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Monte Sinai

 
28 - Quartel General do Universo revelado a Moisés

 

 

 

1. OS AVANÇADOS princípios higiênicos e sanitários praticados pelo antigo Israel sob a liderança de Moisés têm sido uma fonte de admiração da moderna ciência médica. O acampamento de Israel observava escrupulosamente as leis de higiene e sanidade durante sua peregrinação no deserto. Nem o mínimo sinal de contaminação era discernível em qualquer parte. Os sacerdotes de Israel eram divinamente instruídos para diagnosticar doenças e deter sua difusão. Nenhuma doença contagiosa era tolerada dentro do acampamento. Isto era especialmente aplicável à lepra. Se um israelita estava acometido desta doença temida, ele era declarado tame' - impuro - e posto em quarentena até que os sacerdotes o considerassem completamente curado. Ver Levítico 13:44-46.

Esta ordenança concernente à lepra estava designada a ensinar aos israelitas uma lição ilustrativa de profunda importância espiritual. A lepra é referida na Escritura como um símbolo do pecado. Assim como a lepra teria contaminado o acampamento do antigo Israel, também o pecado, que é a transgressão da lei de Deus, contamina o nosso mundo de hoje, causando infindável sofrimento, miséria e morte. Como a lepra, o pecado deve ser extirpado se quisermos prevenir sua difusão e reincidência.

É isto precisamente o que o Deus de Abraão dispôs-Se a realizar pelo Seu maravilhoso plano de salvação. A Bíblia começa e termina com a descrição de um mundo sem nenhuma mancha do pecado. É-nos assegurado nas Escrituras Sagradas que não está distante o tempo quando o pecado e os pecadores deixarão de existir e todo o Universo será impoluto.

2. O método de Deus para livrar o mundo da lepra do pecado foi revelado a Moisés no monte Sinai. Por 40 dias, esse líder de Israel, chamado por divina inspiração, comunicou-se com Deus no monte. Êxodo 24:18. Durante todo esse período, o idoso líder não comeu nem bebeu. Êxodo 34:28. Ao fim de sua longa comunhão, Deus disse a Moisés:

- "E Me farão um santuário, para que Eu possa habitar no meio deles. Segundo a tudo o que Eu te mostrar para modelo do tabernáculo, e para modelo de todos os seus móveis, assim mesmo o fareis.... E verificarão que tudo fosse feito conforme o modelo que te fora mostrado no monte.'' Êxodo 25:8, 9:40 (H).

Disto sabemos que, enquanto Moisés comungava com Deus no monte Sinai, lhe foi mostrado o Santuário de Deus no Céu, a cujo respeito mais será dito posteriormente. Ele foi instruído a construir o tabernáculo terrestre segundo o "modelo mostrado" a ele no monte. Moisés executou fielmente esta instrução em todos os pormenores conforme registrado em Êxodo 36 a 39. O registro declara que:

- "De acordo com tudo que o Senhor ordenara a Moisés, os filhos de Israel fizeram toda obra. E Moisés viu então toda a obra e eis que a tinham feito conforme o Senhor havia ordenado assim a fizeram: e Moisés os abençoou." Êxodo 39:42, 43 (H).

3. Esse Tabernáculo ou Santuário, conhecido como mishkan qodesh, era uma estrutura portátil de cerca de 55 pés de comprimento de 18 pés de largura e de altura. As paredes consistiam de tábuas eretas de acácia durável revestidas de ouro. O forro e as cortinas eram formados de "fino linho, retorcido, estofo azul, púrpura e escarlate; com querubins de obra artística". Êxodo 36:8, 14, 19 (H). Esse forro era coberto com três outras cortinas - peles de carneiro, de cabra, tintas de vermelho, e pêlos de texugos - para assegurar completa proteção.

O Tabernáculo foi dividido em dois compartimentos. O primeiro era chamado qodesh (lugar santo), e o segundo era chamado qodesh gadashim (lugar santíssimo ou sacrossanto). Uma rica e bela cortina chamada paroketh - feita de esplêndido estofo azul, púrpura e escarlate - separava os dois compartimentos. Sobre esta cortina ou véu, suspensas em pilares dourados, estavam figuras de anjos artisticamente bordadas com fios de prata e ouro.

