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Monte Sinai

 
34 - Como Punirá os Ímpios, o Deus de Abraão

 

 

 

1. NUM JORNAL POPULAR metropolitano, apareceu a gravura de um comerciante no ato de espalhar as cinzas de um amigo morto, do alto de um dos arranha-céus da cidade. Quando entrevistado por um repórter que lhe perguntou o motivo de seu estranho procedimento, ele respondeu que era ateu e seu intento era tornar público por essa maneira sensacional que não acreditava na ressurreição dos mortos, nem na vida futura, nem no juízo vindouro. Disse ainda que seu desejo era transmitir a todos a idéia de que não existe futura recompensa para os justos, nem futura punição para os ímpios. ''A morte", disse ele, "é o termo da estrada, o destino final que traz consigo o completo alívio a todos, aos bons assim como aos maus."

Esta visão fria, triste e desoladora é mantida por muitos descrentes, e por céticos e agnósticos em geral. Tal teoria faz revoltar o senso de justiça que Deus implantou no coração humano, pois pretende colocar os justos e os ímpios na mesma categoria, submetendo-os ao mesmo cruel destino - a extinção eterna. Se fosse verdade, essa doutrina animaria os ímpios a lançar fora todas as restrições e assim encher a Terra de ainda maior corrupção e violência do que já existe.

2. Não tenhais dúvida! Deus realmente faz diferença entre o bem e o mal, entre o nobre e o vil, entre os que O servem e os que não O servem. Que o destino dessas duas classes é vastamente diferente, é muito acentuado nas Sagradas Escrituras, onde lemos:

- "Então vereis outra vez a diferença entre o justo e o ímpio; entre o que serve a Deus, e o que O não serve." Malaquias 3:18 (H). A palavra ''então", nesta passagem, aponta para o dia do juízo, quando todos, tanto os bons como os maus, receberão sua recompensa. "Não erreis: Deus não Se deixa escarnecer: porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará." Gálatas 6:7. Aqui está declarada uma das básicas, inexoráveis leis da vida - a de causa e efeito. No grande dia da recompensação final, quando homens e mulheres ceifarão a inevitável seara da semeadura de sua vida, reconhecerão a veracidade dessa passagem.

Por outro lado, há pessoas de certas convicções religiosas que vão ao extremo oposto nesta questão. Queriam levar-nos a crer que algures, debaixo da terra ou no espaço, Deus mantém um enorme caldeirão de fogo líquido - a que deram uma variedade de nomes, como Geena, Inferno, etc., no qual os ímpios hão de ser torturados e atormentados pelos séculos intermináveis da eternidade! As opiniões variam quanto a localização, extensão e natureza do inferno. Muitas lendas mórbidas e lúgubres são correntes, tanto entre os judeus como entre os gentios, que pintam esse crepitante inferno nas mais sombrias e fantasmagóricas cores. Diz ele: "Esse fogo é sessenta vezes mais quente que qualquer fogo terrestre. (Ber. 57b)." - The Jewish Encyclopedia, vol. 5, pág. 582, art. 'Gehenna'.

3. Não querendo aceitar tão revoltante doutrina, muitos volveram costas à religião, desgostosos e aborrecidos, pensando erroneamente que esses dogmas são ensinados na Bíblia. A teoria de um inferno ardendo eternamente não tem fundamento algum nas Escrituras. É uma caluniosa, blasfema e falsa representação de nosso Criador, um vil exemplo de deturpação da imagem de Deus, pois atribui ao justo, amoroso e misericordioso Deus de Abraão, as vis características de Satanás! Pinta a Deus como se fosse completamente destituído até de piedade humana, pois nenhum ser humano normal teria prazer em prolongar a agonia mortal, nem mesmo de um irracional!

Esse ensinamento não-bíblico viola também todo princípio de equidade e justiça. Pois, se Deus condenasse os ímpios a tormento eterno por pecados cometidos durante um breve período de vida, isto seria contrário aos mais elementares conceitos de justiça, os quais requerem que a punição seja aplicada em proporção à transgressão. Não existe na Bíblia nenhuma passagem que confirmasse esse monstruoso ensinamento, em vez, há provas abundantes nas Escrituras de que a punição dos ímpios será proporcional à sua culpa e nada mais. Como já foi dito, "tudo o que o homem semear, isso também ceifará".

