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Monte Sinai

 
30 - Yom Kippur de 1844, um Dia do Destino

 

 

 

1. YOM KIPPUR! - que tempo do ano, para exame do coração e da consciência! Nenhum outro dia enche o coração do judeu crente com tanta solenidade e reverência, como o faz esse décimo dia de Tishri. Um judeu pode negligenciar a observância do sábado e pode ser indiferente a outros yomim tovim religiosos - dias santos - mas não ousa desconsiderar o dia sobre o qual é dito: "No Yom Kippur sereis selados." Não haverá alguma profunda verdade incorporada nesse décimo dia do sétimo mês - Tishri - que tanto as Escrituras quanto a tradição ligam com o grande Yom ha-Din (Dia do Juízo)?

2. Que Deus designou um tempo específico em que esse juízo deve começar, é claramente ensinado nas Escrituras:

- "Deus julgará o justo e o perverso; pois há tempo para todo propósito e para toda obra.'' Eclesiastes 3.17 (H).

"Ele [Deus] estabeleceu um dia, em que há de julgar o mundo com justiça." Atos 17:31.

Dessas passagens aprendemos que Deus designou um tempo definido - um dia - em que o juízo deve começar. Isto foi revelado ao profeta Daniel e está registrado no oitavo capítulo do seu livro. Usando certos animais simbólicos para representar reinos, Deus revelou-lhe alguns dos grandes acontecimentos históricos, que deveria se passar desde seus dias, quando a Medo-Pérsia dominava o mundo, até o encerramento da história terrestre.

3. Nessa visão profética, o profeta viu um carneiro com dois chifres e um bode com um chifre proeminente entre os olhos. O bode veio do ocidente e atacou o carneiro com fúria, quebrando-lhe os dois chifres, lançou-o por terra e pisoteou-o. Tendo derrotado o carneiro, o bode tornou-se muito grande.

Em breve, porém, seu grande chifre foi quebrado, e em seu lugar surgiram quatro chifres. Dentre esses quatro chifres ''saiu um chifre pequeno e se tornou muito forte". Esse pequeno chifre "engrandeceu-se até ao príncipe do exército" (Sar ha-tsabah), e destruiu "os poderosos e o povo santo''. Daniel 8:11, 24 (H).

Ademais, quando Daniel viu que esse pequeno chifre perseguia o povo de Deus, ouviu um ser celestial que perguntou: ''Até quando durará a visão do cotidiano sacrifício e da transgressão desoladora, visão na qual era entregue o santuário e o exército, a fim de serem pisados?" Verso 13 (heb.). A esta pergunta, outro ser celestial chamado Palmoni respondeu: "Até duas mil e trezentas tardes e manhãs [isto é, dias, como em Gênesis 1:5, 8, 13, etc.]; e o santuário será purificado." Daniel 8.14 (H).

4. Buscando Daniel o significado desta visão, ouviu um ser poderoso e de grande autoridade dizer ao altamente exaltado anjo Gabriel:

- "Gabriel, dá a entender a este homem a visão.'' Verso 16 (H). O anjo então aproximou-se de Daniel e disse:

- "Aquele carneiro que viste com dois chifres é o rei da Média e da Pérsia; mas o bode peludo é o rei da Grécia; o chifre grande entre os seus olhos e o primeiro rei, o ter sido quebrado, levantando-se quatro em lugar dele, significa que quatro reinos se levantarão deste povo, mas não com força igual à que ele tinha. Mas, no fim do seu reinado, quando os prevaricadores acabarem, levantar-se-á um rei de feroz catadura e entendido em intrigas.... Levantar-se-á contra o Príncipe dos príncipes, mas será quebrado sem esforço de mãos humanas." Daniel 8:20-23, 25 (heb.).