"A tenda sagrada ficava encerrada em um espaço descoberto chamado pátio, que estava rodeado de cortinas ou anteparos, de linho fino, suspensos de colunas de cobre. A entrada a este recinto ficava na extremidade oriental. Era fechado com cortinas de custoso material e bela confecção.... Sendo os anteparos do pátio apenas da metade da altura das paredes do Tabernáculo aproximadamente, o edifício podia ser perfeitamente visto pelo povo do lado de fora - E. G. White, Patriarcas e Profetas, págs. 357, 358.

Dentro do pátio e perto da entrada, encontrava-se o altar de bronze das ofertas queimadas (mizbach ha-'olah). Entre este e a porta do Tabernáculo havia um lavatório no qual os sacerdotes lavavam as mãos e pés antes de oferecerem uma oferta queimada ou antes de entrarem no sagrado Tabernáculo.

4. No primeiro compartimento do Santuário estava o castiçal de sete lâmpadas (menorah), que alumiava dia e noite, pois não havia janelas na estrutura. No lado do norte da sala estava a mesa dos pães de proposição (shulchan lehem ha-panim), sobre a qual eram colocados os filões de pães frescos todos os sábados. Os pães velhos removidos aos sábados eram comidos pelos sacerdotes. Em frente do véu que separava o lugar santo do sacrossanto estava o altar de ouro do incenso (Mizbach haqetoreh). O fogo sobre este altar era sagrado, tendo sido aceso pelo próprio Deus. O sacerdote oferecia incenso sobre esse altar toda manhã e noite, e a fragrância do seu incenso ascendia ao céu juntamente com as preces dos filhos de Israel.

5. "Além do véu interior estava o sacrossanto (qodesh qadashim) onde estava centralizado o serviço simbólico da expiação e intercessão, e o que formava o elo entre o Céu e a Terra. Neste compartimento estava a arca (ha-'aron), uma caixa de madeira de acácia, revestida de ouro por dentro e por fora, e tendo uma coroa de ouro no topo. Fora feita para nela serem depositadas as tábuas de pedra sobre as quais o próprio Deus inscrevera os Dez Mandamentos. Daí foi ela chamada a arca do testamento de Deus, ou a arca da aliança, visto que os Dez Mandamentos eram a base da aliança feita entre Deus e Israel.

"A cobertura da caixa sagrada chamava-se propiciatório. Este era feito de uma peça inteiriça de ouro, e encimado por querubins do mesmo metal, ficando um de cada lado.... Acima do propiciatório estava o Shekinah, manifestação da presença divina; e dentre os querubins Deus tornava conhecida a Sua vontade.

"A lei de Deus, encerrada na arca, era a grande regra da justiça e juízo. Aquela lei sentenciava a morte ao transgressor; mas acima da lei estava o propiciatório, sobre o qual se revelava a presença de Deus, e do qual em virtude da obra expiatória, se concedia o perdão ao pecador arrependido.

"Nenhuma linguagem pode descrever a glória do cenário apresentado dentro do santuário - as paredes chapeadas de ouro que refletiam a luz do áureo castiçal, os brilhantes matizes das cortinas ricamente bordadas com seus resplendentes anjos, a mesa e o altar de incenso, brilhante pelo ouro; além do segundo véu a arca sagrada, com seus querubins místicos, e acima dela o santo Shekinah, a manifestação visível da presença de Jeová; tudo não era senão um pálido reflexo dos esplendores do templo de Deus no Céu, o grande centro da obra pela redenção do homem." - E. G. White, Patriarcas e Profetas, págs. 360, 361.

6. "O ministério do Santuário consistia de duas divisões, um diário e outro anual. O serviço diário era desempenhado no altar das ofertas queimadas (mizbach ha-'olah) no pátio do tabernáculo, e no lugar santo; ao passo que o serviço anual foi realizado no santíssimo.

... O serviço diário consistia no sacrifício de oferta queimado matinal e noturno, na oferta de incenso suave (qetoreh hasammim) no altar de ouro, e nas ofertas especiais por pecados individuais. E havia também ofertas por sábados, luas novas, e solenidades especiais...