 

A Ressurreição Deve Acontecer Primeiro

4. Um estudo objetivo das Escrituras torna bem claro que tanto o galardão dos justos como a punição dos ímpios estão no porvir. Não há na Bíblia nenhuma passagem que confirmasse a crença de que os justos mortos, ou os ímpios mortos estejam agora recebendo sua recompensa ou punição; ou que agora existam lugares como a Geena, o Limbo, Inferno ou Purgatório em qualquer parte do Universo imenso de Deus. A Bíblia é muito explícita e positiva no seu ensinamento de que os mortos jazem ainda na sepultura, e que "não sabem de nada". Eclesiastes 9:5 (J). Que os ímpios repousam ainda na sepultura é claramente ensinado nas seguintes passagens:

- "Ali (na sepultura) os ímpios cessam de perturbar; e os cansados repousam. Ali os presos juntamente repousam e não ouvem a voz do exator; ali está o pequeno e o grande, e o servo fica livre de seu senhor." Jó 3:17-19 (H). É evidente que antes que as recompensas ou as punições possam ser conferidas, deve haver a ressurreição tanto dos justos como dos ímpios.

Quando o Messias esteve aqui na Terra, há quase dois mil anos, foi certa vez entrevistado por um grupo de religionistas chamados Saduceus. Esses rejeitaram a doutrina bíblica de uma ressurreição literal dos mortos, e procuravam ridicularizar esses ensinamentos. Buscando uma controvérsia com Yeshua sobre este assunto, serviramse de uma engenhosa ilustração com o propósito de aparecer ridícula essa verdade bíblica. Em resposta, Jesus citou os escritos. de Moisés, em que o saduceus professavam crer. Disse Ele:

- "Que os mortos hão de ressuscitar, também o mostrou Moisés junto da sarça, quando chama ao Senhor de Abraão, e Deus de Isaque, e Deus de Jacó. Ora, Deus não é Deus de mortos, mas de vivos; porque para Ele vivem todos.'' S. Lucas 20:37-38.

A certeza da ressurreição é acentuada repetidamente através das Escrituras hebraicas. Abraão, Jó, e Davi - com efeito, todo o povo de Deus através dos séculos - aguardavam o dia da ressurreição dos mortos como a consumação de todas as suas esperanças. Consta das Escrituras que Abraão "esperava a cidade... da qual o artífice e construtor é Deus". Hebreus 11:10. Declarou Jó:

- "Eu sei que o meu Redentor vive, e no último dia Ele Se levantará sobre o pó (da terra); e depois de consumida a minha pele, ainda em minha carne verei a Deus. Vê-Lo-ei por mim mesmo, e os meus olhos, e não outros O verão." Jó 19:25, 26 (H). Davi se expressou a Deus nestas palavras: "Quando acordar, eu me satisfarei com a Tua semelhança." Salmo 17:15 (J).

5. A ressurreição dos justos e a dos ímpios, no entanto, são dois acontecimentos distintos e separados. Citamos as próprias palavras do Messias:

- "Não vos maravilheis disto; porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a Sua voz (do Messias). E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal para a ressurreição da condenação." S. João 5: 28-29. Esta distinção entre as duas ressurreições é confirmada pelo Messias nos seguintes versículos:

- "Quando deres um banquete, convida os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos; e serás bem-aventurado, pelo fato de não terem eles com que recompensar-te; a tua recompensa, porém, tu a receberás na ressurreição dos justos." S. Lucas 14:13, 14.

 

Os Justos Mortos Ressuscitam Primeiro

6. A primeira ressurreição é a dos mortos justos e acontecerá na segunda vinda do Messias. Citamos:

- "Porque o mesmo Senhor descerá do céu, com alarido e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo, ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles, nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor. Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras." I Tessalonicenses 4:16-18 (Gr.).