5. A história testifica a exatidão desta profecia. O carneiro simbolizando a Medo-Pérsia foi realmente derrotado pelo notável chifre do bode, que foi Alexandre o Grande, o primeiro rei e fundador do Império Grego em 331 A.E.C. Após a prematura morte de Alexandre, causada por uma bebedeira em 323 A.E.C., seus quatro generais dividiram o império em quatro reinos. Cassandro governou a Macedônia e reivindicou autoridade sobre a Grécia; Lisímaco manteve a Trácia e a parte ocidental da Ásia Menor; Seleuco Nicator governou a Síria e os países a oriente do Indo; e Ptolomeu manteve domínio sobre o Egito. Após penetrar nesses domínios dos quatro chifres a partir de 168 A.E.C., as legiões de Roma - simbolizadas pelo rei do chifre pequeno de feroz catadura (versos 9, 10, 23, 24) - ocuparam a Síria e a Judéia em 64 e 63 A.E.C.) e tornou-as parte do Império Romano.

Roma se transformou num poder cruel e perseguidor. Foi o governador Pôncio Pilatos que entregou à crucifixão o "Príncipe dos príncipes", que não era outro senão o Messias. As Escrituras referem-se a Ele como "Príncipe e Salvador", "Príncipe dos reis da Terra". Atos 5:31; Apocalipse 1:5.

A revelação dos sofrimentos do Messias e a impiedosa matança de milhares dos filhos de Deus por esse poder perseguidor, afetou de tal modo o profeta Daniel que ele desfaleceu e esteve "enfermo alguns dias". Daniel 8:27 (H).

6. Após recuperar-se de sua enfermidade, Daniel procurou compreender a porção de profecia que Gabriel havia deixado de explicar - o período de 2.300 dias (versos 14 e 26). O profeta orou por iluminação celeste, e seu apelo ansioso foi imediatamente atendido. O anjo Gabriel foi comissionado a voar rapidamente ao "mui amado" profeta com esta garantia:

- "Agora saí para fazer-te entender o sentido.... Considera, pois, a coisa, e entende a visão." Daniel 9:22-23 (H).

A que visão estava Gabriel se referindo? A porção não explicada da profecia dos 2.300 dias dada na visão. Daniel 8:26. Continuando de onde havia interrompido (verso 26), o mensageiro celestial começou a desdobrar a Daniel esta profecia da Bíblia do mais longo tempo:

7.- "Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade para fazer cessar a transgressão, para dar fim aos pecados, para expiar a iniqüidade, para trazer a justiça eterna, para selar a visão e a profecia, e para ungir o Santo dos Santos." Daniel 9:24 (H).

A palavra hebraica traduzida como ''determinadas" é nechthak, forma passiva do verbo chathak que literalmente significa "tendo sido separado".

De que deveriam ser separadas as setenta semanas? Do período mais longo de 2.300 dias mencionado em Daniel 8:14, 26. Em profecia simbólica, um dia representa um ano. Números 14:34 e Ezequiel 4:6. Quando Jacó foi instado a cumprir outra "semana" por Raquel, a Bíblia informa que ele trabalhou mais sete anos por ela. Gênesis 29: 27. Yehoash, o bem conhecido autor e tradutor das Escrituras para o iídiche, verte essas semanas de Daniel 924 como "semanas de anos". Assim, os 2.300 dias proféticos de Daniel 8:14 representam 2.300 anos literais; enquanto as "setenta semanas" determinadas à nação judaica e "separadas" dos 2.300 anos, realmente são 70 semanas de anos consistindo de um total de 490 anos. Setenta semanas equivalem a 490 dias, e 490 dias proféticos equivalem a 490 anos literais. Subtraindo-se 490 anos de 2.300 anos, ficam 1.810 anos.

8. Sendo que o período de 490 anos constitui a primeira parte dos 2.300 anos, esses dois períodos de tempo profético começaram simultaneamente, vale dizer, tiveram início ao mesmo tempo. Se, portanto, pudermos ter certeza de quando começaram os 490 anos, teremos também de estabelecer o ponto de início do período de 2.300 anos, e dessa data podemos computar quando findaram.

Gabriel nos informa que o período de 490 anos começou "desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém". Daniel 9:25. E em Esdras 6:14, é-nos dito que essa restauração foi realizada como resultado da ordem (margem, decreto) de Ciro, e Dario, e Artaxerxes, rei da Pérsia. Ciro emitiu o decreto em 536 A.E.C.; Dario Histaspes reafirmou-o em 519 A.E.C., e Artaxerxes I tornou final o decreto em 457 A.E.C., concedendo aos judeus plena autonomia para completar a restauração e edificação de Jerusalém.