"As horas designadas para o sacrifício matinal e o noturno eram consideradas sagradas e passaram a ser observadas como sendo á hora reservada de adoração por toda a nação judaica. E ainda mais tarde, quando os judeus foram dispersos como cativos em terras distantes, nessas horas eles voltavam seus rostos para Jerusalém e apresentavam suas petições ao Deus de Israel...

7. "A parte mais importante do ministério diário era o serviço realizado em prol do indivíduo. O pecador arrependido trouxe a sua oferta à porta do Tabernáculo e, colocando sua mão na cabeça da vítima (animal, ave), confessou seus pecados, transferindo-os assim, figurativamente, de si para o sacrifício inocente. Então, pela sua própria mão, foi morto o animal, e seu sangue levado pelo sacerdote ao lugar santo e aspergido diante do véu, atrás do qual estava a arca que continha a lei que o pecador tinha transgredido. Por esta cerimônia, mediante o sangue, o pecado era figurativamente transferido ao Santuário. Em alguns casos, o sangue não foi levado ao lugar santo, mas então a carne deveria ser comida pelo sacerdote, conforme Moisés instruíra os filhos de Arão dizendo 'Deus a deu a vós para que levásseis a iniqüidade da congregação'. Ambas as cerimônias igualmente simbolizavam a transferência do pecado do penitente ao Santuário.

"Era assim o trabalho que prosseguia dia após dia, durante o ano todo. Sendo transferidos assim os pecados de Israel ao Santuário, os lugares santos ficaram contaminados, e tornou-se necessário um serviço para a remoção dos pecados. Deus ordenou que uma expiação fosse feita por cada um dos sagrados compartimentos e pelo altar, a fim de purificar e santificá-los livres da impureza dos filhos de Israel."

8. Essa purificação anual do, Santuário era realizada pelo Sumo Sacerdote (ha-koheli ha-gadol) - no décimo dia de Tishri, o sétimo mês judaico. Esse era conhecido com Yom Kippur - o dia da Expiação (Yom ha-Kippurim, abreviado para Yom Kippur posteriormente). Os serviços realizados nesse dia eram considerados como os mais solenes e sagrados do ano, pois envolviam o destino de todos os israelitas. Yom Kippur era observado como um Sábado de descanso, um dia de profundo exame do coração: "Porque qualquer alma que não se afligir nesse dia, será afastada do seu povo", diz a Escritura em Levítico 23:29.

"O sério caráter imprimido nesse dia, desde o tempo de sua instituição, tem sido preservado até os dias de hoje. Não importa quanto mais tenha caído em desuso, o conceito desse dia tem tão forte influência sobre a consciência judaica que não há judeu, a não ser que se tenha separado completamente da sinagoga, deixará de observar o Dia da Expiação, descansando de seus afazeres cotidianos e assistindo ao culto na sinagoga. Com poucas exceções, até as sinagogas reformadas mantêm um culto contínuo ao longo de todo o dia." - The Jewish Encyclopedia, vol. 2, pág. 288, col. 2, art. ''Atonement, Day of".

9. A parte mais importante do serviço era a apresentação de dois cabritos supridos pela congregação. Esses bodes eram levados à porta do Santuário, onde sorte era lançada sobre eles para decidir qual seria o bode do Senhor (ha-gorai la-YHWH), e qual seria o bode por Azazel (ha-gorai Ia-'Aza' zel). Levítico 16:7, 8.

O sumo sacerdote matava então o bode do Senhor. Tomando um pouco do seu sangue num vaso, ele passava pelo véu interior e entrava no lugar sacrossanto onde estava a arca da aliança que continha os Dez Mandamentos. Molhando seu dedo no sangue do bode, ele aspergia-o sete vezes diante do propiciatório que era a cobertura da arca. Verso 15. Abaixo do propiciatório estavam as duas tábuas de pedra sobre as quais Deus com Seu próprio dedo havia escrito os Dez Mandamentos. Foi porque esses Dez Mandamentos haviam sido quebrados pelo homem que se fez necessário o derramamento do sangue expiatório.

Retornando ao primeiro compartimento, o sumo sacerdote tocava as pontas do altar com o sangue do bode do Senhor e desta maneira levava. a efeito as seguintes instruções que lhe foram dadas pelo Senhor:

- "Assim fará (o sumo sacerdote) expiação pelo santuário, por causa da impureza dos filhos de Israel, e por causa de suas transgressões em todos os seus pecados: e assim fará pelo tabernáculo da congregação que permanecerá entre eles no meio de sua impureza." Verso 16 (H).