Assim, quando da segunda vinda do Messias, os justos mortos e os justos que ainda estiverem vivos nessa ocasião, serão arrebatados conjuntamente, ao encontro de seu Senhor nos ares. Revestidos de imortalidade, ascenderão com o seu Senhor rumo do Céu, onde no decorrer dos mil anos subseqüentes examinarão os registros dos ímpios e ajudarão em determinar o grau de punição a lhes ser infligida. Apocalipse 20:4, 12.

O que sucederá aos ímpios vivos quando da segunda vinda do Messias? Somos informados de que serão destruídos ''pelo esplendor da Sua vinda". II Tessalonicenses 2:7, 8, e Sofonias 1:2, 3. Conjuntamente com os ímpios mortos de todos os séculos passados, continuarão mortos na Terra desolada por mil anos aguardando sua punição, preservados "para o dia da destruição". Já 21:28-32 (H). Este assunto é apresentado em pormenores na Lição 33, intitulada: "O Futuro Revelado Para Mil Anos por Profetas Judeus."

7. Ao fim dos mil anos, a Cidade de Deus, a Nova Jerusalém, descerá juntamente com os justos, à Terra. É então que todos os ímpios irão ressurgir para receber sua justa retribuição. Satanás comandará então a vasta hoste dos ímpios ressurretos sob sua bandeira, e porão cerco à cidade celestial num derradeiro esforço de reaver o domínio deste mundo. Fogo de Deus descerá então do céu e os devorará. Apocalipse 20:9.

O calor desse fogo excederá em muito ao da bomba de hidrogênio, pois lemos:

- "Os céus e a Terra que agora existem, pela mesma palavra são guardados, reservados para o fogo, até o dia do juízo e a perdição dos homens ímpios.... Mas o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; no qual os céus passarão com grande estrondo e os elementos se desfarão abrasados ardendo, também a Terra, e as obras que nela há, se queimarão.... Aguardando e apressando-vos para a vinda do dia de Deus, em que os céus, incendiados serão desfeitos, e os elementos abrasados se derreterão." II S. Pedro 3:7, 10, 12.

De acordo com essa passagens, não só os elementos "abrasados se desfarão", mas a própria atmosfera incandescerá e se dissolverá. Assim o mundo todo se transformará num lago de fogo, no qual Satanás e todos os impenitentes finalmente serão lançados para receber sua punição. Apocalipse 2010, 15. Esta destruição dos ímpios é chamada nas Escrituras de "segunda morte". Apocalipse 21:8.

 

Por Quanto Tempo Arderão os Ímpios?

8. A extensão do tempo em que os ímpios arderão nesse passageiro "lago de fogo" será em proporção à sua culpa. Isso terá sido determinado pelo Messias e os remidos durante o exame de mil anos dos seus registros. Estrita justiça será feita, pois os ímpios serão "julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras". Apocalipse 20:12. Ver também Salmo 7:17; Obadias 15; Isaías 3:11. Alguns serão destruídos num momento, enquanto outros sofrerão por mais tempo. A punição de Satanás será a mais severa, porque é ele o autor e instigador de todo pecado. Entretanto, mais cedo ou mais tarde, todos os ímpios, "raiz e ramo", perecerão naquele lago de fogo - Satanás sendo a raiz e seus seguidores os ramos. Não haverá um inferno ardendo eternamente a perpetuar o pecado e o sofrimento dos ímpios. Deus não manterá nenhum local especial de punição em operação eterna, a fim de os torturar. A finalidade de sua destruição é acentuada em muitas passagens da Escritura. Citamos:

- "Pois eis que vem o dia ardendo como fornalha; e todos os soberbos e todos os que cometem perversidade, serão como restolho; e o dia que vem os abrasará, diz o Senhor dos exércitos, de sorte que não lhes deixará nem raiz nem ramo. Malaquias 4:1.

Segundo esta passagem, o efeito desse fogo será ''queimá-los'. Quando uma coisa está queimada, nada fica senão cinzas, e assim sucederá aos ímpios. "Serão cinzas debaixo das solas dos seus pés, no dia que Eu prepararei, diz o Senhor dos exércitos." Malaquias 3:21 (H).