9. A exatidão dessa data - 457 A.E.C. - tem sido substanciada pela História, Cronologia e Astronomia. Sir Isaac Newton, matemático, cientista e astrônomo de renome, era também um diligente estudante da profecia bíblica, particularmente do livro de Daniel. Por meio de vários métodos matemáticos, Newton demonstrou a exatidão impecável desta profecia e de seu cumprimento.

Os Drs. S. H. Horn, e L. H. Wood, provaram, em seu livro The Cronology of Ezra 7 (A Cronologia de Esdras 7) - segunda edição revisada - que era correta a data, por meio de um papiro judaico com dupla datação, do quinto século A.E.C., recentemente trazido de Elefantina, no Egito, no qual as datas do calendário judaico e as datas do calendário egípcio correspondente são dadas no aramaico daquele tempo. Agora foi confirmado como fato histórico que o sétimo ano do reinado do rei Artaxerxes I (Longimano) da Pérsia estendeu-se de 1° de Tishri de 458 a 1 ° de Tishri de 457) A.E.C., segundo a contagem judaica (e 1 °de Nisan de 458 a 1 ° de Nisan de 457 segundo a contagem persa). Definitivamente, foi no outono de 457 A.E.C. que o famoso decreto histórico de Artaxerxes foi efetivado em Jerusalém. (A profecia dos 490 anos já foi analisada minuciosamente na Lição 20, com o título "A Profecia dos 490 anos".).

10. Tomando o ano 457 A.E.C. como o ponto de partida, podemos proceder ao estudo da profecia como explicada por Gabriel:

- "Sabe, e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até o Príncipe Messias (será) sete semanas; e sessenta e duas semanas; será restaurada e será reedificada, (com) uma larga estrada e circunvalações, e na aflição dos tempos. Depois das sessenta e duas semanas, será morto o Ungido, e não por Si mesmo; e o povo de um príncipe que há de vir, destruirá a cidade e o santuário; ... Ele fará firme aliança com muitos por uma semana; na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares." Daniel 9:25-27 (Heb.).

"A ordem para restaurar e para edificar Jerusalém", conforme já temos aprendido, entrou em vigor no outono de 457 A.E.C., após Esdras e seus companheiros de exílio terem chegado a Jerusalém, no primeiro dia do quinto mês (Ab) daquele ano. Daquele tempo até o advento do Messias o Príncipe, seriam sete semanas e sessenta e duas semanas, num total de 69 semanas proféticas, ou 483 anos literais. O decreto foi posto em vigor no outono de 457 A.E.C. Somando-se 483 anos ao outono de 457 A.E.C., chegamos ao outono de 27 E.C., o ano exato em que Jesus, o Messias, foi ungido pela descida do Espírito Santo, ao tempo em que foi imerso por João Batista (imersor) para iniciar Seu ministério messiânico. Atos 10:38. Isto é evidência indisputável de que Ele era o Messias prometido. A palavra Messias (Mashiach) no hebraico significa "O Ungido". Mateus 3:16-17.

11. Após a unção do Messias, ao final do período de 69 semanas ou 483 anos, ainda restava uma semana das 70 semanas (ou 490 anos) concedidas à nação judaica. Segundo Gabriel, alguns acontecimentos muito importantes deveriam suceder durante essa septuagésima e última semana daquele período. Citamos:

- "Ele fará firme aliança com muitos por uma semana; na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares." Daniel 9:27 (H). A "metade" ou "o meio" da semana de sete anos representa 3 anos e meio após seu início. O ministério público de Jesus, o Messias, durou exatamente 3 anos e meio - desde o tempo de Sua unção no outono de 27 E.C., até a Páscoa na primavera de 31 E.C. quando Ele morreu na cruz como nosso grande Substituto e Corbã, "traspassado pelas nossas transgressões", "moído pelas nossas iniqüidades". Isaias 53:6 (H).

