada a identidade de cada qual. Lemos: "Agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face, agora conheço em parte; mas então conhecerei, como também eu sou conhecido." I Coríntios 13:12.

"O amor e a simpatia que o próprio Deus implantou na alma, encontrarão ali o mais verdadeiro e mais suave exercício. A pura comunhão com seres santos, a vida social harmoniosa com os bem-aventurados anjos e com os fiéis de todos os tempos, que lavaram suas vestes e as branquearam no sangue do Cordeiro [o Messias], os sagrados laços que reúnem 'toda a família nos Céus e na Terra' [Efésìos 3:15] - tudo isto concorre para constituir a felicidade dos remidos." - E. G. White: O Conflito dos Séculos, pág. 677.

11. Visto como os justos de todas as épocas habitarão juntos na nova Terra, poderá alguém perguntar se haverá espaço para todos. Não nos é permitido conjeturar acerca dessa importante questão. Afirma o relato inspirado:

-"E vi um novo céu e uma nova Terra.... E o mar já não existe." Apocalipse 21:1. Quatro quintos da superfície da Terra são hoje cobertos de imensos reservatórios de água - os oceanos e mares. Na Terra renovada, essas grandes massas de água terão cedido lugar a lindas paisagens, bordadas de majestosas árvores e entremeadas de belos lagos. A Bíblia nos informa que "águas arrebentarão no deserto e ribeiros no ermo''. Isaías 35:6 (H). Como resultado de semelhante irrigação por mananciais constantes, "a glória do Líbano se lhe dará". Versículo 2 (H).

Desaparecidos os ilimitados oceanos, e já inexistentes os abrasados areais do deserto, com os ermos e selvas florescendo "como a rosa", e possuindo "a glória do Líbano", que encanto e beleza terá a nova Terra! Imagine, se possível, um mundo com um clima balsâmico e estável o ano todo, com cedros altaneiros, vegetação luxuriante e árvores frutíferas, flores perfumosas de todos os matizes e descrições, a crescerem junto a correntes resplandecentes serpenteando através de uma paisagem marchetada de flores, e o ar ecoando os cânticos melodiosos e felizes dos pássaros entoando louvores ao Criador! O mundo inteiro será um vasto cenário de beleza e deleite insuperáveis, e com espaço suficiente para todos, até de sobejo! Sim, prezado leitor, haverá bastante lugar para todos!

12. A vasta maioria dos habitantes da Terra não possui lar próprio; na nova Terra, porém, cada um dos remidos possuirá uma morada que, comparada com o mais soberbo palácio dos maiores potentados da Terra na atualidade, parecerá uma insignificância. Não era do plano de Deus que o homem vivesse em grandes cidades congestionadas. Ele colocou o primeiro homem num jardim, ao ar livre, e assim será outra vez. Lemos:

-"Edificarão casas e nelas habitarão; e plantarão vinhas, e comerão o seu fruto. Não edificarão para que outros habitem, não plantarão para que outros comam; porque a longevidade do Meu povo será como a da árvore, e os Meus eleitos desfrutarão de todas as obras das suas próprias mãos." Isaías 65.21, 22 (H). Ali não haverá hipotecas, credores e devedores; a mão cruel da morte não cortará os sonhos dourados do homem de um lar; todos os desejos legítimos serão abundantemente satisfeitos na terra dos eleitos de Deus.

"Na Bíblia a herança dos salvos é chamada um país: (Hebreus 11:14-16). Ali o Pastor celestial conduz o Seu rebanho às fontes de águas vivas... Existem torrentes sempre a fluir, cristalinas, ladeadas de árvores ondeantes projetando sua sombra para as veredas que foram preparadas para os remidos dos Senhor. Ali as extensas planícies avultam em colinas de beleza, e as montanhas de Deus erguem seus altivos píncaros. Nessas planícies pacíficas, ao lado daquelas correntes vivas, o povo de Deus, durante tanto tempo peregrino e errante, encontrará um lar." - E. G. White: O Conflito dos Séculos, pág. 765.

13. Os privilegiados habitantes da Nova Terra fruirão para sempre as bênçãos de paz e segurança. Diz o profeta: "Meu povo habitará em morada de paz, e em habitações seguras, e em tranqüilos lugares de descanso." Isaías 32:18 (H). Nada haverá lá que cause perturbação, desapontamento ou tristeza, porque "Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas." Apocalipse 21:4.