- "Serão como se nunca tivessem sido", diz Obadias 16 (H). Diz-nos Davi:

"Porque os malfeitores serão exterminados, mas os que esperam no Senhor herdarão a Terra. Mais um pouco de tempo e já não existirá o ímpio; procurarás o seu lugar, e não o acharás." Salmo 37:9, 10 (H).

Em várias passagens da Escritura, os ímpios são comparados às substâncias mais combustíveis, tais como gordura, palha, feno e pez. Citamos:

- "Os ímpios perecerão, e os inimigos do Senhor serão como a gordura dos cordeiros; desaparecerão, e em fumo se desfarão." Salmo 37:20 (H). Esta passagem e muitas outras, que poderiam ser citadas se o espaço o permitisse, ensinam que a punição dos ímpios será a destruição - total, final e eterna. Não serão sujeitos a um tormento eterno, mas a eternal destruição. O "lago de fogo" não terá o propósito de causar tortura sem fim, mas sim o de destruir, consumir e extinguir totalmente os ímpios. Cumprido este propósito, o fogo se apagará. Esse mesmo fogo também purificará a Terra de toda mancha do pecado e preparará o caminho do estabelecimento do novo céu e a nova Terra em que habitará a justiça.

 

A "Estranha Obra" de Deus

9. A última manifestação de Deus em relação aos ímpios é denominada, na Escritura, "Sua estranha obra", "Seu estranho ato". Isaías 28.21 (H). O Deus de Abraão é um Deus de amor, destruir é para Ele, na verdade, um ato estranho. Citamos mais:

- "Vivo Eu, diz o Senhor Deus, que não tenho prazer na morte do ímpio, mas em que o ímpio se converta do seu caminho e viva.'' Ezequiel 33:11.

Entretanto, o Senhor não pode assumir uma atitude "laissez faire" para com a miséria e desgraça que, em resultado da transgressão de Sua lei, encheu a Terra nos 6.000 anos passados. Não pode Ele ficar indiferente às muitas tristezas que o pecado acarretou à raça humana. Sua justiça requer que Ele trate com o pecado e a impiedade. Seu caráter justo, divino e perfeito constrange-O a erradicar e destruir o pecado para sempre. Se o pecador se recusa a abandonar seus pecados, só resta a Deus uma única coisa a fazer - ou seja, destruir e erradicar ambos, o pecador e seus pecados. Para ilustrar:

Faz algum tempo, um homem comprou alguns peixes tropicais, tão-somente para descobrir que havia entre eles dois "assassinos" que causaram muita devastação no tanque; os dois peixes assassinos foram postos num aquário separado. Não demorou muito que se tornou evidente que ambos tinham tendência à destruição mútua. Para preservar-lhes a vida e ao mesmo tempo proteger os demais peixes, foi preciso colocar cada um deles em aquário separado.

À luz desta ilustração, fica evidente por que razão um Deus justo e compassivo deve finalmente destruir os que persistem na impenitência. Não podem os ímpios ser transpostos num planeta separado, pois em breve, tal qual aqueles peixes assassinos no aquário, procurariam destruir-se mutuamente. Colocá-los, um por um, num mundo separado, por certo não contribuiria para sua felicidade; ia apenas perpetuar o pecado com todas as suas terríveis conseqüências. Portanto, não será somente um ato de justiça se Deus extinguir os ímpios da existência, porém um de misericórdia para com os próprios ímpios. Perpetuar o sofrimento dos ímpios num Geena, como há quem ensine, seria perpetuar o próprio pecado. A "segunda morte'', portanto, é justa e eficiente, e está de acordo com o restante das Escrituras que ensinam que "o salário do pecado é a morte'', não miséria eterna e consciente. Romanos 6:23; também Ezequiel 18:4, 20.

 

Explicação de Alguns Textos Mal-Compreendidos

10. Os defensores da crença num inferno sempre ardente, citam algumas bem conhecidas e repetidas passagens da Escritura, para comprovar o seu ponto-de-vista. Analisaremos alguns desses textos mal compreendidos, conforme segue:

- "... sofrerão penalidade de eterna destruição, banidos da face do Senhor e da glória do Seu poder.'' II Tessalonicenses 1:9.