10. A seguinte parte do serviço centralizava-se no bode expiatório, o bode para Azazel. Após completar o serviço no tabernáculo, o sumo sacerdote saía para o pátio, portando agora simbolicamente, em sua pessoa, todos os pecados de Israel que haviam sido confessados. e arrependidos ao longo do ano e que, figurativamente, haviam sido transferidos ao santuário. O bode vivo, de Azazel, era levado à frente do sacerdote que então executava a seguinte instrução:

- Arão porá ambas as mãos sobre a cabeça do bode vivo, e sobre ele confessará todas as iniqüidades dos filhos de Israel, todas as suas transgressões em todos os seus pecados, pondo-os sobre a cabeça do

bode, e envia-lo-á ao deserto pela mão de um homem disposto para isso; e o bode levará sobre si todas as suas iniqüidades para uma terra desabitada: e ele soltará o bode no deserto.

11. Retornando ao lugar santo do tabernáculo o sumo sacerdote lavava-se e vestia vestimentas. Saindo para o pátio desempenhava mais algumas funções que encerravam as solenidades do dia. Esse serviço era repetido anualmente, pois está escrito:

- "Isto vos será por estatuto perpétuo, para fazer expiação pelos filhos de Israel por todos os seus pecados uma vez por ano." Verso 34 (H).

12. A estas alturas, o leitor sem dúvida se perguntará sobre o significado dos serviços do Yom Kippur. O santuário terrestre e seu ritual servia "de imagem e sombra das coisas celestiais" (Hebreus 8:5) e era uma representação em miniatura da obra mediatória levada a efeito em benefício do homem no santuário celestial.

A Bíblia revela que há um semelhante santuário ou templo no Céu, pois está escrito:

- "Ele [Deus] do alto do Seu santuário, desde os Céus, baixou vistas à "terra." Salmo 102:20 (J). "O Senhor está no Seu santo templo; o Senhor tem o Seu trono nos Céus." Salmo 11:4 (H).

Durante sua comunhão de 40 dias com Deus no monte, Moisés teve uma visão do Santuário celestial, o grande original, do  qual o terreno "era uma imagem para o tempo então presente". Hebreus 9:9. Ele foi instruído a construir o santuário terrestre todos os seus pertences segundo o "padrão" que lhe foi mostrado no monte. Citamos:

- "Vê, pois que tudo faças segundo o modelo que te foi mostrado no monte." Êxodo 25:40 (H). Ver também o verso 9.

13. A rotina diária dos serviços sacerdotais no santuário terrestre - o oferecimento de sacrifícios, a obra mediatória dos sacerdotes em benefício de pecadores penitentes; o sumo sacerdote e seu trabalho de

purificação do santuário no Yom Kippur, a aniquilação dos pecados nesse dia, etc. etc. eram todos tipos e sombras da verdadeira obra mediatória que está se realizando no santuário celestial em benefício dos pecadores arrependidos. Citamos:

- "Ora, o essencial das coisas que temos dito, é que possuímos tal sumo sacerdote que Se assentou à destra do trono da Majestade nos Céus, como ministro do santuário e do verdadeiro tabernáculo que o Senhor erigiu, não o homem." Hebreus 8:1, 2.

"Quando, porém, veio o Messias como sumo sacerdote dos bens já realizados, me diante o maior e mais perfeito tabernáculo, não feito por mãos, isto é, não desta criação, nem por meio de sangue de bodes e bezerros, mas pelo Seu próprio sangue, entrou no Santo dos Santos, uma vez por todas, tendo obtido eterna redenção (para nós)." Hebreus 9:11, 12 (Gr.).

14. Moisés não foi o único que viu o Santuário ou Templo original no Céu. Lemos na Bíblia que João, um dos doze discípulos mais destacados do Messias, viu em visão "o santuário que se encontra no Céu" (Apocalipse 14:17), que é chamado também "o santuário do tabernáculo do testemunho no Céu". (Apocalipse 15:17). Em Apocalipse 4:5, lemos que ele viu o menorah ou castiçal e as "sete tochas de fogo acesas diante do trono". Ele também viu um anjo "com um incensário de ouro, e foi-lhe dado muito incenso para oferecê-lo com as orações de todos os santos sobre o altar de ouro que se achava diante do trono". Apocalipse 8:3.