Com a morte do Messias, o sistema sacrifical de Israel que apontava ao "Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo" (João 1:29) chegou a um fim. Quando Jesus morreu, "o véu do Templo se rasgou em duas partes, de alto a baixo" (Mateus 27:51), significando que os serviços do Templo haviam cumprido o propósito para o qual haviam sido divinamente designados. Assim, foi cumprida a profecia acima de que o Messias "será tirado", e ao fazê-lo, "Ele fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares".

12. Gabriel também declarou que o Messias faria aliança "com muitos por uma semana" (ou sete anos). Isto é exatamente o que Ele fez. Por três anos e meio, ministrou publicamente aos filhos de Israel, e os três anos e meio restantes dos últimos sete dos 490 anos destacados à nação judaica, foram totalmente devotados pelos Seus discípulos a Israel. Jesus os havia instruído: "Não tomeis rumo aos gentios, nem entreis em cidade de samaritanos; mas, de preferência, procurai as ovelhas perdidas da casa de Israel." Mateus 10:5, 6. Não foi senão até o apedrejamento de Estevão em Jerusalém no outono de 34 E.C., devido à sua fé no Messias, que a mensagem do Salvador crucificado e ressurreto, veio a ser proclamada tanto a judeus como a gentios. Atos 7:59, 60; e 8:1. Do outono de 457 A.E.C., ao outono de 34 E.C. são exatamente 490 anos!

Recorde-se de que o período de 490 anos foi "separado" dos 2.300 anos deixando um saldo de 1.810 anos. O período de 490 anos começou no outono de 457 A.E.C. e terminou no outono de 34 E.C. Adicionando-se 1.810 anos ao outono de 34 E.C., chega-se ao outono de 1844 E.C., quando a purificação do santuário deve iniciar-se em cumprimento do que a profecia dizia: "Até 2.300 tardes e manhãs (isto é, 'dias', como em Gênesis 1:5, 8, 13, etc.) e o santuário será purificado." Daniel 8:14 (H).

13. O que deve-se entender por purificação do santuário? No santuário terrestre, que consistia de dois compartimentos ou câmaras, os serviços sacerdotais eram realizados durante o ano somente no pátio e no primeiro compartimento. O sangue derramado dos animais sacrificados, expiando simbolicamente os pecados confessados de Israel, era aspergido diante do véu interior (paroketh) que separava o primeiro compartimento (qodesh) do segundo (qodesh qadashim). A transferência dos pecados confessados do povo para o lugar santo, pelo sacerdote, por meio do sangue derramado sacrificalmente, havia contaminado o santuário. Um serviço de purificação pelo santuário em benefício dos fiéis fazia-se necessário.

Na lição 28, com o título "O Quartel General do Universo Revelado a Moisés", foi assinalado que a purificação do santuário terrestre tinha lugar no Yom Kippur cada ano quando uma expiação era feita por todos os pecados que Israel havia cometido durante o ano e de que se arrependera. Levítico 16.33.

O Yom Kippur era, por assim dizer, o Dia do Juízo do ano, pois nesse dia, juízo era exercido, afetando a todo israelita. O Yom Kippur era o único dia do ano em que o sumo sacerdote entrava no segundo compartimento com o sangue do bode sacrifical (chamado literalmente ha-goral la-Yhwh, o bode para o Senhor) e aspergia o sangue expiatório sete vezes diante do propiciatório da arca sagrada (ha-kapporeth) e sobre o mesmo. Nessa arca estavam guardadas as duas tábuas de pedra, em que os Dez Mandamentos estavam indelevelmente gravados pelo dedo de Deus. Nesse dia - o Dia da Expiação - todos os pecados confessados de Israel, eram removidos do santuário e aniquilados, apagados. Esse serviço era chamado a purificação do santuário. Qualquer israelita que negligenciasse esta última oportunidade de arrepender-se de seus pecados, era eliminado, pois lemos:

- "Porque toda alma, que nesse dia se não afligir, será eliminada do seu povo." Levítico 23:29 (H).