"Irão estes para o castigo eterno, porém os justos para a vida eterna.'' S. Mateus 25.46. Reparemos a força dessas expressões. O primeiro texto ensina que a "destruição" dos ímpios será "eterna", e o outro texto afirma que o "castigo'' será "eterno''. Quer dizer que não haverá recuperação. Essas passagens não ensinam que o tormento seja eterno, mas sim, a destruição e o castigo serão eternos em seus efeitos. A terminologia usada não é o ato eterno de punir, mas mas sim "eterna punição". Qual será a punição do pecado? A Bíblia diz: MORTE! Romanos 6:23. A "segunda morte'' será de fato eterna em sua duração - isto é, morte eterna.

11. Em S. Mateus 3:12 lemos. "A Sua pá Ele a tem na mão e limpará completamente a sua eira; recolherá o seu trigo no celeiro, mas queimará a palha em fogo inextinguível."

Mas porventura o "fogo inextinguível" arderá para sempre? Em Jeremias 17:27 (H) lemos a advertência de Deus a Israel, dizendo:

- "Se não me ouvirdes, e por isso não santificardes o dia de sábado, e carregardes alguma carga, quando entrardes pelas portas de Jerusalém no dia de sábado, então acenderei fogo nas suas portas, o qual consumirá os palácios de Jerusalém, e não se apagará."

A História registra o fato que Jerusalém foi incendiada quando o rei Nabucodonosor tomou a cidade, e outra vez, quando Tito a destruiu, em 70 A.D. Em ambas as ocasiões, o fogo não pôde ser dominado e não se apagou enquanto não completou a obra que lhe foi designada. Quando terminara a obra, apagou-se. E assim se dará com os ímpios. Nenhum corpo de bombeiros poderá extinguir o fogo que os queimará. Só depois que cada um deles for totalmente consumido, é que o fogo cessará de arder; aí, então, se extinguirá!

12. Alguns insistem alegando que, em S. Mateus 25:41, a Bíblia fala em "fogo eterno". O que devemos entender pela frase bíblica "fogo eterno"? Deixaremos que a própria Bíblia dê a interpretação.

Em S. Judas 7, lemos que as duas cidades, Sodoma e Gomorra, sofreram a "pena do fogo eterno". Diz mais que a destruição dessas duas cidades foi posta como exemplo do que seria o destino dos ímpios no final. Estão as cidades de Sodoma e Gomorra ainda ardendo? Claro que não. Em II S. Pedro 2:6 consta que essas duas cidades foram reduzidas "a cinzas", o que quer dizer que foram completamente aniquiladas, extintas da existência, "tornando-as em exemplo aos que vivessem impiamente". Sabe-se que no próprio local onde se achava outrora essas duas cidades ímpias, o Mar Morto encapelado transborda. O fogo que as consumia, era de fato eterno em seu efeito. Assim será também com os ímpios, pois eles também serão queimados e reduzidos a cinzas, e "serão como se nunca tivessem sido". Ver Malaquias 3:21 e Obadias 16.

13. "Mas" objetará alguém "que dizer da expressão em Apocalipse 14:11 falando do 'fumo do seu tormento que sobe para todo o sempre'?'' A idéia transmitida é evidente. É da natureza do fumo subir e então desaparecer. Salmo 37:20 (J). O Ser Infinito emprega essa simples ilustração para advertir o homem da impendente condenação que o espera se persistir em desacatar mensagens vindas do Céu com o propósito de salvá-lo.

14. Ainda em Apocalipse 20:10 lemos: "E o diabo que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre,... e serão atormentados de dia e de noite para todo o sempre." As próprias Escrituras definem o sentido da expressão .,para sempre". Lemos em I Samuel 1:22 que Ana, mãe do profeta Samuel, disse ao esposo que ela não tornaria a subir até Siló para ali adorar, antes que a criança, Samuel, fosse desmamado. "Então o levarei, para que apareça diante do Senhor, e lá fique para sempre." A que espaço de tempo referia-se ela quando disse "para sempre"? Lemos no versículo 28 do mesmo capítulo que ela "o entregou ao Senhor por todos os dias que viver.''