Naquela terra formosa não haverá opressores nem oprimidos; nem tiranos, nem ditadores, nem violência, assassínios ou prisões; nada de germes transportadores de moléstias, nem hospitais, nem cortejos fúnebres, nem cemitérios ou sepulturas. Temor não haverá na Nova Terra, pois nada haverá ali para atemorizar alguém. Lemos: ''Não farão mal nem dano em todo o Meu santo monte, diz o Senhor." Isaías 65:25 (J). Os animais do campo e da floresta estarão ali, mas com natureza transformada. Não serão carnívoros, pois lemos:

- "E morará o lobo com o cordeiro, e o leopardo com o cabrito se deitará, e o bezerro, e o filho do leão e a nédia ovelha viverão juntos e um menino pequeno os guiará.... e o leão comerá palha como o boi." Isaías 11:6, 7. Não haverá pragas a combater, como agora, e a terra produzirá com abundância seus preciosos frutos.

14. A Cidade Santa, a Nova Jerusalém, que de Deus descerá do céu, será a capital da nova Terra. Apocalipse 21:2, 3. A Terra, que Satanás, mediante o pecado, se empenhou em afastar para sempre de Deus - este planeta onde o Príncipe dos sofredores sangrou e morreu, tornar-se-á o local de habitação de nosso Deus, e Jerusalém será para sempre "a cidade do grande Rei". Salmo 48.3 (J).

O Senhor prometeu isso a nossos pais, há muito:

- Eis que Eu crio céus novos e uma nova Terra: e os anteriores não serão lembrados, nem mais se recordarão. Mas vós folgareis e exultareis perpetuamente naquilo que Eu crio; parque eis que crio Jerusalém uma alegria, e o seu povo um prazer. E folgarei em Jerusalém, e exultarei no Meu povo, e nunca mais se ouvirá nela voz de choro, nem voz de clamor." Isaías 65:17-19 (H).

As dimensões da Nova Jerusalém, conforme dadas em Apocalipse 21:16, são aproximadamente 500 quilômetros de comprimento por 500 quilômetros de largura - área um pouco maior do que a superfície do Estado de São Paulo. Terá muros de jaspe de ofuscante esplendor, e seus doze fundamentos são "adornados de toda sorte de pedras preciosas" e doze sólidos portões, cada qual composta de "uma pérola". Suas majestosas avenidas são pavimentadas de "ouro puro, como vidro transparente". A árvore da vida, com suas doze variedades de frutos, o glorioso trono de Deus, do qual procede um rio de água pura e cristalina, o rio da vida - tudo ali estará para deleitar os sentidos dos redimidos. Apocalipse 21:1-27; 22:1, 2. Visto como os redimidos são co-herdeiros do Messias, a cidade será sua propriedade, e "desde uma lua nova até à outra, e desde um sábado ao outro, virá toda a carne a adorar perante Mim, diz o Senhor". Isaías 66:23 (J). Disse o Senhor: "Bem-aventurados aqueles que guardam os Seus mandamentos, para que tenham direito à árvore da vida, e possam entrar na cidade pelas portas." Apocalipse 22:14.

15. Atividade é a lei da vida. Quando Deus designou a Adão a tarefa de cuidar e lavrar o jardim do Éden, este serviço se destinava a ser uma bênção. Somente ao exercitar as faculdades que Deus lhe concedeu, é que o homem descobre o maior prazer de sua existência. Através dos séculos incessantes da eternidade, os remidos terão ampla oportunidade de desenvolver todas as capacidades e talentos que Deus lhes deu. O químico poderá desenterrar os mistérios dos elementos, e o músico deliciar-se-á com as sinfonias expressivas da celestial harmonia e júbilo. Uma consagrada autora bem o disse:

"Ali, mentes imortais contemplarão com deleite infalível as maravilhas do poder criador, os mistérios do amor que redime. Não haverá nenhum inimigo cruel, enganador, para tentar-nos ao esquecimento de Deus. Todas as faculdades serão desenvolvidas, todas as capacidades ampliadas. A aquisição de conhecimentos não fatigará a mente, nem esgotará as energias. Ali, os mais grandiosos empreendimentos poderão ser realizados, alcançadas as mais elevadas aspirações, as mais altas ambições; e surgirão ainda novas alturas a conquistar, novas maravilhas a admirar, novas verdades a compreender, novos objetivos a aguçar as faculdades do espírito, da mente e do corpo.

"Todos os tesouros do Universo estarão abertos ao estudo dos remidos de Deus. Livres da mortalidade, alçarão vôo incansável para distantes mundos, - mundos que fremiram de tristeza ante o espetáculo da desgraça humana, e ressoaram com cânticos de alegria ao saber das novas de uma alma resgatada. Com indizível deleite, as crianças da Terra compartilham da alegria e sabedoria de seres não caídos. Participam dos tesouros de sabedoria e entendimento adquiridos no correr dos séculos após séculos, na contemplação da obra de Deus. Com visão desanuviada olham para a glória da Criação, - sóis, estrelas e sistemas planetários, todos a circular na ordem que lhes foi designada, em redor do trono da Divindade. Em todas as coisas, do mínimo ao maior, se acha inscrito o nome do Criador, e em todas se manifestam as riquezas do Seu poder.