14. O Tabernáculo ou Santuário terrestre era "uma parábola para a época então presente, no qual foram ofertados tanto donativos como sacrifícios, embora estes, no tocante à consciência, sejam ineficazes para aquele que presta culto.

- "E que não passam de ordenanças da carne, baseadas somente em comidas e bebidas e diversas abluções, impostas até ao tempo oportuno de reforma. Quando, porém, veio Cristo (o Messias) como sumo sacerdote dos bens já realizados, mediante o maior e mais perfeito tabernáculo, não feito por mãos, quer dizer, não desta criação, não por meio de sangue de bodes e de bezerros, mas pelo Seu próprio sangue, entrou no Santo dos Santos, uma vez por todas, tendo obtido eterna redenção para nós...

"Porque Cristo (o Messias) não entrou no santuário feito por mãos, imagem do verdadeiro, mas no Céu mesmo, para comparecer, agora, por nós, diante de Deus." Hebreus 9:9-12, 24.

- "Ora, o essencial das coisas que temos dito, é que possuímos tal sumo sacerdote que está assentado à destra do trono da Majestade nos Céus, como ministro do santuário e do verdadeiro Tabernáculo que o Senhor erigiu, não o homem.'' Hebreus 8:1-2. 15. Que purificação do santuário começou no Yom Kippur do ano 1844 E.C.? Certamente não o santuário terrestre em Jerusalém, pois esse não mais estava em existência. O ministério sacerdotal e a oferta de sacrifícios animais no santuário terrestre chegou a um completo fim quando os exércitos romanos, sob o comando de Tito, queimaram o Templo assim como a cidade de Jerusalém, em 70 E.C. O Templo e seus serviços nunca mais foram restaurados. Que santuário, então, começou a ser purificado em 1844 E.C.? O único santuário a que Gabriel poderia, possivelmente, fazer referência, era o santuário celestial.

16. Sendo que todos os serviços do santuário terrestre eram típica, cerimonial e simbolicamente "figura e sombra das coisas celestes" (Hebreus 8), segue-se que o santuário celestial deve igualmente ser purificado de pecado. De acordo com a profecia de Daniel 8:14, a purificação do santuário celestial começou no Yom Kippur no ano 1844 E.C. Nesse ano, o Yom Kippur caiu em 22 de outubro segundo a contagem caraíta. Q Yom Kippur antitípico, o verdadeiro Dia

do Juízo, tem estado em sessão desde então. Oferece à humanidade sua última oportunidade para arrepender-se de seus pecados, a fim de que o Messias, o verdadeiro Sumo Sacerdote agora intercedendo em seu favor no Sacrossanto do santuário celeste, possa para sempre apagar seus pecados.

17. Quando o Messias, nosso Cohen haGadol e Mediador concluir Seu ministério intercessório acima - talvez mais cedo do que imaginamos - então a graciosa oferta do Deus de misericórdia será retirada para sempre. Nessa ocasião, os habitantes deste mundo terão feito sua decisão final e irrevogável, contra ou a favor do governo de Deus. O caráter de todos - tanto justos quanto ímpios - em resultado de sua própria deliberada escolha, terá alcançado seu pleno desenvolvimento. O destino eterno de toda pessoa terá então sido inalteravelmente fixado, para bem ou para mal, e o decreto divino será então emitido:

- "Quem é injusto, faça injustiça ainda: e quem está imundo, se faça imundo ainda, e quem é justo, faça justiça ainda, e quem é santo, santifique-se ainda. Eis que cedo venho e está comigo a Minha recompensa, para retribuir a cada um segundo a sua obra.'' Apocalipse 22:11, 12.

18. Que solene pensamento! O Messias vem a próxima vez, não para oferecer misericórdia e perdão, mas para retribuir a cada homem segundo as suas obras! Em breve, sim, muito em breve, o último tempo da graça terá passado para nunca mais voltar! O último apelo para perdoar o pecado terá sido feito, o último sermão terá sido pregado, o último panfleto falando do amor de Deus terá sido distribuído. Quando o sol se puser naquele último dia de oportunidade para o homem, a paciência e longanimidade de Deus para com os pecadores cessará para sempre e então será tarde demais para obter o perdão pelo pecado e encontrar aceitação junto a Ele. Caro leitor, "hoje é o tempo aceitável, hoje é o dia de salvação". Amanhã pode ser muito tarde!