O sentido da expressão "para sempre", nas Escrituras, é determinado por seu contexto. Se o termo se aplica a Deus, ele significa "sem fim", pois a existência de Deus é sem fim; se, porém, "para sempre'' se aplica ao homem, então quer dizer "pelo tempo que o homem viver''.

 

O Amor de Deus Salva o Pecador

15. Há os que pregam a existência de um inferno eternamente ardendo, para deter, como dizem, os ímpios de sua impiedade. Porém, o Deus de Abraão não salva ao homem ou à mulher por meio do temor e ameaças; Ele os salva por amor. É o amor de Deus que nos leva ao arrependimento. Romanos 2:4. Ao contemplarmos nosso bendito Messias, o paciente Sofredor, pendente entre o céu e a terra, mãos e pés dilacerados, o corpo sangrando pela cruel flagelação - e ao ouvirmos Sua oração ao morrer, em favor dos Seus desalmados perseguidores, dizendo: "Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem" - então somos levados a exclamar: "Vede, quão grande caridade nos tem concedido o Pai!" I S. João 3:1. Foi Seu amor pelo gênero humano que levou o Pai a entregar o Messias como nosso Substituto e Corbã, para que nos fosse poupada a condenação e penalidade que nossa transgressão da lei imutável de Deus requer. Lemos:

"Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo aquele que nEle crê, não pereça, mas tenha a vida eterna." S. João 3:16.

16. Quando a grande ponte Golden Gate (Califórnia), de 35 milhões de dólares, estava sendo feita, estenderam sob a construção uma rede de segurança que custou aproximadamente 100 mil dólares. Alguém, referindo-se a essa rede de segurança, observou que, se ela salvasse apenas uma unica vida, seu custo era um bom investimento.

Dando ao mundo Seu próprio Filho, o Deus de Abraão, a um preço infinito de Si mesmo, Ele proveu uma rede salvadora da raça humana. Mesmo que somente uma única pessoa fosse salva por ela da eterna destruição. O Messias não deixaria de sofrer a cruel, ignominiosa e agoniante morte na cruz. Que grande valor desse sacrifício cabe a cada um de nós! Considere, pois, quão precioso é, cada qual, à vista do Céu!

Sim, o Céu fez tudo que podia fazer para salvar o pecador da condenação. Deus não deseja a qualquer um que pereça, mas é contrário ao Seu caráter forçar o pecador a obedecer à Sua lei. Deus adverte, persuade e convida amorosamente o pecador, mas não o compele a obediência. Os que forem destruídos pelo fogo no último dia, apenas colherão o fruto da sua própria escolha deliberada. Desprezando o amor de Deus, contraem sobre si mesmos a mais pesada de todas as penalidades - a eterna separação dAquele que é infinito em bondade, compaixão e indizível amor.

17. Que enorme diferença haverá entre o destino destes e o daqueles que aceitam a misericórdia oferecida do Céu! Não é de admirar que, quando Balaão contemplou em visão os remidos revestidos de imortalidade e os viu regozijando-se nas imarcessiveis glórias da Terra renovada, ele teve ímpeto de exclamar: "Morra eu da morte dos justos, e seja o meu fim como o deles." Números 23:10 (H).

Diz-nos a Bíblia: "Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam.'' I Coríntios 2:9; Isaías 64:4. Plenitude de alegria aguarda aos remidos, pois Deus limpará de seus olhos toda lágrima. Apocalipse 21:3, 4. Fugirão a tristeza e o suspiro. Isaías 35:10. Não haverá inferno sempre ardente a afligir o coração do povo de Deus. Terá terminado para sempre a tragédia do pecado. O Universo inteiro estará purificado. Um só pulso de alegria palpitará através da vasta criação, e todos os seres inteligentes, juntamente com a natureza inanimada, testificará que Deus é amor.

Então, prezado leitor, não queres tomar a decisão de, com a ajuda de Deus, estar também entre a multidão regozijante dos remidos, que unirá suas vozes ditosas em adoração e louvor àquele de quem se dirá: "Justos e verdadeiros são os Vossos caminhos, ó Rei dos santos!'' Apocalipse 15:1

 

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