15. Dessas passagens torna-se evidente que João viu o primeiro compartimento do santuário celestial, pois que o menorah e o altar de ouro de incenso estavam entre os artigos do mobiliário encontrados no primeiro compartimento do santuário terrestre. Mas João também teve permissão para olhar além do véu ao sacrossanto, pois lemos:

- "Abriu-se, então, o santuário de Deus no Céu, e foi vista a arca da aliança do Seu testamento, no Seu santuário." Apocalipse 11:19. A arca da aliança, às vezes chamada a arca do testemunho ('aron ha-'eduth), no santuário terrestre, era uma imagem do original no Céu. Essa arca sagrada era guardada no segundo compartimento, ou o sacrossanto. É, portanto, evidente que, quando João viu a arca do santuário celestial, ele estava contemplando seu segundo compartimento, ou seja, o sacrossanto.

16. Os serviços sacerdotais no santuário terrestre finalmente não mais foram necessários. Quando Jesus, o Messias, como o Cordeiro de Deus antitípico, morreu na cruz pelos pecados do mundo, no meio da tarde daquela sexta-feira inesquecível, 14 de Nisan de 31 E.C., os preparativos para a morte dos cordeiros sacrificais haviam sido feitos e havia chegado o momento de ser morto o cordeiro do diário sacrifício da tarde, aconteceu isto no Templo:

- "Eis que o véu do santuário se rasgou em duas partes, de alto a baixo: tremeu a terra, renderam-se as rochas." Mateus 27:51.

O véu referido aqui era o véu interior (paroketh) que separava o lugar santo do sacrossanto do santuário terrestre. Ele estava rasgado "de alto a baixo", indicando que uma mão divina o havia feito. Expondo assim o sacrossanto, Deus manifestou que os serviços cerimoniais típicos do santuário terrestre haviam cumprido seu propósito e que os serviços no santuário celestial iriam começar. Lemos:

- "Pois o Messias não entrou em santuários feitos por mãos, imagens dos verdadeiros; porém no próprio Céu, para comparecer agora, por nós, diante de Deus." Hebreus 9:24 (Gr.).

17. No santuário terrestre, os serviços sacerdotais realizados ao longo do ano eram conduzidos no pátio e no primeiro compartimento, ou lugar santo do tabernáculo. Sendo que tais serviços eram um "exemplo" e "sombra" do grande original no Céu, o ministério sacerdotal do Messias, nosso Sumo Sacerdote, segundo a ordem de Melchizedek (Salmo 110:1-4; Zacarias 6.13, (saías 53:12), começou no primeiro compartimento do santuário celestial logo após Ele ter-Se erguido da tumba, subido ao Céu, e tomado Sua posição à mão direita de Deus no Céu. Foi lá que João O viu, conforme registrado em Apocalipse 1:12-20.

Nos serviços do santuário terrestre, os pecados confessados do povo eram transferidos simbolicamente ao lugar santo por meio do sangue derramado dos sacrifícios de animais. De igual maneira, nossos pecados dos quais nos temos arrependido e que temos confessado, são transferidos de fato ao santuário celestial por meio do sangue expiatório do Messias.

18. Os pecados confessados do Israel arrependido permaneceram registrados, como, foram, no santuário mosaico até o Dia da Expiação. Naquele dia o sumo sacerdote, pela primeira e única vez no ano, entrava no lugar sacrossanto com o sangue do bode do Senhor e o aspergia sobre e diante do propiciatório, o que significava que todos os pecados confessados foram expiados e figurativamente perdoados e removidos do santuário, purificando-o de todo pecado. De maneira semelhante, os pecados confessados dos penitentes que são de fato transferidos ao santuário celestial, deviam permanecer registrados ali até o Yom Kippur antitípico, e então apagados para sempre, pelo sangue derramado do Messias, assim purificando o santuário celestial. Esse Dia da Expiação antitípico começou no outono de 1844, conforme será exposto na Lição 30 que tem por título: "O que aconteceu no Yom Kippur de 1844?" Desde 1844, Yeshua, o nosso Sumo Sacerdote, tem prosseguido com Seu ministério intercessório final no Qodesh Qadashim (o Sacrossanto) do Santuário celestial.