19. A inteira finalidade da sessão do juízo agora em andamento nas cortes acima, pode ser bem ilustrada pela seguinte experiência:

Um proprietário britânico temente a Deus estava profundamente angustiado com a apatia religiosa de seus inquilinos. A fim de despertá-los de sua letargia espiritual, fixou a seguinte notícia sensacional num local público:

"Na segunda-feira, sete de setembro de ..., entre 9 horas e 12 horas da manhã, eu cancelarei os débitos de todos os meus inquilinos que trouxerem ao meu escritório um relato completo de suas dívidas e posses. Assinado - Cecil Grani, Proprietário."

Esse anúncio extraordinário despertou muita discussão animada entre os inquilinos. Muitos estavam incrédulos, suspeitando que alguma intenção maliciosa estivesse por trás do anúncio de clara linguagem. Poucos se dispuseram a aceitar a palavra do honorável velho.

No tempo designado, um excitado grupo de inquilinos reuniu-se em frente do escritório do proprietário. Cada um estava aguardando do outro a primeira iniciativa. Alguns estavam hesitantes em revelar suas posses ao senhorio por orgulho, outros por causa de medo. Outros ainda estavam indecisos quanto ao curso a seguir, confortando-se com a idéia de que havia bastante tempo.

Quando faltavam vinte minutos para as doze, um casal de velhinhos, ambos quase cegos, com fraca audição e que viviam em pobreza e isolamento, chegou ao local. Ao estarem quase para entrar no escritório, o velhinho disse à cética e descrente multidão: "Conheço o Sr. Grant há muitos anos. Ele é homem de palavra", e volvendo-se à esposa, acrescentou: "Venha, vamos entrar!" E assim, com fé infantil, apresentaram-se diante do proprietário, enquanto a multidão de incrédulos lá fora permanecia zombando da ingenuidade do casal.

O proprietário recebeu o velhinho e sua esposa cordialmente, e para provar a fé deles em sua promessa, indagou: "Podem me dar uma boa razão porque devo cancelar seu débito? Rapidamente o velhinho replicou: "Não tenho nenhuma boa razão, senhor, exceto o fato de que o senhor prometeu fazê-lo." Era isso exatamente o que o proprietário esperava que ele fosse falar, e imediatamente assentou-se e preencheu um cheque cobrindo o montante total de seus débitos, e, para completar, entregou ao casal uma escritura para uma casa confortável. Muito felizes, eles exclamaram: "Agora vamos falar à multidão lá fora quão bondoso e magnânimo o senhor é!'' Mas o proprietário os deteve e declarou: "Não, na verdade eles leram meu anúncio. Quero que confiem em minha palavra."

Após o relógio ter batido doze horas, o jubiloso casal de velhinhos saiu e acenando com a escritura, proclamaram: "O Sr. Grant faz honrar a sua palavra!" A multidão lançou-se imediatamente na direção da porta do escritório, apenas para terem notícia de que era demasiado tarde, de que a hora determinada havia passado!

20. Toma você Deus a sério em Sua palavra? Ele lhe diz nas Escrituras que o dia em que o divino relógio soar a hora fatal, está próximo, o momento em que o perdão de todos os pecados, o cancelamento de todos os débitos terá para sempre cessado. Quantos naquele dia desejarão que tivessem aceito a amorável provisão de Deus para o perdão de seus pecados; mas então será tarde demais!

Enquanto os preciosos momentos do tempo da graça perduram, não quer pedir a seu Messias e Sumo Sacerdote que o purifique de todo pecado? Não se prevalecerá da oportunidade áurea enquanto a tem para atender ao amorável apelo de seu Redentor?

- "Deixe o perverso o seu caminho, o iníquo os seus pensamentos, converta-se ao Senhor e Ele Se compadecerá dele; volte-se para o nosso Deus porque é rico em perdoar.'' (Isaías 55:7 (H).

 

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