"E ao transcorrerem os anos da eternidade, trarão mais e mais abundantes e gloriosas revelações de Deus e de Cristo. Assim como o conhecimento é progressivo, também o amor, a reverência e a felicidade aumentarão. Quanto mais aprendem os homens a respeito de Deus, tanto maior será a sua admiração ante o Seu caráter. A medida que Jesus (Yeshua) revela-lhes as riquezas da redenção e os estupendos feitos no grande conflito com Satanás, a alma dos resgatados fremirá com mais fervorosa devoção, e com mais arrebatadora alegria dedilharão as harpas de ouro; e milhares de milhares, e milhões de milhões de vozes se unem para avolumar o potente coro de louvor....

"O grande conflito terminou. Pecado e pecadores não mais existem. O Universo inteiro está purificado. Uma única palpitação de harmonioso júbilo vibra por toda a vasta criação. DAquele que tudo criou, emanam vida, luz e alegria por todos os domínios do espaço infinito. Desde o minúsculo átomo até ao maior dos mundos, todas as coisas, animadas e inanimadas, em sua serena beleza e perfeito gozo, declaram que Deus é amor." - O Conflito dos Séculos, págs. 677, 678.

16. Conta-se que uma princesa armênia foi capturada por Ciro, e conforme a lei dos medos e persas, ela foi condenada à morte. Seu noivo, um príncipe armênio, ao ter notícia disso, rendeu-se voluntariamente e, apresentando-se a Ciro para morrer em lugar da princesa. Comovido por esse amor do príncipe, Ciro concedeu liberdade a ambos - ao príncipe e sua noiva. Houve então um banquete em honra desse casal - banquete ao qual foram convidados muitos dignitários da terra. Um dos nobres presentes perguntou à princesa que fato mais a impressionara nessa reunião. Olhando amorosamente para o príncipe, ela respondeu:

- A face daquele que se prontificou para morrer a fim de que eu vivesse.

E qual pensais vós, prezado leitor, será a maior atração dos remidos na Nova Terra? Serão seus lares palaciais, ou as ruas de ouro da Nova Jerusalém? Por certo que não! O centro de atração será Aquele que esteve disposto a morrer a fim de que eles vivessem. "Verão o Seu rosto", diz o profeta, em Apocalipse 22:4. Ao contemplarem esse lindo rosto, tão benigno e irradiando amor, os remidos dedilharão suas harpas de ouro com mais enlevada alegria, e com mais fervorosa gratidão, cantarão:

- "Digno és ... porque foste morto, e com o Teu sangue compraste para Deus homens de toda a tribo, e língua, e povo, e nação." Apocalipse 5:9.

Que grande emoção irão sentir ao ouvir as reais boas-vindas do Messias:

"Vinde, benditos de Meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo." S. Mateus 25:34.

17. Anos atrás foram postos a venda, uma casa e dois lotes de terreno em Signal Hill, próximo de Long Beach, na Califórnia, pela modesta soma de 1.500 dólares. Entre os possíveis compradores havia um casal. Gostaram de tudo na propriedade, menos o inconveniente de terem que galgar uma colina para chegarem à casa. E o casal resolveu investir seu dinheiro em outra coisa.

Não passou muito tempo quando foi descoberto que havia óleo naqueles dois lotes cujo valor então saltou para dois milhões de dólares! Se aquele casal se conformasse a sofrer o pequeno inconveniente de subir a colina, teria adquirido uma propriedade valendo uma fortuna de dois milhões de dólares.

18. Lares infinitamente mais belos estão agora sendo preparados para os filhos de Deus. Falando daquele lugar de suprema glória e plena alegria, diz o Messias:

- "Na casa de Meu Pai há muitas moradas.... Vou preparar-vos lugar. E, se Eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para Mim mesmo, para que onde Eu estiver, estejais vós também.'' S. João 14:2, 3. Não podeis vós, com os olhos de fé, discernir a Casa do Pai, as portas da cidade além, acenando-vos? Além daqueles portais de pérola acham-se as "moradas de paz, lugares tranqüilos de descanso" de que fala o profeta (saías, em 32:18 (H). As glórias daquelas benditas moradas excederão infinitamente as mais acalentadas esperanças e os mais audaciosos planos. Esta perspectiva de um verdadeiro lar na Ordem do Novo Mundo de Deus deve ter especial atração para nós que fomos peregrinos sem pátria por tanto tempo. A preciosa promessa é essa:

- "Se quiserdes e obedecerdes, comereis o bem desta terra.'' (saías 1:19 (J). Possais vós aceitar o gracioso convite oferecido e unir-vos aos eleitos de Deus de todas as nações, em seu triunfal cortejo àquela Jerusalém celestial cujo Arquiteto e Edificador é Deus - àquela cidade celestial que nosso pai Abraão vislumbrou a distância! Hebreus 11:10.

 

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