19. Antigamente, no santuário terrestre, o sumo sacerdote completava seu serviço expiatório no Yom Kippur e então saía, portando figurativamente, em sua pessoa, todos os pecados do Israel penitente. Ele colocou, simbolicamente aqueles pecados sobre a cabeça do bode vivo - o de Azazel - que então era levado ao deserto. (O nome "Azazel" é um nome próprio que se refere a Satanás, o autor e instigador do pecado.)

De maneira semelhante, quando Jesus, o Sumo Sacerdote por excelência do Santuário celestial, tiver concluído Sua obra intercessória acima, Ele depositará de fato os pecados confessados e perdoados dos justos sobre a cabeça de Azazel antitípico, ou Satanás, que é o instigador daqueles pecados. Satanás será então confinado a esta Terra que ficará desolada e desabitada durante 1.000 anos. Ao fim desse milênio, Satanás será destruído pelo fogo, como descrito em Ezequiel 28:16, 18, 19; Malaquias 3:19; e Apocalipse 20:9.

20. Ao terminar o serviço do Yom Kippur no santuário terrestre, o sumo sacerdote punha de lado suas vestes sacerdotais e vestia os majestosos trajes do Cohen haGadol e aparecia para abençoar a congregação expectante. De modo semelhante, Jesus, nosso Sumo Sacerdote, ao completar Sua obra intercessória final no sacrossanto do Santuário celestial, vestirá Seu paramento real e então retornará a este mundo como "Rei dos reis e Senhor dos senhores" (Apocalipse 19:16) para dar ao verdadeiro Israel de Deus o reino prometido a Adão, Abraão, Isaque e Jacó. Mateus 25:34. 21. A obra expiatória obra em andamento no Santuário celestial pela raça humana está prestes a ser completada. Quando terminar, será tarde demais procurar depois o perdão do pecado. A voz suplicante do Espírito Santo a qual tem sido persistentemente silenciada pelos ímpios, deixará de suplicar. O caráter e destinos de todos serão então definitivamente fixados; e o solene decreto do Céu proclamado: "Continue o injusto fazendo injustiça, continue o imundo ainda

sendo imundo; o justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se." Apocalipse 22:11.

22. Um dia um leproso, um israelita, veio a Yeshua. A doença estava em seus últimos estágios e o sofredor era um espetáculo repugnante de ver. Em seu completo desamparo, ele caiu aos pés do Messias, dizendo: "Senhor, se quiseres, Tu podes purifica-me. E Yeshua, estendendo-lhe a mão, tocou-o, dizendo: Quero ! fica limpo! E imediatamente ele ficou limpo da sua lepra." Mateus 8:1, 2 (Gr.). Comentando sobre esse impressionante milagre de cura, uma conhecida escritora observa:

"Em alguns casos de cura, Jesus não concedeu logo a bênção buscada. Porém, no caso da lepra, assim que o apelo foi proferido, ele foi atendido. Quando nós oramos pedindo bênçãos terrenas, a resposta pode demorar, ou Deus determinar coisa diferente do que a pedida, mas isto não acontece quando rogamos que nos livrasse do pecado. É a Sua vontade de nos purificar do pecado, de tornar-nos Seus filhos e capacitar-nos a viver em consagração." - E. G. White, O Desejado de Todas as Nações, pág. 193.

23. Meu querido amigo judeu, você gostaria de ser purificado da lepra do pecado? Amor infinito está à espera de poder satisfazer o seu desejo no instante em que você pedir. Sua graciosa promessa sendo:

- "Ainda que os vossos pecados são como o escarlate, eles se tornarão brancos como a neve, ainda que são vermelhos como o carmesim, se tornarão como a lã." (saías 1:18 (J).

- "Buscai o Senhor enquanto se pode achar, invocai-O enquanto está perto. Deixe o perverso o seu caminho, o iníquo os seus pensamentos; converta-se ao Senhor que Se compadecerá dele, e volte-se para o nosso Deus, porque é rico em perdoar." Isaías 55:6, 7 (J).

"Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça." I João 1:9.

 

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